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Itamaraty condena prisões e pede que Venezuela respeite direitos de líderes da oposição

Ministério das Relações Exteriores vê "gestos de distensão" de Maduro, mas mostra "grande preocupação" com as denúncias de violações de direitos humanos

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SBT News
11/01/2025, 14:17 • Atualizado em 12/01/2025, 02:14
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Maduro toma posse do terceiro mandato sob questionamentos internacionais. | Reprodução/Instagram

Maduro toma posse do terceiro mandato sob questionamentos internacionais. | Reprodução/Instagram

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Um dia após a posse de Nicolás Maduro para um terceiro mandato de seis anos na Venezuela, o Ministério das Relações Exteriores divulgou uma nota neste sábado (11) em que diz que o governo brasileiro acompanha "com grande preocupação as denúncias de violações de direitos humanos a opositores do governo na Venezuela" O resultado do processo eleitoral no país vizinho foi questionado não só pela oposição local, mas por vários países do mundo.

O Itamaraty diz reconhecer "gestos de distensão" do governo Maduro – "como a liberação de 1.500 detidos nos últimos meses e a reabertura do Escritório do Alto Comissário de Direitos Humanos das Nações Unidas em Caracas" –, mas "deplora os recentes episódios de prisões, de ameaças e de perseguição a opositores políticos".

Na quinta-feira (9), a principal líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, foi detida logo após participar de uma manifestação contra a posse do líder chavista. Quando deixava o ato, tiros foram disparados contra ela e integrantes de seu partido. María Corina foi detida por algumas horas e, posteriormente, o Comando de Campanha Nacional, partido opositor, informou sua libertação.

Foi a primeira aparição pública de María Corina em meses. Impedida de participar do pleito contra Maduro, ela foi substituída por Edmundo González, que se exilou na Espanha após a Corte Eleitoral da Venezuela, dominada pelo chavismo, anunciar a vitória do atual presidente. Na ocasião, o governo brasileiro exigiu a divulgação das atas de votação para reconhecer o resultado eleitoral. Os documentos nunca foram divulgados e atas parciais obtidas pela oposição indicam uma vitória de González no pleito.

Sem romper relações com a Venezuela, mas sem reconhecer oficialmente a reeleição de Maduro, o Brasil reforça, na nota divulgada neste sábado (11), a defesa do regime democrático. "É fundamental que se garantam a líderes da oposição os direitos elementares de ir e vir e de manifestar-se pacificamente com liberdade e com garantias à sua integridade física", diz o texto.

O Itamaraty também pede diálogo entre as forças políticas venezuelanas para um "entendimento mútuo", a fim de resolver "as controvérsias internas".

Desde esta sexta-feira (10) e até a próxima segunda (13), a Venezuela anunciou o fechamento da fronteira com o Brasil. O governo Maduro também fechou a fronteira com a Colômbia.

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