Fiocruz recebe autorização para testar nova vacina da Covid
Imunizante é o primeiro no Brasil a ser produzido com tecnologia RNA mensageiro; ele será voltado para a dose de reforço contra a doença
A
André de Sena
Vacinas produzidas pela Fiocruz | Bernardo Portella/Fiocuz
A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) recebeu autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para realizar os testes clínicos da sua vacina de RNA mensageiro (RNAm) contra a Covid-19, a primeira no Brasil a ser produzida com essa tecnologia. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (2) pela própria Fiocruz e pelo Ministério da Saúde.
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Os imunizantes desenvolvidos com essa tecnologia podem ser produzidos com maior velocidade, o que permite respostas mais rápidas contra novos vírus. Diferentemente das vacinas convencionais, em que o microrganismo enfraquecido é inserido no corpo do paciente, esse tipo de dose contém apenas moléculas de RNA.
A vacina fabricada pela Fiocruz é feita para ser utilizada como dose de reforço contra a Covid-19. O recrutamento das pessoas que irão participar da fase inicial dos testes deve começar no primeiro trimestre de 2027, depois que o estudo for aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Os cientistas vão acompanhar os participantes ao longo de um ano para verificar se o imunizante possui segurança e imunogenicidade, que é a capacidade de estimular o sistema imunológico a produzir uma resposta de defesa contra o vírus.
O projeto foi desenvolvido pelo Bio-Manguinhos/Fiocruz (Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos), que, desde 2021, é reconhecido pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como centro de referência em vacinas de RNA mensageiro na América Latina.
“O potencial é enorme. Teremos a primeira vacina para Covid-19, mas já estamos com estudos em andamento para outras, contra leishmaniose e tuberculose, por exemplo, e sabemos que é possível produzir terapias voltadas a doenças como o câncer”, explica a líder do projeto RNA de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Patrícia Neves.
A iniciativa recebeu incentivo financeiro do Ministério da Saúde, que investiu R$ 77 milhões na plataforma de RNAm da Fiocruz. A pasta também apoia outros dois projetos similares no Instituto Butantan e no Centro de Competência em Vacinas da UFMG (CTV-RNA), que receberam R$ 73 milhões e R$ 60 milhões, respectivamente.
No Instituto Butantan, está sendo implantada uma unidade de desenvolvimento de vacinas RNA mensageiro que, em um primeiro momento, vai focar na Covid-19 e na Raiva. Já no CTV-RNA, da UFMG, os projetos são voltados para dengue, malária, doença de Chagas, leishmaniose visceral e influenza, além de outras soluções terapêuticas, como imunoterapia contra o câncer baseada no RNA de interferência curto.
Os projetos financiados pelo Ministério da Saúde fazem parte de uma estratégia de cooperação internacional, que conta com a participação do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde). O objetivo é tornar a plataforma brasileira de RNA mensageiro um ativo de saúde de alcance global.
Fiocruz recebe autorização para testar nova vacina da CovidImunizante é o primeiro no Brasil a ser produzido com tecnologia RNA mensageiro; ele será voltado para a dose de reforço contra a doençaSaúde2026-09-02T15:18:12.946ZA Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) recebeu autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para realizar os testes clínicos da sua vacina de RNA mensageiro (RNAm) contra a Covid-19, a primeira no Brasil a ser produzida com essa tecnologia. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (2) pela própria Fiocruz e pelo Ministério da Saúde. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique e siga o canal do SBT News. Os imunizantes desenvolvidos com essa tecnologia podem ser produzidos com maior velocidade, o que permite respostas mais rápidas contra novos vírus. Diferentemente das vacinas convencionais, em que o microrganismo enfraquecido é inserido no corpo do paciente, esse tipo de dose contém apenas moléculas de RNA. A vacina fabricada pela Fiocruz é feita para ser utilizada como dose de reforço contra a Covid-19. O recrutamento das pessoas que irão participar da fase inicial dos testes deve começar no primeiro trimestre de 2027, depois que o estudo for aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Os cientistas vão acompanhar os participantes ao longo de um ano para verificar se o imunizante possui segurança e imunogenicidade, que é a capacidade de estimular o sistema imunológico a produzir uma resposta de defesa contra o vírus. O projeto foi desenvolvido pelo Bio-Manguinhos/Fiocruz (Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos), que, desde 2021, é reconhecido pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como centro de referência em vacinas de RNA mensageiro na América Latina. “O potencial é enorme. Teremos a primeira vacina para Covid-19, mas já estamos com estudos em andamento para outras, contra leishmaniose e tuberculose, por exemplo, e sabemos que é possível produzir terapias voltadas a doenças como o câncer”, explica a líder do projeto RNA de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Patrícia Neves. A iniciativa recebeu incentivo financeiro do Ministério da Saúde, que investiu R$ 77 milhões na plataforma de RNAm da Fiocruz. A pasta também apoia outros dois projetos similares no Instituto Butantan e no Centro de Competência em Vacinas da UFMG (CTV-RNA), que receberam R$ 73 milhões e R$ 60 milhões, respectivamente. No Instituto Butantan, está sendo implantada uma unidade de desenvolvimento de vacinas RNA mensageiro que, em um primeiro momento, vai focar na Covid-19 e na Raiva. Já no CTV-RNA, da UFMG, os projetos são voltados para dengue, malária, doença de Chagas, leishmaniose visceral e influenza, além de outras soluções terapêuticas, como imunoterapia contra o câncer baseada no RNA de interferência curto. Os projetos financiados pelo Ministério da Saúde fazem parte de uma estratégia de cooperação internacional, que conta com a participação do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde). O objetivo é tornar a plataforma brasileira de RNA mensageiro um ativo de saúde de alcance global. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/fiocruz-recebe-autorizacao-para-testar-vacina-rna-mensageiro