Terremotos na Venezuela: buscas entram no terceiro dia
Equipes continuam procurando desaparecidos; Brasil anuncia o envio de missão de resgate e hospital de campanha em apoio às vítimas
Naiara Ribeiro
26/06/2026, 12:56 • Atualizado em 26/06/2026, 13:24
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Prédio em escombros na Venezuela depois de terremotos | Reprodução Reuters
Equipes de resgate continuam trabalhando na Venezuela para localizar sobreviventes após os dois fortes terremotos que atingiram o país na quarta-feira (25). O governo informou que ao menos 235 corpos foram levados a centros médicos, mas ainda não divulgou um número oficial de mortos. As buscas por desaparecidos seguem entre os escombros.
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Os tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de diferença e foram seguidos por 138 réplicas. Os epicentros ficaram próximos da cidade de Morón, a cerca de 160 quilômetros a oeste de Caracas.
Enquanto as equipes continuam as buscas, a dimensão da tragédia ainda é incerta. Um site criado por líderes da oposição para reunir informações sobre desaparecidos já contabilizava mais de 49,6 mil pessoas sem contato. Já o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que o número final de mortos possa ultrapassar 10 mil.
As operações de resgate mobilizam bombeiros, militares, voluntários e equipes internacionais, que passaram a madrugada vasculhando prédios destruídos em Caracas e cidades vizinhas. Em muitos locais, onde ainda falta energia elétrica, as buscas são feitas com lanternas e até com as próprias mãos.
A destruição também começa a ganhar dimensão com as contagens de 250 edifícios que foram destruídos ou sofreram danos. Os maiores estragos foram registrados em La Guaira, mas também há imóveis comprometidos em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua, Carabobo e Falcón. Hospitais, redes de energia, sistemas de comunicação, o aeroporto internacional e o metrô da capital também foram afetados.
Nas cidades mais atingidas, moradores tentam recuperar o que restou das casas enquanto enfrentam a falta de água e energia elétrica. Em Morón, próxima ao epicentro, famílias retiram móveis e eletrodomésticos dos imóveis danificados. Já em La Guaira, onde fica o principal aeroporto do país, voluntários continuam chegando com água, alimentos e medicamentos para atender as famílias atingidas.
O país que já enfrentava uma longa crise econômica e social, antes mesmo dos terremotos. Agora, milhares de pessoas ficaram desabrigadas e perderam casas e meios de sustento.
A equipe será formada por 44 profissionais, entre integrantes da Defesa Civil, bombeiros de Minas Gerais, São Paulo e Paraná e especialistas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Médicos, cães farejadores e equipamentos especializados também integram a missão.
Os técnicos da Anatel utilizarão equipamentos capazes de localizar sinais de telefones celulares sob os escombros para auxiliar as equipes de resgate na busca por sobreviventes.
Segundo o governo federal, um hospital de campanha, medicamentos, insumos para a saúde e 100 purificadores de água movidos a energia solar também serão enviados à Venezuela.
O envio da equipe faz parte da mobilização internacional de ajuda ao país. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, agradeceu o apoio recebido de diversos países e afirmou que os terremotos representam o pior desastre natural enfrentado pela Venezuela nas últimas três décadas.
Terremotos na Venezuela: buscas entram no terceiro diaEquipes continuam procurando desaparecidos; Brasil anuncia o envio de missão de resgate e hospital de campanha em apoio às vítimasMundo2026-06-26T12:56:11.376ZEquipes de resgate continuam trabalhando na Venezuela para localizar sobreviventes após os dois fortes terremotos que atingiram o país na quarta-feira (25). O governo informou que ao menos 235 corpos foram levados a centros médicos, mas ainda não divulgou um número oficial de mortos. As buscas por desaparecidos seguem entre os escombros. Os tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de diferença e . Os epicentros ficaram próximos da cidade de Morón, a cerca de 160 quilômetros a oeste de Caracas. Enquanto as equipes continuam as buscas, a dimensão da tragédia ainda é incerta. Um site criado por líderes da oposição para reunir informações sobre desaparecidos já contabilizava mais de 49,6 mil pessoas sem contato. Já o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que o número final de mortos possa ultrapassar 10 mil. As operações de resgate mobilizam bombeiros, militares, voluntários e equipes internacionais, que passaram a madrugada vasculhando prédios destruídos em Caracas e cidades vizinhas. Em muitos locais, onde ainda falta energia elétrica, as buscas são feitas com lanternas e até com as próprias mãos. A destruição também começa a ganhar dimensão com as contagens de . Os maiores estragos foram registrados em La Guaira, mas também há imóveis comprometidos em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua, Carabobo e Falcón. Hospitais, redes de energia, sistemas de comunicação, o aeroporto internacional e o metrô da capital também foram afetados. Nas cidades mais atingidas, moradores tentam recuperar o que restou das casas enquanto enfrentam a falta de água e energia elétrica. Em Morón, próxima ao epicentro, famílias retiram móveis e eletrodomésticos dos imóveis danificados. Já em La Guaira, onde fica o principal aeroporto do país, voluntários continuam chegando com água, alimentos e medicamentos para atender as famílias atingidas. O país que já enfrentava uma longa crise econômica e social, antes mesmo dos terremotos. Agora, milhares de pessoas ficaram desabrigadas e perderam casas e meios de sustento. Brasil envia missão de resgate Com as operações de resgate ainda em andamento, A equipe será formada por 44 profissionais, entre integrantes da Defesa Civil, bombeiros de Minas Gerais, São Paulo e Paraná e especialistas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Médicos, cães farejadores e equipamentos especializados também integram a missão. Os técnicos da Anatel utilizarão equipamentos capazes de localizar sinais de telefones celulares sob os escombros para auxiliar as equipes de resgate na busca por sobreviventes. Segundo o governo federal, um hospital de campanha, medicamentos, insumos para a saúde e 100 purificadores de água movidos a energia solar também serão enviados à Venezuela. O envio da equipe faz parte da mobilização internacional de ajuda ao país. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, agradeceu o apoio recebido de diversos países e afirmou que os terremotos representam o pior desastre natural enfrentado pela Venezuela nas últimas três décadas. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/terremotos-na-venezuela-buscas-entram-no-terceiro-dia
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