Polícia

Operação em São Paulo mira lavagem de dinheiro para organização criminosa

57 contas foram bloqueadas, entre pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de R$6 bilhões em bens, incluindo carros de luxo

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Uma operação da Polícia Civil de São Paulo, nesta quinta-feira (4), terminou com o bloqueio de contas de ao menos 20 pessoas físicas e 37 empresas, além do sequestro de R$ 6 bilhões em bens.

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Segundo a polícia, os investigados fazem parte de uma rede de serviços de lavagem de dinheiro proveniente de crimes como tráfico de drogas, estelionato e jogos de azar, para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

As investigações apontam que essa rede operava com três núcleos principais: coletores, responsáveis por arrecadar os valores ilícitos; intermediários, encarregados de movimentar e ocultar os recursos; e beneficiários finais, que recebiam o dinheiro já legitimado. Cada um com funções distintas e estruturadas para fazer com que o esquema funcionasse.

Chamada de Operação Falso Mercúrio, cumpriu 48 mandados de busca e apreensão na capital paulista e na Grande São Paulo. A Justiça também determinou o sequestro de 49 imóveis, três embarcações e 257 veículos - entre eles carros de luxo, incluindo Ferraris - em nome dos investigados.

Carros de luxo apreendidos durante operação contra lavagem de dinheiro | Divulgação SSP
Carros de luxo apreendidos durante operação contra lavagem de dinheiro | Divulgação SSP

No total, 100 policiais civis de todas as unidades da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) na capital paulista foram empenhados para a operação.

Segundo o secretário de Segurança Pública Osvaldo Nico Gonçalves, essa é uma das maiores operações já deflagradas pela Polícia Civil contra lavagem de dinheiro no estado. "Os envolvidos no crime viviam uma vida de luxo e conseguiam milhões com a atividade ilícita", afirma.

Os envolvidos e os itens apreendidos serão levados à 3ª DIG, onde os casos serão registrados. As ações seguem em andamento.

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