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UE diz não reconhecer "legitimidade democrática" de Maduro

Bloco europeu rejeitou resultado das eleições e disse que adotará novos esforços diplomáticos para garantir a transparência do pleito

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Camila Stucaluc
30/08/2024, 10:03 • Atualizado em 30/08/2024, 10:03
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Chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell | Reprodução/Twitter JosepBorrellF

Chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell | Reprodução/Twitter JosepBorrellF

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O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, voltou a dizer que o bloco não reconhece a vitória de Nicolás Maduro nas eleições presidenciais da Venezuela. Em declaração na quinta-feira (29), o diplomata afirmou que, apesar de continuar líder do país, não há legitimidade democrática para um terceiro mandato de Maduro.

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“Maduro continua a ser o presidente, é verdade, mas a UE não reconhece a sua legitimidade democrática baseada em resultados”, disse Borrell. “Os ministros concordaram que devemos defender o processo democrático e, por minha proposta, não reconhecer os resultados eleitorais anunciados”, acrescentou.

A declaração acontece devido à crise política na Venezuela. Isso porque, na contagem do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Maduro apareceu 52,21% dos votos, ante 44,2% de Edmundo González, principal concorrente. A oposição contestou os números e alegou fraude na apuração, afirmando ter provas da vitória de González no pleito.

Com isso, a apuração foi questionada por governos internacionais, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Chile, Argentina, Uruguai, Brasil, além da UE, que pediram a divulgação das atas eleitorais. A solicitação, contudo, foi negada pela Justiça.

Em meio à repercussão, os moradores saíram às ruas em protesto. Os atos se estenderam por todo o país, provocando confrontos com policiais e a deterioração do patrimônio público, como as estátuas relacionadas ao regime chavista. Mais de 1,5 mil pessoas foram presas nos protestos, com Maduro prometendo penas de até 30 anos de prisão.

Apesar de não aceitar o resultado, Borrell descartou a possibilidade de impor mais sanções contra a Venezuela. Segundo ele, já há mais de 50 pessoas sancionadas e, por isso, não poderá avançar neste campo. Sem fornecer detalhes, ele disse apenas que o bloco deverá adotar outros esforços diplomáticos para garantir a transparência do pleito.

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