Trump anuncia envio de tropas ao Oriente Médio e eleva tensão com Irã
Governo dos EUA afirmou que não faria esse movimento e depois voltou atrás; cerca de 2.500 fuzileiros navais e três navios de guerra serão deslocados à região

SBT Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o envio de reforços militares ao Oriente Médio e elevou o tom contra o Irã nesta sexta-feira (20). A decisão ocorre em meio à escalada do conflito na região e a novas trocas de ataques entre iranianos e israelenses.
Trump afirmou que os EUA podem até dialogar com o governo iraniano, mas descartou a possibilidade de uma trégua. A declaração indica uma postura mais rígida diante da crise.
Apesar de ter dito anteriormente que não enviaria militares ao Irã, o governo americano voltou atrás. Segundo autoridades da Casa Branca ouvidas pela agência Reuters, cerca de 2.500 fuzileiros navais e três navios de guerra serão deslocados para o Oriente Médio.
O presidente também fez críticas diretas a aliados da Otan, chamando os países de "covardes" por, segundo ele, evitarem confronto direto com o Irã.
A declaração foi dada mesmo após países como Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão afirmarem que estão dispostos a atuar para garantir a segurança no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
A tensão no Oriente Médio impacta diretamente o mercado global. A possibilidade de os Estados Unidos flexibilizarem sanções ao petróleo iraniano ajudou a reduzir a pressão nos preços. Ainda assim, o barril do tipo Brent chegou a ser negociado a US$ 107 (R$ 568,53) nesta sexta-feira.
Uma pesquisa da Reuters em parceria com o instituto Ipsos aponta que cerca de 60% dos norte-americanos são contra o envolvimento dos EUA no conflito.
A sexta-feira foi marcada por novos ataques. Mísseis iranianos foram lançados contra cidades como Tel Aviv, na Israel, além de áreas da Cisjordânia e Jerusalém. Em resposta, Israel bombardeou Teerã, capital do Irã, no mesmo dia em que os iranianos celebravam o Ano Novo persa.
A revista britânica "The Economist" ironizou a ofensiva militar americana e estampou na capa o termo "Operação Fúria Cega", em referência ao nome oficial da ação anunciado pelo governo dos EUA.









