Seca ameaça fornecimento de energia elétrica na Hungria
Governo realiza obras para evitar que principal usina nuclear do país pare de funcionar devido ao baixo nível do rio Danúbio
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André de Sena, com informações da Reuters
Trabalhadores medem o nível das águas do rio Danúbio, na Hungria | Reuters
A seca histórica que afeta o rio Danúbio coloca em risco o fornecimento de energia elétrica à população da Hungria. Na tentativa de conter a crise, o governo deu início a obras nesta quinta-feira (13), com o objetivo de elevar o nível das águas e evitar que a única usina nuclear do país pare de funcionar.
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A central atômica de Paks produz cerca de 50% da energia elétrica consumida em território húngaro. Ela depende das águas do rio Danúbio, o segundo mais extenso do continente europeu, para resfriar seus reatores. No entanto, a seca que atinge a região fez com que o nível da água ficasse muito baixo. Por conta desse cenário, apenas duas turbinas da usina estão em funcionamento, e a população se vê obrigada a economizar energia elétrica.
Para evitar que a central atômica pare de funcionar, o governo vai construir uma estrutura submersa semelhante a uma barragem no leito do rio, posicionada transversalmente para controlar o fluxo de água. O plano também envolve o afundamento de duas barcaças de 80 metros, na tentativa de elevar o nível do curso d'água.
“A solução de longo prazo e a solução temporária que agora foi aceita pelo governo – as barcaças e o dique de contenção – complementam-se. Como dissemos, é a opção mais eficaz, segura e econômica para resolver o problema. E essas soluções contam com o apoio de todos os especialistas e autoridades”, disse o primeiro-ministro húngaro, Peter Magyar, em uma coletiva de imprensa concedida nesta quinta-feira.
Mesmo assim, ele admite que a situação continua sendo muito difícil.
"O país aprendeu que, na central nuclear de Paks, alguns centímetros ou mesmo milímetros podem fazer uma enorme diferença e afetar diretamente a produção. Especialistas em recursos hídricos dizem que Paks terá menos cento e vinte e um centímetros amanhã de manhã. O Danúbio começou a baixar novamente", explica.
Romênia desliga reator
Enquanto a Hungria faz esforços para evitar que Paks pare de funcionar, a Romênia, que também é banhada pelo rio Danúbio, já iniciou o processo para desligar seu único reator em funcionamento, que fica na usina de Cernavoda, responsável por um quinto da produção de energia do país.
Para compensar o desligamento do reator, o governo romeno precisou reativar uma usina termelétrica, que funciona a partir da queima de carvão mineral e tem a capacidade de produzir 330 megawatts de eletricidade. As autoridades romenas também comunicaram que trabalham para aumentar a geração de energia eólica e hidrelétrica, com base na disponibilidade de água nos reservatórios.
Seca ameaça fornecimento de energia elétrica na HungriaGoverno realiza obras para evitar que principal usina nuclear do país pare de funcionar devido ao baixo nível do rio DanúbioMundo2026-08-13T16:27:35.646ZA seca histórica que afeta o rio Danúbio coloca em risco o fornecimento de energia elétrica à população da Hungria. Na tentativa de conter a crise, o governo deu início a obras nesta quinta-feira (13), com o objetivo de elevar o nível das águas e evitar que a única usina nuclear do país pare de funcionar. A central atômica de Paks produz cerca de 50% da energia elétrica consumida em território húngaro. Ela depende das águas do rio Danúbio, o segundo mais extenso do continente europeu, para resfriar seus reatores. No entanto, a seca que atinge a região fez com que o nível da água ficasse muito baixo. Por conta desse cenário, apenas duas turbinas da usina estão em funcionamento, e a população se vê obrigada a economizar energia elétrica. Para evitar que a central atômica pare de funcionar, o governo vai construir uma estrutura submersa semelhante a uma barragem no leito do rio, posicionada transversalmente para controlar o fluxo de água. O plano também envolve o afundamento de duas barcaças de 80 metros, na tentativa de elevar o nível do curso d'água. “A solução de longo prazo e a solução temporária que agora foi aceita pelo governo – as barcaças e o dique de contenção – complementam-se. Como dissemos, é a opção mais eficaz, segura e econômica para resolver o problema. E essas soluções contam com o apoio de todos os especialistas e autoridades”, disse o primeiro-ministro húngaro, Peter Magyar, em uma coletiva de imprensa concedida nesta quinta-feira. Mesmo assim, ele admite que a situação continua sendo muito difícil. "O país aprendeu que, na central nuclear de Paks, alguns centímetros ou mesmo milímetros podem fazer uma enorme diferença e afetar diretamente a produção. Especialistas em recursos hídricos dizem que Paks terá menos cento e vinte e um centímetros amanhã de manhã. O Danúbio começou a baixar novamente", explica. Romênia desliga reator Enquanto a Hungria faz esforços para evitar que Paks pare de funcionar, a Romênia, que também é banhada pelo rio Danúbio, já iniciou o processo para desligar seu único reator em funcionamento, que fica na usina de Cernavoda, responsável por um quinto da produção de energia do país. Para compensar o desligamento do reator, o governo romeno precisou reativar uma usina termelétrica, que funciona a partir da queima de carvão mineral e tem a capacidade de produzir 330 megawatts de eletricidade. As autoridades romenas também comunicaram que trabalham para aumentar a geração de energia eólica e hidrelétrica, com base na disponibilidade de água nos reservatórios. A seca no rio Danúbio está inserida em um contexto maior, caracterizado por Além de ser afetado por ondas de calor intenso, o continente vem sendo atingido por São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/seca-ameaca-fornecimento-de-energia-eletrica-na-hungria