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Manifestantes vão às ruas nos EUA e na Europa contra Donald Trump

"No Kings in América" ocorre nos 50 estados americanos e capitais europeias, contra o autoritarismo do governo; organizadores alertam para represália

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SBT News, com informações da Reuters
18/10/2025, 19:07 • Atualizado em 19/10/2025, 00:45
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Milhares de pessoas foram às ruas em mais de 2 mil cidades norte-americanas, neste sábado (18), no protesto "No Kings in América" - "Sem reis na América", em tradução livre - contra o crescente autoritarismo do presidente Donald Trump. Além dos Estados Unidos, há registro de protestos contra o republicano em cidades da Europa como Berlim, na Alemanha, Madri e Barcelona, na Espanha e Londres, no Reino Unido.

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Apesar do engajamento nos protestos, há uma preocupação sobre o monitoramento e perseguição do governo a participantes do ato. Quem decidiu participar dos protestos de rua contra Trump poderár ser alvo de vigilância do governo federal com uma série de tecnologias que incluem reconhecimento facial e invasão de telefones, disseram defensores das liberdades civis, apontam reportagem da Reuters.

Os organizadores do "No Kings" convocaram manifestações em todos os 50 Estados norte-americanos, em ao menos 2.600 cidades. Mas o nível de vigilância nos protestos e o tipo de tecnologia depende de cada localidade e das forças policiais presentes, afirmou Thorin Klosowski, ativista de segurança e privacidade da Electronic Frontier Foundation, na sexta-feira (17).

As multidões em Washington, D.C., por exemplo, por onde foram erguidas cercas ao redor do complexo da Casa Branca, provavelmente sã mais bem do que nos municípios ruarais. "Em administrações anteriores, a vigilância policial de manifestações pacíficas já era comum e corrosiva para a liberdade de expressão", disse Ryan Shapiro, diretor executivo do grupo de transparência governamental Property of the People (Propriedade do Povo), em um email.

"Dada a hostilidade aberta de Trump até mesmo a pequenas dissidências, essa vigilância agora representa uma ameaça existencial ao que resta da democracia americana e apenas ressalta a necessidade de protestos em massa."

O ICE, agência de imigração e alfândega do Departamento de Segurança Interna, vem implementando a repressão à imigração de Trump e acumulou um arsenal de vigilância digital, segundo agências de notícias.

Isso inclui ferramentas de reconhecimento facial e de hacking de telefones, assim como simuladores de sites de celular, que podem permitir a vigilância granular dos telefones celulares dos manifestantes. Diversas agências federais implantaram o monitoramento de mídia social, de acordo com o Brennan Center.

No início deste ano, o governo Trump implantou drones MQ-9 Predator, aeronaves tradicionalmente usadas para detectar e matar inimigos em zonas de combate, sobre Los Angeles durante protestos contra o ICE. A agência também usa ferramentas com níveis inferiores de tecnologia, como as câmeras de alta definição vistas regularmente em protestos recentes em Chicago.

Autoridades do Departamento de Segurança Interna não responderam diretamente a uma pergunta sobre a possível vigilância dos manifestantes do "No Kings".

"Como fazem todos os dias, as forças policiais do DHS aplicarão as leis de nossa nação", afirmou o departamento em um comunicado.

Um porta-voz do ICE disse à Reuters em um email neste sábado que "a Primeira Emenda protege o discurso e a reunião pacífica — não tumultos" e que "o DHS está tomando medidas razoáveis e constitucionais para defender o estado de direito e proteger nossos agentes".

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