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OMS alerta para urgência de acordo global sobre pandemias

Diretor-geral afirma que anexo pendente é necessário para colocar acordo em vigor e cita hantavírus e ebola como alertas para a cooperação internacional

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Caroline Vale
Tedros Adhanom, diretor da OMS | Divulgação OMS

Tedros Adhanom, diretor da OMS | Divulgação OMS

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu nesta segunda-feira (2) que os países concluam as negociações de um anexo do Acordo sobre Pandemias, adotado em maio de 2025. Segundo ele, a finalização do documento é necessária para que o tratado entre em vigor e fortaleça a preparação e a resposta internacional a futuras emergências sanitárias.

Durante a abertura da nona reunião do Grupo de Trabalho Intergovernamental (IGWG), em Genebra, na Suíça, Tedros afirmou que a conclusão das negociações é uma medida importante para proteger a população mundial. O encontro ocorre até 13 de novembro.

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O principal ponto pendente é o anexo sobre Acesso a Patógenos e Compartilhamento de Benefícios (PABS, na sigla em inglês). O mecanismo busca estabelecer regras para o compartilhamento de amostras de agentes infecciosos e informações sobre patógenos, além de garantir uma distribuição mais equitativa dos benefícios resultantes, como vacinas e tratamentos.

“Uma ameaça patogênica em qualquer lugar pode se tornar uma ameaça em todos os lugares”, afirmou o diretor-geral. Ele citou o surto de hantavírus registrado neste ano e a epidemia de ebola na República Democrática do Congo como exemplos de ameaças que exigem cooperação entre os países.

Tedros afirmou que a pandemia de covid-19 mostrou os riscos da falta de equilíbrio no acesso a recursos de saúde. Segundo ele, embora vacinas tenham sido desenvolvidas em tempo recorde, muitos países ficaram esperando enquanto outros garantiram doses em quantidade superior às próprias necessidades.

Na avaliação do diretor-geral, essa desigualdade provocou mortes, prolongou a pandemia e aumentou o risco de surgimento de novas variantes do coronavírus. Desde a crise sanitária, a OMS e parceiros internacionais adotaram iniciativas para reforçar a segurança global em saúde, incluindo mecanismos de vigilância, desenvolvimento de vacinas, compartilhamento de amostras de patógenos e ampliação da capacidade de resposta a emergências.

Negociações devem terminar em acordo

Tedros pediu que os representantes dos países participem das negociações com o objetivo de chegar a uma conclusão. Ele também recomendou que as delegações diferenciem os pontos considerados essenciais daqueles em que é possível demonstrar flexibilidade.

“É preciso chegar a um consenso sobre um sistema que funcione, que garanta equidade e que possa ser aprimorado à medida que aprendemos com a experiência”, declarou.

O diretor-geral ressaltou que a prioridade deve ser a saúde pública e que o sucesso do anexo deverá ser avaliado pela capacidade de permitir uma resposta mais rápida e justa diante de uma nova ameaça de pandemia.

O Acordo sobre Pandemias foi adotado pelos Estados-membros da OMS em maio de 2025. A conclusão do anexo PABS é necessária para que o documento possa entrar em vigor.

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