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Saiba quais são as bases nucleares iranianas atacadas por Israel

Israel bombardeou o território vizinho sob justificativa de autodefesa; Irã faz retaliação e sobe tensão de risco nuclear no Oriente Médio

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SBT News
13/06/2025, 22:57 • Atualizado em 14/06/2025, 00:18
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O governo de Israel bombardeou o território do Irã na quinta-feira (12). Após os ataques, o governo iraniano lançou ofensivas aéreas contra várias regiões de Israel, incluindo Tel Aviv. Há feridos nos dois países.

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O objetivo israelense seria atingir bases militares e pontos estratégicos do poder nuclear iraniano.

Com base em informações da Associated Press, o SBT News explica quais são as bases iranianas que despertam a atenção de Israel.

Natanz

A instalação nuclear de Natanz, localizada a cerca de 220 quilômetros a sudeste de Teerã, é o principal centro de enriquecimento de urânio do Irã.

Parte da estrutura fica em uma área subterrânea no Planalto Central, protegida contra ataques aéreos. No local, operam múltiplas cascatas de centrífugas que enriquecem urânio de forma acelerada.

O Irã também avança com obras na montanha Kūh-e Kolang Gaz Lā (ou Montanha Pickax), próxima à cerca sul da instalação. Natanz já foi alvo do vírus Stuxnet — supostamente criado por Israel e EUA — que danificou centrífugas iranianas. Dois ataques de sabotagem também foram atribuídos a Israel.

Fordo

Localizada a cerca de 100 quilômetros a sudoeste de Teerã, a instalação de Fordo também abriga cascatas de centrífugas. Menor que Natanz, Fordo foi construída sob uma montanha e é protegida por baterias antiaéreas, parecendo planejada para resistir a ataques.

Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), sua construção começou em 2007, mas o Irã só comunicou oficialmente a existência da base em 2009, após sua descoberta por serviços de inteligência dos EUA e países aliados.

Usina nuclear de Bushehr

A única usina nuclear comercial do Irã fica em Bushehr, no Golfo Pérsico, a cerca de 750 quilômetros ao sul de Teerã.

A construção começou na década de 1970, sob o governo do xá Mohammad Reza Pahlavi. Após a Revolução Islâmica de 1979, a obra foi interrompida por ataques na Guerra Irã-Iraque. A Rússia, aliada do Irã, concluiu o projeto anos depois.

Reator Arak

O reator de Arak está situado a 250 quilômetros a sudoeste de Teerã. Ele utiliza água pesada para resfriamento, o que gera plutônio como subproduto — material que pode ser usado em armas nucleares.

Isso ofereceria ao Irã outra via para produzir uma bomba, além do uso de urânio enriquecido. No acordo nuclear de 2015, o Irã se comprometeu a redesenhar a instalação para mitigar riscos de proliferação.

Centro de Tecnologia Nuclear de Isfahan

Em Isfahan, a 350 quilômetros a sudeste da capital, fica uma instalação com milhares de cientistas nucleares. O centro abriga três reatores de pesquisa e laboratórios com colaboração chinesa, todos integrados ao programa atômico do país.

Reator de Pesquisa

O Reator de Pesquisa de Teerã está localizado na sede da Organização de Energia Atômica do Irã. Ele foi fornecido pelos Estados Unidos em 1967, durante a Guerra Fria, como parte do programa “Átomos para a Paz”.

Inicialmente, usava urânio altamente enriquecido, mas foi adaptado para funcionar com urânio de baixo enriquecimento devido a preocupações com proliferação nuclear.

Os bombardeios

Israel atacou diversas instalações nucleares e militares iranianas na quinta-feira (12), enquanto as tensões israelenses aumentavam devido ao avanço do programa nuclear de Teerã.

A ofensiva ocorreu um dia após o Conselho de Governadores da AIEA censurar o Irã pela primeira vez em 20 anos, devido à falta de cooperação com inspetores internacionais.

Em resposta a isto, Teerã anunciou a criação de uma terceira unidade de enriquecimento no país e a troca de centrífugas por modelos mais avançados.

Os EUA e o Irã negociavam um acordo que poderia levar à suspensão de sanções econômicas em troca da limitação do programa nuclear iraniano.

Os ataques aconteceram após o fracasso dessas negociações. Israel acusou o Irã de manter um programa secreto para desenvolver armas nucleares em locais subterrâneos e afirmou que o país está "próximo" de obter seu primeiro artefato nuclear.

Os bombardeios israelenses atingiram centros estratégicos, como as instalações de Natanz, além de esconderijos de líderes iranianos.

Em retaliação, o Irã lançou mais de 100 drones contra Israel na madrugada de sexta-feira. Na sequência, Israel realizou novos ataques contra Teerã e a cidade de Tabriz.

Segundo o jornal Haaretz, pelo menos 40 pessoas ficaram feridas, duas delas em estado grave. O governo de Benjamin Netanyahu ainda não divulgou informações oficiais sobre vítimas.

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