Polícia investiga nova denúncia contra ex-príncipe Andrew
Irmão mais novo do rei Charles é investigado pela polícia da Inglaterra por 'má conduta sexual' em relação a uma mulher, em episódio de 2002

Ex-príncipe Andrew deixa mansão em Windsor após novas revelações sobre Epstein | REUTERS/Toby Shepheard
A Polícia do Vale do Tâmisa, na Inglaterra, investiga uma nova denúncia de má conduta sexual contra o ex-príncipe Andrew. A acusação sustenta que o irmão mais novo do rei Charles 3º teria se comportado de maneira inadequada com uma mulher em um caso ocorrido em 2002.
Segundo o jornal "Sunday Times", o incidente ocorreu durante o "Royal Ascot", evento de hipismo com duração de cinco dias realizado anualmente em Berkshire, na Inglaterra. Não está claro se a denúncia sobre o suposto comportamento de Andrew em Ascot foi relatada à polícia na época.
Após a publicação da reportagem do "Sunday Times", um porta-voz da polícia afirmou que não poderia entrar em detalhes da investigação. "Não podemos entrar em detalhes específicos da investigação, mas estamos seguindo todas as linhas de investigação razoáveis", afirmou.
A polícia investiga o caso como parte de uma investigação mais ampla contra Andrew pelo crime de má conduta em cargo público. Na sexta-feira (22), a corporação afirmou que a investigação sobre Andrew era mais ampla do que muitos acreditavam anteriormente, e também abrangia má conduta sexual.
Inicialmente, a investigação apontava que Andrew teria compartilhado documentos confidenciais com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein enquanto atuava como enviado comercial britânico. Ele chegou a ser preso no âmbito dessa investigação em fevereiro, quando passou 14 horas detido e foi liberado.
A Polícia do Vale do Tâmisa avalia ainda outra denúncia de má conduta sexual contra Andrew, que, em 2010, supostamente teria levado uma mulher a um endereço em Windsor para fins sexuais. Ainda não se trata de uma investigação criminal completa. A mulher reside nos Estados Unidos e os detetives entraram em contato com ela por meio de seu advogado.
Três forças policiais britânicas estão conduzindo investigações criminais completas, desencadeadas por outras revelações nos arquivos de Epstein. Enquanto isso, várias outras avaliam denúncias sobre voos ligados ao criminoso sexual condenado que tinham como destino o Reino Unido.
As forças policiais britânicas não têm acesso aos documentos originais da investigação e o Departamento de Justiça dos EUA se recusou a fornecê-los. As autoridades norte-americanas orientaram a polícia britânica a apresentar um pedido formal de assistência jurídica internacional, o que pode levar meses, se é que será aceito.
Relação entre Andrew e Epstein
Documentos e depoimentos indicam que Andrew foi um frequentador assíduo das residências de Epstein que participou de atividades com o criminoso sexual condenado, incluindo festas e viagens. Ele nega qualquer envolvimento em atividades ilegais com o bilionário.
Virginia Giuffre, uma das mais conhecidas vítimas de Epstein, relata ter mantido relações sexuais com o criminoso por diversas vezes e com o príncipe Andrew em três ocasiões distintas. Ela teria conhecido o Duque de York em março de 2001, quando tinha cerca de 18 anos.
A revelação foi feita no livro autobiográfico póstumo Nobody's girl (A garota de ninguém, em tradução livre). A obra foi lançada em outubro de 2025, quase seis meses depois de sua trágica morte por suicídio, aos 41 anos.















