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ONU diz em relatório "confidencial" que eleição na Venezuela não cumpriu requisitos para ser confiável

Relatório preliminar "confidencial" apontou falta de integridade e transparência durante processo eleitoral

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Nicolás Maduro, presidente da Venezuela | Reprodução/Redes sociais
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A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um relatório preliminar "confidencial" sobre eleições da Venezuela. O documento, produzido por um painel eleitoral independente, alega que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do país não cumpriu medidas básicas de transparência e integridade essenciais para o pleito ser confiável.

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Embora o relatório da ONU tenha elogiado a logística da votação, o texto também afirma que não foram atendidos outros regulamentos, disposições legais e requisitos dentro do prazo eleitoral. Essas informações foram divulgadas pela agência de notícias Associated France Press e pela Associated Press, nessa terça-feira (13).

O comitê que produziu o documento viajou para a Venezuela um mês antes da votação para acompanhar a corrida eleitoral. A análise é considerada confidencial porque seria entregue apenas para o secretário-geral da ONU, António Guterres, mas ela foi divulgada e enviada também ao CNE da Venezuela.

ONU

No mesmo dia, especialistas do alto comissariado da ONU para os direitos humanos expressaram preocupação com uso desproporcional da força e prisões arbitrárias pelo governo do presidente Nicolás Maduro. Desde 28 de julho, dia da eleição, mais de 1.200 pessoas foram detidas.

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Além disso, a atual gestão é acusada de incentivar o medo entre os próprios venezuelanos. Dados fornecidos para a ONU por meio do Procurador-Geral da República indicam que quase 2.300 pessoas foram classificadas como "terroristas".

Maduro foi proclamado vencedor com 52% dos votos para um terceiro mandato de 6 anos, mas a oposição denuncia o pleito como um golpe. Até o momento, protestos no país acabaram com 25 mortos e 192 feridos.

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Maduro em comício pré-eleição | Reprodução
Maduro em comício pré-eleição | Reprodução

Outra avaliação

O Carter Center, organização sem fins lucrativos dos Estados Unidos que monitora eleições e governos, afirmou que o pleito não poderia ser considerado democrático. Outros pontos da eleição também foram destacados pela instituição americana:

+ Registro de eleitores prejudicados;

+ Requisitios excessivos para votar no exterior;

+ Condições desiguais de competição entre candidatos;

+ Tentativa de restrição;

+ Falta de transparência.

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O ministro das Relações Exteriores da Venezuela criticou o Carter Center, acusando a organização de mentir e servir como ferramenta do imperialismo americano.

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