Trump ameaça destruir navios do Irã com estratégia militar usada contra barcos no Caribe
Presidente dos EUA diz que vai utilizar o "mesmo sistema de eliminação usado contra os traficantes de drogas no mar"


Caroline Vale
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a endurecer nesta segunda-feira (13) o discurso contra o Irã e ameaçou empregar contra os navios iranianos a mesma estratégia militar usada contra barcos no Caribe.
As declarações foram publicadas na rede Truth Social, horas após entrar em vigor o bloqueio marítimo determinado por Washington contra portos iranianos.
Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), a medida passou a valer às 11 horas desta segunda-feira (13), impedindo que cerca de dois milhões de barris de petróleo iraniano por dia cheguem ao mercado internacional, decisão que amplia a pressão econômica sobre Teerã em meio ao conflito que já dura seis semanas.
Estratégia do Caribe como ameaça militar
Na publicação, Trump afirmou que qualquer navio iraniano que tente romper o bloqueio será destruído utilizando o mesmo sistema aplicado pelos Estados Unidos contra traficantes de drogas em embarcações no mar do Caribe. O ex-presidente escreveu que a ação seria "rápida e brutal".
"Se algum desses navios se aproximar do nosso bloqueio, será imediatamente eliminado, usando o mesmo sistema de eliminação que usamos contra os traficantes de drogas em barcos no mar. É rápido e brutal", escreveu.
Na mensagem, Trump declarou ainda que a Marinha iraniana estaria praticamente neutralizada: "A Marinha do Irã jaz no fundo do mar, completamente destruída — 158 navios. O que não atingimos foram seus poucos navios, que eles chamam de 'navios de ataque rápido', porque não os consideramos uma grande ameaça".
Reação do Irã ao bloqueio
O governo iraniano classificou o bloqueio naval como "ilegal" e equivalente a "pirataria marítima". Em pronunciamento transmitido pela televisão estatal, o porta-voz da Guarda Revolucionária, Ebrahim Zolfaqari, afirmou que, se os portos iranianos forem ameaçados, "nenhum outro porto do Golfo Pérsico ou do Mar de Omã estará seguro".
Teerã também reafirmou que continuará exercendo controle sobre o Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula grande parte do petróleo mundial. Desde o início da guerra, o Irã tem restringido o tráfego marítimo, permitindo apenas a passagem de embarcações próprias ou de países aliados.
Em outra postagem, Trump afirmou ainda que "34 navios atravessaram o estreito". Ainda segundo ele, "o maior número desde o início desse fechamento insensato".








