Portugal aprova lei que endurece regras para brasileiros obterem cidadania
Chamada de Lei da Nacionalidade, projeto amplia de cinco para sete anos o tempo mínimo de residência legal para brasileiros obterem a cidadania
Antonio Souza
29/10/2025, 02:06 • Atualizado em 29/10/2025, 02:06
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A Assembleia da República de Portugal aprovou, nesta terça-feira (28), a nova Lei da Nacionalidade, que torna mais rígido o processo para obtenção da cidadania portuguesa.
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A proposta, aprovada por 154 votos a favor e 64 contrários, foi votada apenas seis dias após a entrada em vigor da nova lei anti-imigração, no último dia 23, reforçando a guinada do país para uma política migratória mais restritiva.
Pelas novas regras, cidadãos europeus e de países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), como o Brasil, precisarão comprovar pelo menos sete anos de residência legal em Portugal para solicitar a nacionalidade. Antes, o prazo era de cinco anos.
Para outros estrangeiros, o tempo mínimo de residência aumenta de seis para dez anos.
Na prática, o governo português endurece o acesso à cidadania, restringindo o benefício a imigrantes de longa permanência e com vínculos sólidos com o país.
Impacto para brasileiros
Os brasileiros formam hoje o maior grupo estrangeiro residente em Portuga. Em 2023, cerca de 513 mil viviam em território português, segundo o Ministério das Relações Exteriores.
Com a nova lei, os pedidos de naturalização devem demorar mais e exigirão comprovação detalhada de vínculos econômicos, sociais e culturais com o Estado português.
Organizações de imigrantes alertam que a mudança pode dificultar a integração e o acesso à cidadania de pessoas que já vivem legalmente no país há vários anos.
O texto aprovado cita o artigo 15.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que estabelece que “todo indivíduo tem direito a uma nacionalidade”.
No entanto, o Tribunal Constitucional de Portugal, no acórdão 128/2024, reconheceu que cabe ao Estado definir critérios próprios para identificar quem mantém “vínculos substanciais e efetivos com a comunidade nacional”.
Na prática, apenas pessoas com comprovada integração social e econômica poderão receber cidadania derivada, ou seja, aquela concedida após a imigração.
A nova Lei da Nacionalidade segue agora para promulgação presidencial e deve entrar em vigor ainda em 2025, caso não haja veto ou pedido de revisão constitucional.
Portugal aprova lei que endurece regras para brasileiros obterem cidadaniaChamada de Lei da Nacionalidade, projeto amplia de cinco para sete anos o tempo mínimo de residência legal para brasileiros obterem a cidadaniaMundo2025-10-29T02:06:13.804ZA Assembleia da República de Portugal aprovou, nesta terça-feira (28), a nova Lei da Nacionalidade, que torna mais rígido o processo para obtenção da cidadania portuguesa. A proposta, aprovada por 154 votos a favor e 64 contrários, foi votada apenas seis dias após a entrada em vigor da nova lei anti-imigração, no último dia 23, reforçando a guinada do país para uma política migratória mais restritiva. + Pelas novas regras, cidadãos europeus e de países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), como o Brasil, precisarão comprovar pelo menos sete anos de residência legal em Portugal para solicitar a nacionalidade. Antes, o prazo era de cinco anos. Para outros estrangeiros, o tempo mínimo de residência aumenta de seis para dez anos. Na prática, o governo português endurece o acesso à cidadania, restringindo o benefício a imigrantes de longa permanência e com vínculos sólidos com o país. Impacto para brasileiros Os brasileiros formam hoje o maior grupo estrangeiro residente em Portuga. Em 2023, cerca de 513 mil viviam em território português, segundo o Ministério das Relações Exteriores. Com a nova lei, os pedidos de naturalização devem demorar mais e exigirão comprovação detalhada de vínculos econômicos, sociais e culturais com o Estado português. + Organizações de imigrantes alertam que a mudança pode dificultar a integração e o acesso à cidadania de pessoas que já vivem legalmente no país há vários anos. O texto aprovado cita o artigo 15.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que estabelece que “todo indivíduo tem direito a uma nacionalidade”. No entanto, o Tribunal Constitucional de Portugal, no acórdão 128/2024, reconheceu que cabe ao Estado definir critérios próprios para identificar quem mantém “vínculos substanciais e efetivos com a comunidade nacional”. Na prática, apenas pessoas com comprovada integração social e econômica poderão receber cidadania derivada, ou seja, aquela concedida após a imigração. A nova Lei da Nacionalidade segue agora para promulgação presidencial e deve entrar em vigor ainda em 2025, caso não haja veto ou pedido de revisão constitucional. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/portugal-aprova-lei-que-endurece-regras-para-brasileiros-obterem-cidadania
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