Novas imagens podem mudar rumo da investigação de caso de jovem baleado no Complexo da Maré
PM afirma em vídeo que vítima teria encostado em fuzil, que disparou; ele então deixa o local e vai se encontrar com outros agentes, sem prestar socorro
SBT Brasil
A Justiça recebeu novas imagens que podem mudar o rumo de uma investigação que já dura dois anos sobre a morte de um jovem baleado durante uma ação policial no Complexo da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro.
Os registros foram feitos pelas câmeras corporais dos policiais militares que estavam na operação. O material foi anexado ao processo e mostra o momento em que o rapaz é atingido por um disparo.
Nas imagens, o policial Carlos Eduardo dos Reis, apontado como autor do disparo, afirma que a vítima teria encostado no fuzil, que disparou. Após o ocorrido, ele deixa o local e vai se encontrar com outros agentes.
"Chegou a ligar no 193?", pergunta um colega. "Não, não, não", responde Reis. Dez minutos depois dos disparos, ele é informado de que o jovem morreu. "C***, o moleque morreu, mané."
Para a acusação, o material reforça a suspeita de omissão de socorro. A nova prova foi enviada à Justiça e passou a integrar o processo que investiga as circunstâncias da morte.
De acordo com a Defensoria Pública, Reis pode ser levado a júri popular. A decisão dependerá da análise das provas apresentadas no processo, incluindo as imagens captadas pelos equipamentos dos próprios agentes.
Familiares da vítima afirmam que aguardam a conclusão do processo e cobram responsabilização. A irmã do jovem, Kaylane Costa, disse que espera que o caso avance na Justiça e que os responsáveis sejam julgados.
A Defensoria Pública acompanha o caso e defende que as imagens são fundamentais para esclarecer o que aconteceu durante a operação.









