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OMS declara fim de surto de hantavírus relacionado a navio

Organização afirma que não há mais risco de transmissão após monitoramento de passageiros e contatos por 42 dias

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Antonio Souza
02/07/2026, 22:45 • Atualizado em 02/07/2026, 22:48
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O navio de cruzeiro MV Hondius, afetado por um surto de hantavírus | REUTERS/Borja Suarez

O navio de cruzeiro MV Hondius, afetado por um surto de hantavírus | REUTERS/Borja Suarez

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, nesta quinta-feira (2), o fim do surto de hantavírus andino (ANDV) associado ao navio de cruzeiro M/V Hondius.

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Segundo a entidade, a decisão ocorre após o encerramento do monitoramento de todos os contatos dos pacientes, sem o registro de novos casos de transmissão.

O surto foi identificado após uma notificação enviada à OMS em 2 de maio de 2026, quando autoridades sanitárias relataram casos graves de síndrome respiratória aguda entre passageiros do cruzeiro.

Desde então, equipes de saúde acompanharam a evolução dos pacientes e rastrearam todos os contatos próximos para conter a disseminação do vírus.

Ao todo, foram confirmados 13 casos, incluindo três mortes. Todos os registros envolveram pessoas que viajaram a bordo do M/V Hondius.

De acordo com a organização, todos os contatos identificados completaram o período de 42 dias de monitoramento, conforme as diretrizes internacionais, sem o surgimento de novos casos. Para a OMS, o resultado demonstra que a cadeia de transmissão foi interrompida e confirma que o surto está sob controle.

A entidade concluiu que o episódio não representa mais risco à saúde pública e que não é esperada transmissão adicional relacionada ao cruzeiro.

Relembre o caso

O surto de hantavírus a bordo do navio de expedição MV Hondius mobilizou autoridades sanitárias de diversos países e a OMS ao longo de quase dois meses. O cruzeiro partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril, com cerca de 150 passageiros e tripulantes de 23 nacionalidades, quando nenhum caso da doença havia sido identificado.

A situação começou a chamar atenção após passageiros desenvolverem um quadro grave de síndrome respiratória aguda durante a viagem. O primeiro óbito foi registrado em 11 de abril. Nos dias seguintes, outras pessoas apresentaram sintomas semelhantes e duas novas mortes foram confirmadas, levando à investigação internacional sobre a origem da infecção.

Exames laboratoriais identificaram o vírus Andes (ANDV), uma variante rara do hantavírus encontrada principalmente na Argentina e no Chile e a única conhecida por permitir transmissão limitada entre pessoas em situações de contato próximo e prolongado.

Diante do avanço dos casos, o navio permaneceu sob monitoramento até seguir para Tenerife, na Espanha, onde passageiros e tripulantes passaram por avaliações médicas antes de serem repatriados. A OMS coordenou a resposta com autoridades de dezenas de países, rastreando mais de 650 contatos distribuídos em 33 países e territórios para interromper qualquer possível cadeia de transmissão.

Ao longo da investigação, o número de casos confirmados aumentou gradualmente. Em maio, um tripulante repatriado aos Países Baixos teve diagnóstico confirmado, elevando o total para 12 infectados. Posteriormente, um passageiro de Tristão da Cunha também teve confirmação laboratorial, totalizando 13 casos, incluindo três mortes. Nenhum novo óbito foi registrado após o início da resposta internacional.

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