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Trump alerta Irã sobre possível taxa no Estreito de Ormuz: “Melhor parar agora”

Presidente dos EUA reage a rumores de cobrança de até US$ 2 milhões por navios que cruzam uma das rotas mais estratégicas do mundo

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Reuters
09/04/2026, 22:36 • Atualizado em 09/04/2026, 22:36
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Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca | 2 de fevereiro de 2026/Reuters/Evelyn Hockstein

Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca | 2 de fevereiro de 2026/Reuters/Evelyn Hockstein

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (9) que o Irã não deve cobrar taxas de petroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do comércio global de petróleo.

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Em publicação na rede social Truth Social, Trump foi direto ao comentar a possibilidade:

“É melhor que não sejam, e, se forem, é melhor que parem agora”, escreveu.

A fala de Trump acontece após reportagens recentes indicando que o Irã estuda cobrar até US$ 2 milhões por embarcação para permitir a travessia. Os líderes ocidentais, porém, rejeitaram a ideia de pagar tais taxas.

Dados de rastreamento de navios mostram que algumas embarcações já estão utilizando a rota incomum ao redor da Ilha de Larak.

Recentemente, um navio-tanque de GLP da Pine Gas, com bandeira indiana, fez uma rota incomum ao redor da Ilha Larak para sair do Golfo.

A empresa não pagou ao Irã nenhuma taxa de trânsito e a embarcação não foi abordada pela Guarda Revolucionária Islâmica, disse à Reuters seu diretor-executivo, Sohan Lal.

A agência de navegação da ONU, a Organização Marítima Internacional, afirmou que não existe nenhum acordo que permita a implementação de taxas para a travessia de estreitos internacionais.

"Qualquer cobrança desse tipo criará um precedente perigoso", disse um porta-voz da organização nesta quinta-feira.

Estreito de Ormuz registra apenas 5% do tráfego normal

O tráfego de navios registrado no Estreito de Ormuz foi de apenas 5% do volume normal nas últimas 24 horas, apesar do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, enquanto Teerã reafirma seu controle, alertando os navios para que se mantenham em suas águas territoriais.

Segundo dados de rastreamento, apenas sete navios atravessaram o estreito o período, em comparação com os cerca de 140 habituais.

Centenas de petroleiros e outros navios estão presos no Golfo Pérsico desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, reduzindo o fornecimento global de petróleo em 20%, na maior interrupção de abastecimento da história.

Os preços de alguns tipos de petróleo atingiram novos recordes históricos nesta quinta-feira, enquanto a crise mostrava poucos sinais de arrefecimento.

*Colaborou Antonio Souza

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