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OMS diz que mais de 100 pessoas foram mortas em ataques a jardim de infância e hospital no Sudão

Instalações de saúde no país africano têm sido atacadas repetidamente perto das linhas de frente da guerra civil

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Reuters
08/12/2025, 13:05 • Atualizado em 08/12/2025, 13:06
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Sede da OMS em Genebra | 28/1/2025/Reuters/Denis Balibouse

Sede da OMS em Genebra | 28/1/2025/Reuters/Denis Balibouse

Mais de 100 pessoas, incluindo dezenas de crianças, foram mortas em ataques a um jardim de infância no Sudão, que continuaram enquanto pais e cuidadores levavam os feridos para um hospital próximo, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira (8).

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As instalações de saúde no Sudão têm sido atacadas repetidamente perto das linhas de frente da guerra civil de dois anos e meio no país. Um massacre também ocorreu em outubro na cidade de al-Fashir, informou a Reuters.

Os ataques mais recentes, em 4 de dezembro, começaram com repetidos ataques a um jardim de infância no Estado de Kordofan do Sul, disse o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, no X. "De forma perturbadora, paramédicos e socorristas foram atacados quando tentavam levar os feridos do jardim de infância para o hospital", afirmou ele.

O Ministério das Relações Exteriores do Sudão condenou os ataques que, segundo ele, foram realizados pelas Forças de Apoio Rápido (RSF) usando drones.

De acordo com o banco de dados da OMS, armas pesadas foram usadas e 114 pessoas, incluindo 63 crianças, foram mortas e 35 ficaram feridas.

A RSF não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários. Anteriormente, ela negou ter causado danos a civis e disse que responsabilizará suas forças por quaisquer violações.

Desde então, os sobreviventes foram transferidos para outro hospital, e estão sendo feitos apelos urgentes por apoio médico e doações de sangue, disse Tedros.

(Reportagem de Emma Farge)

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