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Tanques israelenses se aproximam da Cidade de Gaza em meio à pressão por cessar-fogo

Ação acontece horas antes de reunião sobre a guerra entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e autoridades israelenses

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SBT News, com informações da Reuters
27/08/2025, 13:29 • Atualizado em 27/08/2025, 13:31
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Tanque israelense na fronteira com Gaza | Reuters/Amir Cohen

Tanque israelense na fronteira com Gaza | Reuters/Amir Cohen

Civis palestinos precisaram fugir durante a madrugada desta quarta-feira (27) conforme tanques israelenses avançavam por uma nova área da Cidade de Gaza, na Faixa de Gaza, destruindo casas e tendas usadas por refugiados. Ação acontece horas antes de uma reunião sobre a guerra entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e autoridades israelenses.

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De acordo com testemunhas, os tanques invadiram o bairro de Ebad-Alrahman, na extremidade norte da Cidade de Gaza, e bombardearam casas, ferindo várias pessoas e forçando muitas outras a saírem para outro local na maior cidade de Gaza.

"De repente, ouvimos que os tanques entraram em Ebad-Alrahman, os sons das explosões ficaram cada vez mais altos e vimos pessoas fugindo em direção à nossa área", afirmou Saad Abed, 60 anos, ex-trabalhador da construção civil.

"Se não houver trégua, veremos os tanques do lado de fora de nossas casas", disse ele à Reuters por meio de um aplicativo de mensagem de sua casa na Jala Street, na Cidade de Gaza, a cerca de um quilômetro do bairro de Ebad-Alrahman.

Israel tem afirmado que está se preparando para lançar uma nova ofensiva na Cidade de Gaza, que descreve como o último bastião do Hamas. Cerca de metade dos dois milhões de habitantes do enclave estão vivendo lá atualmente e Israel disse que eles serão instruídos a sair.

Milhares já partiram, mas muito resistem. Isso porque, 80% do território da Faixa de Gaza é ocupado por Israel. Mais de 90% da população já foi deslocada mais de uma vez, com alguns sendo deslocados mais de 10 vezes nesses quase dois anos de guerra.

Segundo o OCHA, Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, entre 14 de agosto, quando a ofensiva na Cidade de Gaza foi anunciada, e terça (26), agências que monitoram os movimentos populacionais em Gaza registraram mais de 36.200 deslocamentos, incluindo mais de 11.600 do norte para o sul da Faixa. Destes, mais de 2.000 foram registrados somente entre 24 e 25 de agosto.

A maioria das pessoas deslocadas veio de bairros da cidade de Gaza, com mais de dois terços se mudando para Deir al Balah e quase um terço indo para Khan Younis.

Também ontem, hospitais em Gaza alertaram para a grave escassez de unidades de sangue, com necessidades diárias superiores a 350 unidades. Com muitas pessoas gravemente feridas pelas hostilidades, mais sangue é necessário para salvar vidas, mas as doações comunitárias despencaram devido à fome e à desnutrição. O Ministério da Saúde emitiu um apelo urgente para a reposição dos estoques de sangue nos hospitais.

Enquanto isso, as obstruções impostas pelas autoridades israelenses ao fluxo de ajuda para dentro e dentro da Faixa de Gaza continuam a restringir a entrega de assistência vital pela ONU e seus parceiros. Ontem, seis das 12 missões planejadas que exigiam coordenação com as autoridades israelenses foram facilitadas; todas, exceto uma, eram para transportar suprimentos para o sul de Gaza e dentro dele e coletar combustível na passagem de Kerem Shalom.

O número de mortos no enclave palestino já chega a 62.895, a grande maioria das vítimas são crianças e mulheres. As mortes por fome também não param de crescer, somente nas últimas 24 horas, três pessoas morreram de desnutrição e fome, elevando o número total de mortes relatadas para 303, incluindo 117 crianças.

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