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Segundo a agência de notícias Associated Press, um advogado da DJ informou que ela apresentou uma queixa formal por assédio online, ameaças de morte e insultos. De acordo com ele, a queixa não nomeia nenhum suspeito específico.
O gabinete do promotor de Paris confirmou o recebimento da queixa e designou uma unidade policial especializada em combater crimes de ódio para investigar o caso. A investigação policial se concentrará em "mensagens discriminatórias baseadas em religião ou orientação sexual que foram enviadas a ela ou postadas online", declarou o promotor.
Embora o diretor artístico da cerimônia, Thomas Jolly, tenha repetidamente afirmado que não se inspirou em "A Última Ceia", críticos interpretaram parte do show que apresentou a DJ como uma zombaria da famosa pintura de Leonardo Da Vinci, que retrata Jesus Cristo e seus apóstolos.
Barbara Butch, que se autodenomina uma "ativista do amor", usou um cocar prateado que parecia uma auréola enquanto dava início a uma festa durante seu segmento do show. Artistas drags, dançarinos e outros a acompanhavam.
Entenda o caso
Os organizadores das Olimpíadas de Paris negaram, neste domingo (28), que a polêmica encenação com a presença de drag queens na abertura dos Jogos tenha se inspirado na pintura “A Última Ceia”, de Leonardo da Vinci. A apresentação foi marcada por elementos representativos da cultura LGBTQIAP+, o que despertou fortes reações conservadoras pelo mundo.
Jornalistas questionaram a porta-voz das Olimpíadas Paris 2024, Anne Descamps, em uma coletiva de imprensa do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre o assunto. “Claramente, nunca houve a intenção de desrespeitar qualquer grupo religioso. Pelo contrário”, respondeu Descamps. Embora a organização negue oficialmente ter se tratado de uma releitura, o resultado ficou parecido com o quadro que retrata a última ceia de Jesus Cristo com seus apóstolos antes da crucificação.
Apresentação causou polêmica por imagem ser bem parecida com A Última Ceia de Leonardo da Vinci | Reprodução
A porta-voz afirmou que o diretor artístico da abertura, Thomas Jolly, buscou “celebrar a tolerância comunitária”, um objetivo da organização do evento. “Olhando para o resultado das pesquisas que compartilhamos, acreditamos que essa ambição foi alcançada. Se alguém se sentiu ofendido, lamentamos muito”, acrescentou Descamps.
Jolly já havia se pronunciado a respeito do assunto, em entrevista à Associated Press logo após a cerimônia. “Meu desejo não é ser subversivo, nem zombar ou chocar," disse Jolly, na ocasião. "Acima de tudo, eu queria enviar uma mensagem de amor, uma mensagem de inclusão e não de divisão”, afirmou à agência.
Neste domingo (28), Jolly reforçou o discurso oficial da organização, em entrevista à rede de televisão francesa BMF TV. Ele negou ter se inspirado em “A Última Ceia”. Disse que a verdadeira inspiração foram divindades da antiga mitologia grega, como Dionísio/Baco, o deus do vinho. O quadro "A festa dos Deuses" foi apontado como possível referência. A pintura, de Jan Harmensz van Bijlert, data de cerca de 1635 e está no Museu Magnin, em Dijon, França.
A Festa dos Deuses-2.jpeg
Paris-2024: Polícia francesa investiga ameaças contra "DJ de Santa Ceia" após cerimônia de abertura Segundo agência, DJ e ícone LGBTQ+ Barbara Butch apresentou uma queixa formal por assédio online, ameaças de morte e insultosMundo2024-07-30T21:19:14.857ZPromotores franceses ordenaram que a polícia investigasse ameaças contra a DJ e ícone LGBTQ+ Barbara Butch, que se apresentou na cerimônia de abertura das . Ela estava na , de Leonardo da Vinci. Segundo a agência de notícias Associated Press, um advogado da DJ informou que ela apresentou uma queixa formal por assédio online, ameaças de morte e insultos. De acordo com ele, a queixa não nomeia nenhum suspeito específico. + O gabinete do promotor de Paris confirmou o recebimento da queixa e designou uma unidade policial especializada em combater crimes de ódio para investigar o caso. A investigação policial se concentrará em "mensagens discriminatórias baseadas em religião ou orientação sexual que foram enviadas a ela ou postadas online", declarou o promotor. Embora o diretor artístico da cerimônia, Thomas Jolly, tenha repetidamente afirmado que não se inspirou em "A Última Ceia", críticos interpretaram parte do show que apresentou a DJ como uma zombaria da famosa pintura de Leonardo Da Vinci, que retrata Jesus Cristo e seus apóstolos. Barbara Butch, que se autodenomina uma "ativista do amor", usou um cocar prateado que parecia uma auréola enquanto dava início a uma festa durante seu segmento do show. Artistas drags, dançarinos e outros a acompanhavam. Entenda o caso Os organizadores das Olimpíadas de Paris negaram, neste domingo (28), que a polêmica encenação com a presença de drag queens na abertura dos Jogos tenha se inspirado na pintura “A Última Ceia”, de Leonardo da Vinci. A apresentação foi marcada por elementos representativos da cultura LGBTQIAP+, o que despertou fortes reações conservadoras pelo mundo. Jornalistas questionaram a porta-voz das Olimpíadas Paris 2024, Anne Descamps, em uma coletiva de imprensa do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre o assunto. “Claramente, nunca houve a intenção de desrespeitar qualquer grupo religioso. Pelo contrário”, respondeu Descamps. Embora a organização negue oficialmente ter se tratado de uma releitura, o resultado ficou parecido com o quadro que retrata a última ceia de Jesus Cristo com seus apóstolos antes da crucificação. A porta-voz afirmou que o diretor artístico da abertura, Thomas Jolly, buscou “celebrar a tolerância comunitária”, um objetivo da organização do evento. “Olhando para o resultado das pesquisas que compartilhamos, acreditamos que essa ambição foi alcançada. Se alguém se sentiu ofendido, lamentamos muito”, acrescentou Descamps. Jolly já havia se pronunciado a respeito do assunto, em entrevista à Associated Press logo após a cerimônia. “Meu desejo não é ser subversivo, nem zombar ou chocar," disse Jolly, na ocasião. "Acima de tudo, eu queria enviar uma mensagem de amor, uma mensagem de inclusão e não de divisão”, afirmou à agência. Neste domingo (28), Jolly reforçou o discurso oficial da organização, em entrevista à rede de televisão francesa BMF TV. Ele negou ter se inspirado em “A Última Ceia”. Disse que a verdadeira . O quadro "A festa dos Deuses" foi apontado como possível referência. A pintura, de Jan Harmensz van Bijlert, data de cerca de 1635 e está no Museu Magnin, em Dijon, França. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/paris-2024-policia-francesa-investiga-ameacas-contra-dj-de-santa-ceia-apos-cerimonia-de-abertura