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Ministros europeus se reúnem com Irã para "oferta abrangente e diplomática", diz Macron

Em Genebra, representantes da União Europeia se encontram com ministro das Relações Exteriores iraniano para negociar fim do conflito com Israel

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Emanuelle Menezes
20/06/2025, 13:43 • Atualizado em 20/06/2025, 14:02
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Jean-Noël Barrot, ministro das Relações Exteriores da França, chega a encontro com ministro do Irã, em Genebra, na Suíça | AP

Jean-Noël Barrot, ministro das Relações Exteriores da França, chega a encontro com ministro do Irã, em Genebra, na Suíça | AP

Quatro representantes europeus se reúnem, nesta sexta-feira (20), com o ministro das Relações Exteriores do Irã, em Genebra, na Suíça, para fazer uma "oferta abrangente, diplomática e técnica" para pôr fim ao conflito com Israel. A informação foi confirmada pelo presidente francês, Emmanuel Macron.

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Jean-Noël Barrot, ministro das Relações Exteriores da França, e seus colegas do Reino Unido, David Lammy, e da Alemanha, Johann Wadephul, se encontrarão com o ministro iraniano Abbas Araghchi, juntamente com Kaja Kallas, chefe da política externa da União Europeia.

"É absolutamente essencial priorizar o retorno a negociações substanciais, incluindo negociações nucleares para avançar em direção ao enriquecimento zero (de urânio), negociações balísticas para limitar as atividades e capacidades do Irã e o financiamento de todos os grupos terroristas e a desestabilização da região que o Irã vem realizando há vários anos", disse Macron.

Segundo o mandatário francês, é preciso apresentar uma resposta à "ameaça" representada pelo programa nuclear iraniano. "Ninguém pode acreditar seriamente que essa ameaça possa ser enfrentada apenas com as operações atuais (de Israel). Por quê? Porque existem algumas usinas altamente protegidas e porque, hoje, ninguém sabe exatamente onde está o urânio enriquecido a 60%. Portanto, precisamos retomar o controle do programa nuclear (do Irã) por meio de expertise técnica e negociação", afirmou.

Kaja Kallas, chefe da política externa da União Europeia, chega a reunião com ministro do Irã | AP
Kaja Kallas, chefe da política externa da União Europeia, chega a reunião com ministro do Irã | AP

Macron também apelou, mais uma vez, para que os ataques do exército israelense contra infraestruturas e a população civil no Irã, sejam interrompidos. "Não há justificativa para isso", disse ele.

Em uma semana de ataques ao Irã, Israel matou pelo menos 657 pessoas e feriu outras 2.037, informou o grupo Human Rights Activists. Segundo números oficiais de autoridades israelenses, 24 pessoas morreram no país desde semana passada.

Israel X Irã

O confronto direto entre Israel e Irã teve início no último dia 12, quando Tel Aviv lançou mísseis contra bases militares iranianas. Israel acusa o Irã de manter um programa secreto para a produção de armas nucleares e afirma que Teerã está "muito próximo" de construir sua primeira bomba atômica.

Na terça-feira (17), as Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram a morte do general iraniano Ali Shadmani, chefe do Estado-Maior de Guerra, durante um bombardeio em Teerã. Segundo o jornal Al Jazeera, um segundo ataque atingiu um depósito de combustível na capital iraniana.

Um míssil lançado pelo Irã atingiu o Centro Médico Soroka, no sul de Israel, na quinta (19). O Ministério da Saúde local informou que houve apenas feridos leves. Em resposta, Netanyahu afirmou que o Irã "pagará o preço total" pelo ataque. O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, também se manifestou: "Recebemos instruções claras. Para atingirmos todos os nossos objetivos, o aiatolá Khamenei não pode continuar a existir", declarou.

Na manhã desta sexta-feira (20), o exército israelense afirmou ter realizado ataques aéreos contra as áreas ao redor de Kermanshah e Tabriz, no oeste do Irã. Segundo o exército, 25 caças atingiram "componentes da infraestrutura de armazenamento e lançamento de mísseis".

*com informações da Associated Press

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