Netanyahu reúne governo nesta quinta (9) para ratificar acordo com Hamas
Autoridades concordaram com a primeira fase do acordo, que envolve a troca de reféns por prisioneiros palestinos
Camila Stucaluc
09/10/2025, 04:33 • Atualizado em 09/10/2025, 04:33
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Primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu | Divulgação/gabinete do primeiro-ministro
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, convocou uma reunião do governo nesta quinta-feira (9) para ratificar o acordo de paz com o Hamas. As delegações concordaram com a implementação da primeira fase da proposta, que envolve a troca dos reféns ainda mantidos na Faixa de Gaza por prisioneiros palestinos.
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Segundo Netanyahu, a reunião é necessária para votar a libertação dos prisioneiros palestinos. Caso concorde com a ação e nenhuma contestação seja enviada ao Supremo Tribunal de Justiça, o governo poderá seguir com a soltura dos detidos.
“Agradeço aos heróicos soldados das Forças de Defesa de Israel e a todo o aparato de segurança, cuja bravura e sacrifício nos trouxeram até hoje. Se Deus quiser, continuaremos juntos para alcançar todos os nossos objetivos e expandir a paz com nossos vizinhos”, disse Netanyahu. Na fala, ele também agradeceu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ajudou a elaborar o acordo.
Ao todo, 48 reféns seguem sob custódia do Hamas em Gaza, dos quais 20 estão vivos. Conforme o acordo, o grupo deverá libertar os sequestrados, assim como os corpos dos mortos, em até 72 horas após Israel concordar publicamente com o acordo. A expectativa, segundo Trump, é que a liberação aconteça na segunda-feira (13).
Em comunicado, o Hamas celebrou o acordo com Israel, dizendo que “os sacrifícios do povo não serão em vão”. O grupo ainda garantiu que continuará fiel às promessas feitas para Gaza, durante as negociações. “Não abandonaremos os direitos nacionais do nosso povo: alcançar a liberdade, a independência e a autodeterminação”, disse.
Acordo de paz
O acordo de paz na Faixa de Gaza, elaborado pelos Estados Unidos, engloba a libertação dos reféns ainda mantidos pelo Hamas, vivos e mortos, em troca de 250 palestinos condenados e 1.700 detidos em Israel. O texto também inclui a retirada de tropas israelenses, a desmilitarização de Gaza e a entrada de ajuda humanitária na região, incluindo reabilitação de infraestrutura.
Ainda é proposto que, enquanto um novo governo não é firmado, o enclave palestino será administrado por uma gestão internacional temporário, chamado de “Conselho da Paz”, chefiada por Trump e outros líderes e ex-chefes de Estado, e composto por palestinos qualificados. O Hamas, por sua vez, não terá participação no governo.
Outros pontos do acordo incluem a criação de um plano de desenvolvimento para reconstruir e revitalizar Gaza; o estabelecimento de uma zona econômica especial com tarifas preferenciais e taxas de acesso negociadas; e a garantia de segurança por parceiros regionais, que deverão impedir o Hamas e outras facções de descumprirem os termos do acordo. Para os militantes que se renderem, Israel também prometeu anistia.
Netanyahu reúne governo nesta quinta (9) para ratificar acordo com HamasAutoridades concordaram com a primeira fase do acordo, que envolve a troca de reféns por prisioneiros palestinosMundo2025-10-09T04:33:00.000ZO primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, convocou uma reunião do governo nesta quinta-feira (9) para ratificar o acordo de paz com o Hamas. As , que envolve a troca dos reféns ainda mantidos na Faixa de Gaza por prisioneiros palestinos. Segundo Netanyahu, a reunião é necessária para votar a libertação dos prisioneiros palestinos. Caso concorde com a ação e nenhuma contestação seja enviada ao Supremo Tribunal de Justiça, o governo poderá seguir com a soltura dos detidos. “Agradeço aos heróicos soldados das Forças de Defesa de Israel e a todo o aparato de segurança, cuja bravura e sacrifício nos trouxeram até hoje. Se Deus quiser, continuaremos juntos para alcançar todos os nossos objetivos e expandir a paz com nossos vizinhos”, disse Netanyahu. Na fala, ele também agradeceu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ajudou a elaborar o acordo. Ao todo, 48 reféns seguem sob custódia do Hamas em Gaza, dos quais 20 estão vivos. Conforme o acordo, o grupo deverá libertar os sequestrados, assim como os corpos dos mortos, em até 72 horas após Israel concordar publicamente com o acordo. A expectativa, segundo Trump, é que a liberação aconteça na segunda-feira (13). Em comunicado, o Hamas celebrou o acordo com Israel, dizendo que “os sacrifícios do povo não serão em vão”. O grupo ainda garantiu que continuará fiel às promessas feitas para Gaza, durante as negociações. “Não abandonaremos os direitos nacionais do nosso povo: alcançar a liberdade, a independência e a autodeterminação”, disse. Acordo de paz O acordo de paz na Faixa de Gaza, elaborado pelos Estados Unidos, engloba a libertação dos reféns ainda mantidos pelo Hamas, vivos e mortos, em troca de 250 palestinos condenados e 1.700 detidos em Israel. O texto também inclui a retirada de tropas israelenses, a desmilitarização de Gaza e a entrada de ajuda humanitária na região, incluindo reabilitação de infraestrutura. Ainda é proposto que, enquanto um novo governo não é firmado, o enclave palestino será administrado por uma gestão internacional temporário, chamado de “Conselho da Paz”, chefiada por Trump e outros líderes e ex-chefes de Estado, e composto por palestinos qualificados. O Hamas, por sua vez, não terá participação no governo. Outros pontos do acordo incluem a criação de um plano de desenvolvimento para reconstruir e revitalizar Gaza; o estabelecimento de uma zona econômica especial com tarifas preferenciais e taxas de acesso negociadas; e a garantia de segurança por parceiros regionais, que deverão impedir o Hamas e outras facções de descumprirem os termos do acordo. Para os militantes que se renderem, Israel também prometeu anistia.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/netanyahu-reune-governo-nesta-quinta-9-para-ratificar-acordo-com-hamas