Papa Leão lava pés de padres e pede aos católicos que ajudem os oprimidos
Pontífice muda tradição do papa Francisco, que preferia realizar o serviço fora das igrejas


Reuters
O papa Leão lavou os pés de 12 padres nesta quinta-feira (2) como parte de um ritual especial antes da Páscoa e disse que a ação, emulando um gesto de humildade de Jesus na noite anterior à sua morte, deveria inspirar os católicos a cuidar dos necessitados.
"À medida que a humanidade é colocada de joelhos por tantos atos de brutalidade, vamos também nos ajoelhar como irmãos e irmãs ao lado dos oprimidos", disse Leão, o primeiro papa norte-americano, que nas últimas semanas emergiu como um crítico ferrenho da guerra contra o Irã.
"Deus nos deu um exemplo -- não de como dominar, mas de como libertar", disse o papa, antes de se abaixar para derramar água sobre os pés dos 12 homens, um a um, antes de secar e beijar cada um deles.
Leão, que se tornou papa em maio passado, estava liderando um culto nesta Quinta-feira Santa, o primeiro dos quatro dias cheios de eventos que levam à Páscoa no domingo.
O ritual foi realizado na Basílica de São João de Latrão, em Roma, a igreja catedral do papa, em uma mudança da tradição recente.
O falecido papa Francisco preferia realizar o serviço fora das igrejas, geralmente em prisões, lares de idosos ou hospícios, dando continuidade a uma prática que ele iniciou como bispo na Argentina.
Na última Páscoa, quando estava se recuperando de uma pneumonia dupla e dias antes de morrer, Francisco fez uma visita surpresa ao Regina Coeli de Roma, uma das prisões mais superlotadas da Itália, para desejar felicidades aos detentos.
As autoridades do Vaticano disseram que Leão decidiu lavar os pés dos padres este ano para demonstrar apoio ao clero católico, que geralmente trabalha longas horas e lidera mais de uma paróquia.
O papa também dedicou sua intenção de oração mensal de abril aos sacerdotes, pedindo aos 1,4 bilhão de católicos do mundo que rezassem para que Deus cuidasse deles e os encorajasse.







