Trump anuncia acordo de paz em Gaza e diz que Israel vai retirar tropas
Em sua rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos afirmou que todos os reféns sob custódia do Hamas serão libertados
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SBT News
08/10/2025, 23:14 • Atualizado em 09/10/2025, 01:58
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Donald Trump anunciou, nesta quarta-feira (8), uma primeira fase para o acordo de paz na Faixa de Gaza, assinado por Israel e Hamas. Em sua rede social Truth social, o presidente dos Estados Unidos afirmou que Israel vai retirar suas tropas e que "todos os reféns serão libertados".
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"Tenho muito orgulho em anunciar que Israel e o Hamas assinaram a primeira fase do nosso Plano de Paz. Isso significa que TODOS os reféns serão libertados em breve e Israel retirará suas tropas para uma linha acordada, como os primeiros passos em direção a uma paz forte, duradoura e duradoura. Todas as partes serão tratadas com justiça!", escreveu.
"Este é um GRANDE Dia para o Mundo Árabe e Muçulmano, para Israel, para todas as nações vizinhas e para os Estados Unidos da América, e agradecemos aos mediadores do Catar, Egito e Turquia, que trabalharam conosco para que este Evento Histórico e Sem Precedentes acontecesse. ABENÇOADOS OS PACIFICADORES!", acrescentou.
No Telegram, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que convocará o governo na quinta-feira (9) para ratificar o acordo. Ele também agradeceu aos soldados israelenses, que chamou de "heroicos", "cuja coragem e sacrifício nos trouxeram até este dia."
No X (antigo Twitter), Netanyahu agradeceu Trump por sua "liderança", "parceria" e "compromisso inabalável com a segurança de Israel e a liberdade de nossos reféns". Ele definiu a aprovação da primeira fase do acordo de paz como "um sucesso diplomático" e uma "vitória nacional e moral para o Estado de Israel".
O acordo
O acordo foi selado após três dias de encontros entre representantes de Israel e do Hamas, no Egito. A primeira sessão foi na segunda-feira (6). Delegações dos Estados Unidos, Turquia e Qatar enviaram representantes.
Foi o governo dos EUA que propôs o acordo, elaborado em 20 pontos. Tanto Israel quanto Hamas fizeram uma lista de exigências, mas ainda não se sabe quais delas foram incluídas no plano final.
O plano inicial dos EUA prevê que Israel entregue 250 prisioneiros e 1.700 pessoas detidas desde o início da guerra após a libertação dos reféns. Todas as mulheres e crianças palestinas presas desde 7 de outubro de 2023 devem ser libertadas.
Além da libertação de prisioneiros e da retirada das tropas, o Hamas exigiu um cessar-fogo "permanente e abrangente", a entrada irrestrita de ajuda humanitária e de emergência, o retorno dos deslocados às suas casas e o início imediato de um "processo de reconstrução completo". Israel, por outro lado, se comprometeria a anistiar integrantes do grupo, desde que eles entreguem suas armas e se comprometa com a convivência pacífica. O grupo também não poderia participar do governo de Gaza.
A administração do enclave ficaria, inicialmente, a cargo de um comitê palestino tecnocrático e apolítico, responsável por administrar os serviços do dia a dia. No futuro, o poder seria transferido para a Autoridade Palestina, reconhecida internacionalmente como governo dos territórios palestinos.
Trump anuncia acordo de paz em Gaza e diz que Israel vai retirar tropasEm sua rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos afirmou que todos os reféns sob custódia do Hamas serão libertadosMundo2025-10-08T23:14:12.779ZDonald Trump anunciou, nesta quarta-feira (8), uma primeira fase para o acordo de paz na Faixa de Gaza, assinado por Israel e Hamas. Em sua rede social Truth social, o presidente dos Estados Unidos afirmou que Israel vai retirar suas tropas e que "todos os reféns serão libertados". "Tenho muito orgulho em anunciar que Israel e o Hamas assinaram a primeira fase do nosso Plano de Paz. Isso significa que TODOS os reféns serão libertados em breve e Israel retirará suas tropas para uma linha acordada, como os primeiros passos em direção a uma paz forte, duradoura e duradoura. Todas as partes serão tratadas com justiça!", escreveu. "Este é um GRANDE Dia para o Mundo Árabe e Muçulmano, para Israel, para todas as nações vizinhas e para os Estados Unidos da América, e agradecemos aos mediadores do Catar, Egito e Turquia, que trabalharam conosco para que este Evento Histórico e Sem Precedentes acontecesse. ABENÇOADOS OS PACIFICADORES!", acrescentou. No Telegram, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que convocará o governo na quinta-feira (9) para ratificar o acordo. Ele também agradeceu aos soldados israelenses, que chamou de "heroicos", "cuja coragem e sacrifício nos trouxeram até este dia." No X (antigo Twitter), Netanyahu agradeceu Trump por sua "liderança", "parceria" e "compromisso inabalável com a segurança de Israel e a liberdade de nossos reféns". Ele definiu a aprovação da primeira fase do acordo de paz como "um sucesso diplomático" e uma "vitória nacional e moral para o Estado de Israel". O acordo O acordo foi selado após três dias de encontros entre representantes de Israel e do Hamas, no Egito. A primeira sessão foi na segunda-feira (6). Delegações dos Estados Unidos, Turquia e Qatar enviaram representantes. Foi o governo dos EUA que propôs o acordo, elaborado em 20 pontos. Tanto Israel quanto Hamas fizeram uma lista de exigências, mas ainda não se sabe quais delas foram incluídas no plano final. O plano inicial dos EUA prevê que Israel entregue 250 prisioneiros e 1.700 pessoas detidas desde o início da guerra após a libertação dos reféns. Todas as mulheres e crianças palestinas presas desde 7 de outubro de 2023 devem ser libertadas. Além da libertação de prisioneiros e da retirada das tropas, o Hamas exigiu um cessar-fogo "permanente e abrangente", a entrada irrestrita de ajuda humanitária e de emergência, o retorno dos deslocados às suas casas e o início imediato de um "processo de reconstrução completo". Israel, por outro lado, se comprometeria a anistiar integrantes do grupo, desde que eles entreguem suas armas e se comprometa com a convivência pacífica. O grupo também não poderia participar do governo de Gaza. A administração do enclave ficaria, inicialmente, a cargo de um comitê palestino tecnocrático e apolítico, responsável por administrar os serviços do dia a dia. No futuro, o poder seria transferido para a Autoridade Palestina, reconhecida internacionalmente como governo dos territórios palestinos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/trump-anuncia-acordo-de-paz-em-gaza-e-diz-que-israel-vai-retirar-tropas