Suspeito de prostituir esposa pode pegar 10 anos na Suécia
Homem de 62 anos é suspeito de ter obrigado a vítima a manter relações sexuais pagas com cerca de 120 homens

Foto: Freepik
A Justiça da Suécia pediu, nesta segunda-feira (25), uma pena de 10 anos de prisão para um homem de 62 anos suspeito de prostituir a esposa ao longo de vários anos. Ele é acusado de tê-la obrigado a manter relações sexuais pagas com cerca de 120 homens.
A promotora Ida Annerstedt solicitou que o réu, que não teve o nome divulgado, seja condenado por lenocínio (exploração da prostituição alheia para lucro) qualificado. As leis de privacidade da Suécia protegem a identidade de réus e vítimas até que haja uma condenação definitiva.
"[O cálculo da pena se deve] tanto por [ele] ter facilitado esses atos quanto por ter obtido um benefício econômico com eles", afirmou Ida à imprensa. "Os fatos tiveram uma magnitude considerável, geraram lucros significativos e constituíram uma exploração impiedosa da denunciante."
Outros 26 homens, suspeitos de terem pago para manter relações sexuais com a vítima, também enfrentam acusações. Na Suécia, pagar por sexo é crime, embora a prostituição em si não seja ilegal.
A promotora acredita que o réu foi quem criou e editou anúncios de sexo na internet, cadastrou e agendou clientes e planejou quais atos seriam realizados. A suspeita é a de que a grande maioria das relações tenha ocorrido na casa do casal em Kramfors, no norte da Suécia.
As provas são contundentes: há vídeos das relações sexuais, gravados pelo réu por meio de câmeras instaladas na cabine. As autoridades também tiveram acesso a conversas entre o marido e a mulher, além de mensagens trocadas entre uma conta que se passava pela vítima e os clientes.
"Às 18h de hoje na minha casa? 3000 SEK", dizia uma mensagem enviada da conta para um homem.
"Lá se foram 3.000 coroas suecas", escreveu o réu em outra ocasião, quando achou que sua esposa não estava atendendo o comprador de sexo com a rapidez necessária.
Em outra ocasião, o tom é ainda mais incisivo: "Seja uma prostituta muito boa e construa uma clientela!", ordenou o homem.
Martina Michaelsdotter, advogada do réu, afirmou à agência de notícias Agence France-Presse (AFP) no início do processo que seu cliente nega as acusações. O julgamento deve ser concluído na terça-feira (26) com as alegações finais da defesa.














