Venezuela tem 1.450 mortes após terremotos; buscas continuam
Boletim acrescenta apenas 20 óbitos a relatório anterior; 14 mil militares e policiais atuam nos resgates
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SBT News, Agência EFE
28/06/2026, 18:30 • Atualizado em 28/06/2026, 18:30
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Bombeiro do Peru durante operação de resgate em La Guaira, na Venezuela | Henry Chirinos/EFE
O presidente do Parlamento da Venezuela, Jorge Rodríguez, informou neste domingo (28) que o número de mortos subiu para 1.450 pessoas após os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorridos na quarta-feira (24), que atingiram a região norte do país.
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"No boletim de hoje, devemos informar que o número de mortos chega a 1.450 pessoas, mulheres e homens que perderam a vida em consequência da mais brutal catástrofe natural que nosso país já sofreu em sua história", afirmou Rodríguez em um balanço transmitido pelo canal estatal Venezolana de Televisión (VTV).
O novo balanço acrescenta apenas 20 óbitos ao relatório apresentado no sábado (27), também divulgado por Rodríguez, que é irmão da líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. Desde a tragédia, números são divulgados por diferentes órgãos e autoridades do país.
Segundo o parlamentar, 3.150 pessoas ficaram feridas e 12.721 famílias foram afetadas pelos terremotos. O balanço também aponta danos ou colapso em 774 edifícios, dos quais 189 tiveram perda total e 585 sofreram danos parciais. Além disso, 38 hospitais, 44 centros comerciais e outras 1.645 estruturas foram atingidos.
Rodríguez informou ainda que 527 pessoas foram transferidas do estado de La Guaira, o mais afetado pelos terremotos, para hospitais públicos e privados de Caracas. Segundo ele, 2.624 socorristas internacionais participam das operações, com apoio de 137 cães de resgate, 49 veículos e 84,8 toneladas de equipamentos, medicamentos e insumos cirúrgicos.
De acordo com o presidente do Parlamento, 7.876 voluntários já se cadastraram para atuar nas ações de busca e remoção de escombros em La Guaira. O governo também anunciou a criação de uma linha telefônica de apoio psicológico para pessoas com sintomas de ansiedade, tristeza ou estresse pós-traumático, além de uma plataforma online para que familiares registrem desaparecidos. As autoridades, no entanto, não divulgaram um número oficial de pessoas nessa situação.
Em publicação nas redes sociais, Delcy afirmou que a Venezuela recebeu apoio de 24 países, que enviaram 521 toneladas de insumos, 86 equipes caninas e cerca de 2,7 mil integrantes de equipes de busca, resgate e apoio. "Eles já se encontram integrados às nossas equipes." Ao menos 14 mil militares e policiais atuam no local.
O número de óbitos pelo desastre natural deve crescer nos próximos dias. O Serviço Geológico dos Estados Unidos estima mais de 10 mil mortes. À agência de notícias AFP, o chefe de ajuda humanitária das Nações Unidas, Tom Fletcher, acredita que mais de 50 mil pessoas estejam desaparecidas. "Uma operação de resgate extremamente complexa", afirmou.
Venezuela tem 1.450 mortes após terremotos; buscas continuamBoletim acrescenta apenas 20 óbitos a relatório anterior; 14 mil militares e policiais atuam nos resgatesMundo2026-06-28T18:30:39.087ZO presidente do Parlamento da Venezuela, Jorge Rodríguez, informou neste domingo (28) que o número de mortos subiu para 1.450 pessoas após os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorridos na quarta-feira (24), que atingiram a região norte do país. "No boletim de hoje, devemos informar que o número de mortos chega a 1.450 pessoas, mulheres e homens que perderam a vida em consequência da mais brutal catástrofe natural que nosso país já sofreu em sua história", afirmou Rodríguez em um balanço transmitido pelo canal estatal Venezolana de Televisión (VTV). O novo balanço acrescenta apenas 20 óbitos ao relatório apresentado no sábado (27), também divulgado por Rodríguez, que é irmão da líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. Desde a tragédia, números são divulgados por diferentes órgãos e autoridades do país. Segundo o parlamentar, 3.150 pessoas ficaram feridas e 12.721 famílias foram afetadas pelos terremotos. O balanço também aponta danos ou colapso em 774 edifícios, dos quais 189 tiveram perda total e 585 sofreram danos parciais. Além disso, 38 hospitais, 44 centros comerciais e outras 1.645 estruturas foram atingidos. Rodríguez informou ainda que 527 pessoas foram transferidas do estado de La Guaira, o mais afetado pelos terremotos, para hospitais públicos e privados de Caracas. Segundo ele, 2.624 socorristas internacionais participam das operações, com apoio de 137 cães de resgate, 49 veículos e 84,8 toneladas de equipamentos, medicamentos e insumos cirúrgicos. De acordo com o presidente do Parlamento, 7.876 voluntários já se cadastraram para atuar nas ações de busca e remoção de escombros em La Guaira. O governo também anunciou a criação de uma linha telefônica de apoio psicológico para pessoas com sintomas de ansiedade, tristeza ou estresse pós-traumático, além de uma plataforma online para que familiares registrem desaparecidos. As autoridades, no entanto, não divulgaram um número oficial de pessoas nessa situação. Em publicação nas redes sociais, Delcy afirmou que a Venezuela recebeu apoio de 24 países, que enviaram 521 toneladas de insumos, 86 equipes caninas e cerca de 2,7 mil integrantes de equipes de busca, resgate e apoio. "Eles já se encontram integrados às nossas equipes." Ao menos 14 mil militares e policiais atuam no local. O número de óbitos pelo desastre natural deve crescer nos próximos dias. O Serviço Geológico dos Estados Unidos estima mais de 10 mil mortes. À agência de notícias AFP, o chefe de ajuda humanitária das Nações Unidas, Tom Fletcher, acredita que mais de 50 mil pessoas estejam desaparecidas. "Uma operação de resgate extremamente complexa", afirmou. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/venezuela-1450-mortes-terremotos-balanco-domingo