Polícia prende suspeito de esfaquear duas pessoas em NY
Homem gritou expressão em árabe que significa 'Deus é maior' antes de atacar as vítimas nas proximidades do Central Park, relataram testemunhas
Sofia Pilagallo
Polícia isola área onde homem esfaqueou duas vítimas nas proximidades do Central Park, em Manhattan, Nova York | Foto: Reprodução/YouTube/NBC News - 23.07.2026
A polícia prendeu um homem suspeito de esfaquear duas pessoas em plena luz do dia nas proximidades do Central Park, em Manhattan, Nova York, na tarde desta quinta-feira (23). O suspeito foi identificado como Raul Morales, de 51 anos. As informações são do jornal "The New York Times".
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Segundo um porta-voz do Departamento de Polícia de Nova York, Morales atacou um homem com uma faca em uma esquina. Em seguida, abordou outra pessoa nas proximidades e usou uma chave de fenda para atingi-la no torso.
A primeira vítima foi identificada como Chok Sung, um homem asiático de 57 anos. A segunda é Mosche Yezhak Grunhaus, um judeu de 50 anos. Ambos foram levados ao hospital Mount Sinai Morningside e não correm risco de morrer.
A motivação dos ataques ainda é desconhecida. Testemunhas relataram que, antes de esfaquear as vítimas, Morales gritou "Aallahu akbar" — expressão em árabe que significa "Deus é maior" —, informou a comissária de polícia Jessica Tisch.
Tisch afirmou ainda que o departamento apura se os ataques configuram crimes de ódio. Segundo ela, os detetives continuam investigando a motivação de Morales e avaliam se seu estado psicológico pode ter influenciado as agressões, embora não haja registros de problemas de saúde mental.
Os crimes de ódio aumentaram em Nova York nos últimos anos, especialmente os ataques contra judeus. Até o início de julho, a cidade havia registrado 322 casos confirmados em 2026, alta de quase 8% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados do Departamento de Polícia.
Na quarta-feira (22), um dia antes dos ataques em Manhattan, a polícia já investigava dois possíveis crimes de ódio no Brooklyn e no Queens. Um dos casos envolvia declarações contra muçulmanos; no outro, o agressor teria feito comentários antissemitas durante uma agressão.
Cerca de metade dos crimes de ódio registrados neste ano teve como alvo pessoas judias, o que torna a violência antissemita a principal categoria desse tipo de ocorrência na cidade. No mesmo período, a polícia contabilizou 33 ataques motivados pela orientação sexual das vítimas e dez contra nova-iorquinos de origem asiática.
Após a prisão de Morales, o prefeito Zohran Mamdani condenou os ataques, classificando-os como "desprezíveis". Mamdani já enfrentou críticas de parte da comunidade judaica de Nova York por suas posições sobre Israel.
Polícia prende suspeito de esfaquear duas pessoas em NYHomem gritou expressão em árabe que significa 'Deus é maior' antes de atacar as vítimas nas proximidades do Central Park, relataram testemunhasMundo2026-07-24T02:07:34.265ZA polícia prendeu um homem suspeito de esfaquear duas pessoas em plena luz do dia nas proximidades do Central Park, em Manhattan, Nova York, na tarde desta quinta-feira (23). O suspeito foi identificado como Raul Morales, de 51 anos. As informações são do jornal "The New York Times". Segundo um porta-voz do Departamento de Polícia de Nova York, Morales atacou um homem com uma faca em uma esquina. Em seguida, abordou outra pessoa nas proximidades e usou uma chave de fenda para atingi-la no torso. A primeira vítima foi identificada como Chok Sung, um homem asiático de 57 anos. A segunda é Mosche Yezhak Grunhaus, um judeu de 50 anos. Ambos foram levados ao hospital Mount Sinai Morningside e não correm risco de morrer. A motivação dos ataques ainda é desconhecida. Testemunhas relataram que, antes de esfaquear as vítimas, Morales gritou "Aallahu akbar" — expressão em árabe que significa "Deus é maior" —, informou a comissária de polícia Jessica Tisch. Tisch afirmou ainda que o departamento apura se os ataques configuram crimes de ódio. Segundo ela, os detetives continuam investigando a motivação de Morales e avaliam se seu estado psicológico pode ter influenciado as agressões, embora não haja registros de problemas de saúde mental. Os crimes de ódio aumentaram em Nova York nos últimos anos, especialmente os ataques contra judeus. Até o início de julho, a cidade havia registrado 322 casos confirmados em 2026, alta de quase 8% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados do Departamento de Polícia. Na quarta-feira (22), um dia antes dos ataques em Manhattan, a polícia já investigava dois possíveis crimes de ódio no Brooklyn e no Queens. Um dos casos envolvia declarações contra muçulmanos; no outro, o agressor teria feito comentários antissemitas durante uma agressão. Cerca de metade dos crimes de ódio registrados neste ano teve como alvo pessoas judias, o que torna a violência antissemita a principal categoria desse tipo de ocorrência na cidade. No mesmo período, a polícia contabilizou 33 ataques motivados pela orientação sexual das vítimas e dez contra nova-iorquinos de origem asiática. Após a prisão de Morales, o prefeito Zohran Mamdani condenou os ataques, classificando-os como "desprezíveis". Mamdani já enfrentou críticas de parte da comunidade judaica de Nova York por suas posições sobre Israel.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/policia-prende-suspeito-de-esfaquear-duas-pessoas-em-ny