Irã estreia na Copa sob tensão após acordo de paz com os EUA
Seleção iraniana enfrentou a Nova Zelândia em Los Angeles, em meio a protestos e críticas de parte da comunidade iraniana


A seleção de futebol do Irã estreou na Copa do Mundo de 2026 nesta segunda-feira (15) sob forte tensão política. O jogo aconteceu horas depois do anúncio de um memorando de entendimento para um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.
O clima no entorno da partida, porém, segue dividido. Parte da comunidade iraniana nos Estados Unidos organizou protestos contra a República Islâmica e contra a própria seleção, vista por alguns manifestantes como ligada ao governo de Teerã.
Los Angeles abriga a maior comunidade iraniana fora do país persa. No bairro conhecido como “Tehrangeles”, muitos moradores mantêm símbolos anteriores à Revolução Islâmica de 1979, como uma bandeira estampada com um leão e um sol ao centro, que virou um símbolo da oposição ao regime dos aiatolás.
Cerca de 300 manifestantes distribuíram camisas e bandeiras com o símbolo pré-revolucionário e prometeram levar os itens ao estádio. A Fifa, no entanto, proíbe bandeiras e vestimentas de cunho político e comentou especificamente como tratará a antiga bandeira iraniana.
Logística prejudicada
O técnico Amir Ghalenoei afirmou que a preparação da equipe foi prejudicada por problemas logísticos. Segundo ele, a seleção precisou mudar duas vezes de centro de treinamento.“Você pode imaginar o que meus jogadores estão passando”, disse o treinador.
O capitão Mehdi Taremi, ex-Inter de Milão, também citou dificuldades com vistos e afirmou que a tensão é perceptível no ambiente da Copa. "Uma Copa deveria ter um ambiente melhore dá para sentir a tensão no ar", afirmou o jogador.
Acordo entre EUA e Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o vice-presidente JD Vance e o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, assinaram nesta segunda-feira um memorando de entendimento para avançar em um acordo de paz entre os países, segundo informou a Reuters.
Entre os pontos previstos estão a reabertura do Estreito de Ormuz e um período de 60 dias para negociações sobre temas pendentes, como o programa nuclear iraniano e sanções dos Estados Unidos. A cerimônia formal de assinatura está prevista para sexta-feira (19), na Suíça.















