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Adestramento ajuda a prevenir ataques de cães e reduz riscos para tutores e população

Casos recentes reacendem debate sobre responsabilidade legal

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Respeitar comandos e conviver com outros cães são fatores importantes para que o animal seja equilibrado e obediente. O treinamento de um cão pode evitar ataques como aconteceu nesta semana. Um cão da raça pitbull escapou de uma casa e atacou garis na zona sul de São Paulo. Os trabalhadores tentaram se defender, mas foram feridos pelo animal. Um deles perdeu parte de um dedo.

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No Ceará, uma mulher foi agredida pelo tutor de um pitbull após tentar defender os três cães da patroa de um ataque. Ela sofreu uma torção no tendão da mão por conta do golpe do homem. Em dezembro do ano passado, o mesmo cachorro já havia atacado uma pessoa que passava pela rua com três cães. O homem teve ferimentos no braço.

Os casos não são isolados. Dados do Conselho Nacional de Justiça mostram que as ações relacionadas à omissão de cautela ou condução de animais aumentaram quase 7% entre 2024 e 2025, passando de 7.700.

Pelo Código Penal, a omissão de cautela na guarda ou condução de cães é considerada uma infração de menor gravidade. Na prática, porém, a situação pode ser mais séria. Se o animal atacar outro cachorro ou uma pessoa, dependendo das consequências, o tutor pode responder criminalmente.

Treinamento

Nala é uma American Bully de 10 meses. Ainda filhote, ela já apresenta um comportamento bem treinado. Uma vez por semana, passa por uma consultoria comportamental. A família optou por adestrá-la desde cedo. Segundo a tutora, o objetivo do treinamento é garantir que a cadela obedeça aos comandos e que a família saiba como conduzir o animal no dia a dia.

“Primeiramente para ela obedecer os nossos comandos e a gente saber como fazer os comandos, porque não é tão simples, e o adestramento foi fundamental para a gente”, afirma Ana Paula Roseno, assistente comercial e tutora da Nala.

De acordo com o adestrador Richardson Zago, a falta de treinamento pode gerar situações imprevisíveis.

“Quando a gente não treina o cachorro, a gente não sabe o que esperar. Em um minuto ele está tranquilo e, de repente, acontece a explosão. A gente fala que isso nunca aconteceu antes, talvez porque nunca tivesse passado por aquela situação. Quando a gente treina, a gente reproduz cenários e diminui os riscos”, explica.

Ana Paula diz que preferiu se prevenir. Com o treinamento, Nala convive bem com a família, inclusive com uma criança pequena.

“Eu tenho uma filhinha de cinco anos e elas se dão super bem. A Manu abraça, aperta e ela super aceita”, conta.

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