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Virginia Giuffre, que acusou príncipe Andrew em rede de tráfico sexual de Epstein, morre aos 41 anos

“Apesar de toda a adversidade que enfrentou, ela brilhou intensamente”, diz assessora ao confirmar morte de vítima, que virou ativista contra crimes sexuais

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SBT News
26/04/2025, 11:15 • Atualizado em 26/04/2025, 11:15
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Vítima de esquema sexual de Jeffrey Epstein morre aos 41 anos. | Reprodução/Redes sociais

Vítima de esquema sexual de Jeffrey Epstein morre aos 41 anos. | Reprodução/Redes sociais

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ALERTA DE GATILHO: Este conteúdo contém informações sensíveis e perturbadoras sobre suicídio. Se precisar de apoio, busque ajuda especializada.


Virginia Giuffre, que acusou o príncipe Andrew da Grã-Bretanha e outros homens influentes de explorá-la sexualmente quando era adolescente, morreu aos 41 anos. Ela relatava ter sido vítima de tráfico pelo financista Jeffrey Epstein.

Giuffre morreu por suicídio na sexta-feira (25), em sua fazenda no oeste da Austrália, confirmou sua assessora de imprensa.

“Virginia foi uma guerreira incansável na luta contra o abuso sexual e o tráfico de pessoas. Ela foi a luz que inspirou tantos sobreviventes”, disse sua família em comunicado. “Apesar de toda a adversidade que enfrentou, ela brilhou intensamente. Sua falta será sentida de forma imensurável", disse sua assessora, Dini von Mueffling.

Quem foi Virginia Giuffre

Nascida nos Estados Unidos e residente na Austrália há anos, Giuffre tornou-se uma defensora dos sobreviventes de tráfico sexual após emergir como figura central na queda de Epstein.

O milionário e influente gestor financeiro de Nova York cometeu suicídio em agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual envolvendo dezenas de meninas adolescentes e jovens, algumas com apenas 14 anos. As acusações vieram 14 anos após a polícia de Palm Beach, na Flórida, iniciar a investigação de denúncias de abuso sexual contra menores contratadas para fazer massagens a Epstein.

Giuffre veio a público depois que a investigação inicial resultou em apenas 18 meses de prisão para Epstein, que fez um acordo secreto assumindo a culpa de acusações menores, de solicitar prostituição. Ele foi libertado em 2009.

Em processos subsequentes, Giuffre afirmou que era atendente de spa no Mar-a-Lago – clube de Donald Trump em Palm Beach – quando foi abordada em 2000 pela então namorada e posteriormente funcionária de Epstein, Ghislaine Maxwell.

Segundo Giuffre, Maxwell a contratou como massagista, mas ela e Epstein a transformaram numa serva sexual, forçando-a a satisfazer não apenas Epstein, mas também seus amigos e associados. Ela afirmou ter sido levada para encontros sexuais com homens, incluindo o príncipe Andrew, quando era adolescente.

Os homens negaram as acusações e atacaram a credibilidade de Giuffre. Ela reconheceu ter alterado alguns detalhes importantes, como a idade em que conheceu Epstein. No entanto, muitos aspectos de sua história foram corroborados por documentos, testemunhos e fotografias – incluindo uma famosa imagem dela com Andrew, com o braço dele ao redor de sua cintura, na casa de Maxwell em Londres.

Andrew negou as acusações e disse não se lembrar de tê-la conhecido. Apesar disso, em 2022, o príncipe Andrew, já afastado da Família Real, fechou um acordo com Giuffre por valor não revelado, comprometendo-se a fazer uma "substancial doação" para a organização de sobreviventes criada por ela. Em documento judicial, reconheceu que Epstein era um traficante sexual e que Giuffre era "uma vítima de abuso".

O suicídio de Epstein frustrou as esperanças das vítimas de vê-lo responsabilizado criminalmente.

Em 2015, Giuffre fundou a organização SOAR (Speak Out, Act, Reclaim), de apoio a vítimas de tráfico. Virginia deixa três filhos, descritos no comunicado da família como "a luz da vida dela".

*As informações são da Associated Press

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