Trump reage após Corte barrar demissão de diretora do Fed
Justiça manteve Lisa Cook no cargo; presidente dos EUA promete agir para impedir que ela participe de decisões do banco central
SBT News
29/06/2026, 18:06 • Atualizado em 29/06/2026, 18:06
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Donald Trump e Lisa Cook, diretora do Fed | Divulgação/White House -- Reuters/Jim Urquhart
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (29) que seu governo tomará medidas para impedir que a diretora do Federal Reserve (Fed), Lisa Cook, participe de decisões relacionadas ao banco central norte-americano. A declaração foi feita após a Suprema Corte dos EUA decidir, por 5 votos a 4, manter Cook no cargo e impedir sua demissão. Cook, por sua vez, agradeceu a decisão.
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Em publicação na Truth Social, Trump afirmou que pretende agir imediatamente contra a permanência de Cook nas decisões da autoridade monetária, acusando-a de "irregularidades".
"O processo movido por Cook, referente à sua adequação para integrar o Conselho da Reserva Federal, foi devolvido pela Suprema Corte por questões estritamente processuais. Tomaremos as medidas cabíveis imediatamente para garantir que alguém que tenha cometido irregularidades não tome decisões vitais sobre o bem-estar dos Estados Unidos da América", escreveu.
A decisão representa uma derrota para Trump, que tentava afastar a dirigente do Fed com base em alegações de fraude hipotecária, negadas por Cook, a primeira mulher negra a ocupar o cargo de diretora. Os ministros entenderam que, no caso do Federal Reserve, deve ser preservada a independência da instituição, embora tenham ampliado o poder presidencial para demitir dirigentes de outras agências reguladoras independentes.
Em comunicado, Lisa Cook também se pronunciou e elogiou a decisão da mais alta instância judicial do país. Para ela, a Suprema Corte “Reconhece que a independência da Reserva Federal é essencial para cumprir o mandato do Congresso de estabilidade de preços e pleno emprego."
Ela também disse que a ação de Trump “foi uma tentativa de me destituir sob um pretexto inventado porque me recusei a ceder à pressão política e continuei a definir a taxa de juros com base apenas no que melhor serviria ao povo norte-americano”.
“Estou grato por essa decisão, não por mim mesma, mas pelo povo norte-americano, cujo bem-estar econômico depende de um banco central que cumpra sua missão, e não se curva à intimidação política”, disse Cook.
Em outra mensagem, Trump comentou uma nova decisão da Suprema Corte que rejeitou seu recurso para anular a condenação no caso envolvendo a escritora E. Jean Carroll. O presidente criticou a decisão e afirmou: "Surpreendentemente, a Suprema Corte se recusou a 'revisar' um caso falso movido contra mim por uma mulher que eu nunca conheci".
Na sequência, o republicano declarou que continuará combatendo o que chamou de perseguição judicial. "Continuarei lutando contra essa instrumentalização e manipulação jurídica, incluindo a ridícula alegação de difamação, com toda a minha força e poder", escreveu.
Trump também afirmou que "este caso é, na verdade, contra os Estados Unidos da América e tudo o que eles representam" e acusou o Estado de Nova York de criar uma lei "para me 'prender' injustamente", classificando a situação como uma injustiça que "não pode ser tolerada".
O presidente trava uma batalha judicial com Carroll, ex-colunista de conselhos da revista Elle, desde que ela publicou um trecho de suas memórias em 2019. No livro, Carroll afirma ter sido estuprada por Trump por volta de 1996, em um provador da loja de departamentos Bergdorf Goodman, em Manhattan.
Além da decisão sobre Lisa Cook e da rejeição do recurso no caso Jean Carroll, a Suprema Corte também manteve leis estaduais que permitem a contagem de votos enviados pelo correio e recebidos após o dia da eleição, impondo mais um revés ao presidente norte-americano.
Trump reage após Corte barrar demissão de diretora do FedJustiça manteve Lisa Cook no cargo; presidente dos EUA promete agir para impedir que ela participe de decisões do banco centralMundo2026-06-29T18:06:09.024ZO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (29) que seu governo tomará medidas para impedir que a diretora do Federal Reserve (Fed), Lisa Cook, participe de decisões relacionadas ao banco central norte-americano. A declaração foi feita após a e impedir sua demissão. Cook, por sua vez, agradeceu a decisão. Em publicação na Truth Social, Trump afirmou que pretende agir imediatamente contra a permanência de Cook nas decisões da autoridade monetária, acusando-a de "irregularidades". "O processo movido por Cook, referente à sua adequação para integrar o Conselho da Reserva Federal, foi devolvido pela Suprema Corte por questões estritamente processuais. Tomaremos as medidas cabíveis imediatamente para garantir que alguém que tenha cometido irregularidades não tome decisões vitais sobre o bem-estar dos Estados Unidos da América", escreveu. A decisão representa uma derrota para Trump, que tentava afastar a dirigente do Fed com base em alegações de fraude hipotecária, negadas por Cook, a primeira mulher negra a ocupar o cargo de diretora. Os ministros entenderam que, no caso do Federal Reserve, deve ser preservada a independência da instituição, embora tenham ampliado o poder presidencial para demitir dirigentes de outras agências reguladoras independentes. Em comunicado, Lisa Cook também se pronunciou e elogiou a decisão da mais alta instância judicial do país. Para ela, a Suprema Corte “Reconhece que a independência da Reserva Federal é essencial para cumprir o mandato do Congresso de estabilidade de preços e pleno emprego." Ela também disse que a ação de Trump “foi uma tentativa de me destituir sob um pretexto inventado porque me recusei a ceder à pressão política e continuei a definir a taxa de juros com base apenas no que melhor serviria ao povo norte-americano”. “Estou grato por essa decisão, não por mim mesma, mas pelo povo norte-americano, cujo bem-estar econômico depende de um banco central que cumpra sua missão, e não se curva à intimidação política”, disse Cook. Caso envolvendo acusação de estupro Em outra mensagem, Trump comentou uma nova decisão da Suprema Corte que rejeitou seu recurso para anular a condenação no caso envolvendo a escritora E. Jean Carroll. O presidente criticou a decisão e afirmou: "Surpreendentemente, a Suprema Corte se recusou a 'revisar' um caso falso movido contra mim por uma mulher que eu nunca conheci". Na sequência, o republicano declarou que continuará combatendo o que chamou de perseguição judicial. "Continuarei lutando contra essa instrumentalização e manipulação jurídica, incluindo a ridícula alegação de difamação, com toda a minha força e poder", escreveu. Trump também afirmou que "este caso é, na verdade, contra os Estados Unidos da América e tudo o que eles representam" e acusou o Estado de Nova York de criar uma lei "para me 'prender' injustamente", classificando a situação como uma injustiça que "não pode ser tolerada". O presidente trava uma batalha judicial com Carroll, ex-colunista de conselhos da revista Elle, desde que ela publicou um trecho de suas memórias em 2019. No livro, Carroll afirma ter sido estuprada por Trump por volta de 1996, em um provador da loja de departamentos Bergdorf Goodman, em Manhattan. Além da decisão sobre Lisa Cook e da rejeição do recurso no caso Jean Carroll, a Suprema Corte também manteve leis estaduais que permitem a contagem de votos enviados pelo correio e recebidos após o dia da eleição, impondo mais um revés ao presidente norte-americano.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/trump-reage-apos-corte-barrar-demissao-de-diretora-do-fed
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