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'No Kings': multidões protestam nos EUA contra a guerra no Irã e ações de Trump

Organizadores estimam que mais de 200 mil foram às ruas só em St. Paul, cidade americana no estado de Minnesota, epicentro das manifestações

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Sofia Pilagallo
28/03/2026, 23:12 • Atualizado em 28/03/2026, 23:12
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Vista aérea do protesto 'No Kings' na Filadélfia, a cidade mais populosa do estado da Pensilvânia | Foto: Reprodução/X/@allenanalysis - 28.03.2026

Vista aérea do protesto 'No Kings' na Filadélfia, a cidade mais populosa do estado da Pensilvânia | Foto: Reprodução/X/@allenanalysis - 28.03.2026

Multidões foram às ruas nos Estados Unidos, neste sábado (28), para protestar contra a guerra no Irã e as ações do presidente dos EUA, Donald Trump. O estado de Minnesota foi o epicentro das manifestações "No Kings". As informações são da "CBS News".

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A polícia de St. Paul, capital de Minnesota, interditou diversas ruas no entorno do Capitólio Estadual do Minnesota. Organizadores estimam que mais de 200 mil compareceram ao protesto no local, superando o número de participantes da Marcha das Mulheres de 2017.

Em Minnesota, o evento teve como atração principal o cantor Bruce Springsteen, que apresentou "Streets of Minneapolis" ("Ruas de Mineápolis", cidade em Minnesota). Ele escreveu a música em resposta aos assassinatos de Renee Good e Alex Pretti por agentes federais.

A música é também uma homenagem aos milhares de moradores de Minnesota que foram às ruas durante o inverno para protestar contra a política imigratória do governo Trump. Antes de começar a cantar, Springsteen lamentou as mortes de Renee e Pretti e afirmou que a resistência da população dá esperança ao resto do país.

"Sua força e seu comprometimento nos mostraram que isto ainda era a América", disse. "E este pesadelo reacionário, e estas invasões de cidades americanas, não ficarão impunes."

Pessoas se reuniram desde a cidade de Nova York, com quase 8,5 milhões de habitantes em um estado predominantemente democrata, até Driggs, uma cidade com menos de 2 mil habitantes no leste de Idaho.

Em Washington, capital dos EUA, centenas de pessoas marcharam em frente ao Lincoln Memorial e entraram no National Mall, carregando cartazes com os dizeres "Abaixe a coroa, palhaço" e "A mudança de regime começa em casa".

A Casa Branca desconsiderou os protestos em todo o país, atribuindo-os a "redes de financiamento da esquerda" com pouco apoio público real. Em comunicado, a porta-voz da Casa Branca, Abigail Jackson, classificou as manifestações como "sessões de terapia de delírios".

Outras manifestações "No Kings", que questionaram líderes da extrema-direita em todo o mundo, ocorreram em diversos países da Europa e da América Latina, além da Austrália. Segundo Ezra Levin, codiretor executivo do Indivisible, grupo que lidera os eventos, países com monarquias constitucionais chamam os protestos de "Não aos tiranos".

Em Roma, milhares de pessoas marcharam com cânticos desafiadores dirigidos à primeira-ministra Giorgia Meloni. Em Londres, manifestantes que protestavam contra a guerra no Irã exibiam cartazes com os dizeres: "Parem a extrema direita" e "Divirtam-se contra o racismo". Já em Paris, centenas de pessoas, em sua maioria americanos residentes na França, se reuniram na Bastilha.

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