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Maduro toma posse na Venezuela em meio à tensão política e isolamento internacional

Presidente foi acusado de fraude por opositores e governos ao ser eleito para terceiro mandato

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Camila Stucaluc
10/01/2025, 08:59 • Atualizado em 10/01/2025, 08:59
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Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro | Marcelo Camargo/Agência Brasil

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro | Marcelo Camargo/Agência Brasil

A tensão política vivida na Venezuela após as eleições presidenciais do ano passado devem ofuscar a posse de Nicolás Maduro nesta sexta-feira (10). Além da presença limitada de chefes de Estado na cerimônia – uma vez que muitos não reconheceram o resultado do pleito –, o dia conta com ameaças de manifestações lideradas pela oposição.

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Maduro viu a redução de seu apoio nacional e internacional após os resultados controversos das eleições. Isso porque, na contagem do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), o presidente apareceu 52,21% dos votos, ante 44,2% de Edmundo González, principal concorrente. A oposição contestou os números e alegou fraude na apuração.

O cenário provocou protestos violentos na Venezuela, enquanto líderes internacionais cobraram a divulgação das atas eleitorais. Maduro, contudo, rejeitou os pedidos e levou o caso à Justiça – que reconheceu sua vitória no pleito.

González chegou a ser intimado pela Justiça, mas não compareceu, o que resultou na emissão de um mandado de prisão. Dias depois, o opositor disse que foi forçado a fechar um acordo com o governo e se exilar na Espanha. A líder da oposição, María Corina Machado, também chegou a ser presa, mas foi liberada poucas horas depois.

Para esta sexta, o regime de Maduro aumentou a segurança e ameaçou abater qualquer avião clandestino que sobrevoe a Venezuela. O temor é que González retorne ao país para tomar posse no lugar de Maduro, assim como prometido pelo opositor.

Por enquanto, confirmaram presença na cerimônia o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega. Já Colômbia e México serão representados pelos embaixadores que já encontram-se na Venezuela, enquanto Rússia, China e Belarus enviarão representantes políticos ao país.

União Europeia, Canadá e Estados Unidos não comparecerão à posse de Maduro, uma vez que reconheceram González como presidente eleito. O Brasil, por sua vez, está reavaliando o envio de um representante devido à repressão política em Caracas. Inicialmente, o país seria representado pela embaixadora Glivânia Maria de Oliveira.

Maduro, de 62 anos, está no poder da Venezuela desde 2013. Além de um círculo de aliados internos poderosos, que também se consideram herdeiros políticos de Hugo Chávez (presidente venezuelano de 1999 a 2013), Maduro conta com o apoio de potências estrangeiras, como China e Rússia, que auxiliam o país no cenário econômico e militar.

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