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Navio russo com 100 mil toneladas de petróleo chega a Cuba

Chegada ocorre após Trump relaxar bloqueio marítimo contra a ilha caribenha; Moscou diz que ficará ao lado de Havana e promete novas remessas

Imagem da noticia Navio russo com 100 mil toneladas de petróleo chega a Cuba
Rastreador de embarcações LSEG mostra chegada de petroleiro russo na ilha caribenha | Reprodução/Reuters
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A Rússia informou nesta segunda-feira (30) que um navio-tanque transportando cerca de 100 mil toneladas de petróleo bruto chegou a Cuba e que Moscou pretende manter o apoio à ilha, apesar do bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos.

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A informação sobre a chegada foi publicada pela agência estatal russa Interfax e posteriormente confirmada pelo Kremlin. Essa é a primeira remessa de petróleo a chegar no país desde janeiro, quando Donald Trump cortou as exportações de petróleo da Venezuela para Cuba e ameaçou impor tarifas punitivas a qualquer outra nação que enviasse petróleo bruto para a ilha.

No domingo (29), no entanto, ao ser questionado sobre o navio russo que navegava em direção a Cuba, Trump disse que não tinha "nenhum problema" com qualquer país enviando petróleo bruto.

"Tudo bem se Putin quiser fazer isso, e se outros países quiserem fazer também, não me incomoda muito. Não vai ter impacto. Cuba está acabada. Eles têm um regime ruim. Eles têm uma liderança muito ruim e corrupta. E se eles receberem ou não um carregamento de petróleo, não vai fazer diferença. Eu prefiro deixar entrar, seja da Rússia ou de qualquer outro país, porque as pessoas precisam de aquecimento, refrigeração e todas as outras coisas necessárias”, afirmou.

O Kremlin disse que havia levantado a questão do navio-tanque durante as conversas com os EUA, mas que a Rússia sente que tem o dever de apoiar os "amigos" em Cuba.

"Essa questão foi de fato levantada com antecedência durante os contatos com nossos parceiros norte-americanos", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, aos repórteres.

Cuba não recebe um petroleiro há três meses, de acordo com o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e a crise energética causou apagões em todo o país de 10 milhões de habitantes. As autoridades de saúde dizem que a crise aumentou o risco de mortalidade de pacientes com câncer, especialmente crianças.

Perguntado se outras remessas russas seriam feitas, Peskov disse: "Na situação desesperadora em que os cubanos se encontram agora, isso, é claro, não pode nos deixar indiferentes, portanto, continuaremos a trabalhar nisso".

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