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Lula recebe Rodrigo Paz, primeiro presidente de direita eleito na Bolívia desde 2002

Convite para reunião bilateral foi feito em janeiro, no Panamá; infraestrutura, energia e turismo estão entre os temas na mesa

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Rodrigo Paz e Lula em janeiro, no Panamá | Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebe na manhã desta segunda-feira (16) o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, em visita de Estado a Brasília. É a primeira vez que Paz vem ao país desde que foi eleito, em outubro, e empossado em novembro.

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O líder boliviano é do Partido Democrata Cristão, de centro-direita, sigla que acabou com a hegemonia de quase duas décadas do Movimento ao Socialismo (MAS), dos ex-presidentes Evo Morales (2006-2019) e Luis Arce (2020-2025). O último líder ligado à direita a ser eleito no país havia sido Gonzalo Sánchez de Lozada, em 2002. Ele renunciou em outubro no ano seguinte após uma onda de protestos no país.

No ínterim dos mandatos de Evo e Arce, a presidência foi ocupada temporariamente pela direitista Jeanine Áñez, que se autodeclarou chefe de Estado na Bolívia e posteriormente foi acusada de golpe de Estado. Ela ficou presa por quase cinco anos até ser libertada em novembro do ano passado.

O convite de Lula foi feito depois de reunião bilateral durante o Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, no Panamá, no fim de janeiro. A previsão é que Paz suba a rampa do Palácio do Planalto por volta de 11h e depois almoce com Lula e a delegação brasileira no Itamaraty a partir das 13h.

Na última semana, Lula cancelou sua presença na posse do também direitista José Antonio Kast no Chile. A presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu provável adversário em outubro, causou embaraço no Planalto e fez com que Lula desistisse da visita. A decisão foi criticada por Flávio.

Temas de interesse

Estão na agenda temas como infraestrutura, energia, integração das comunidades de fronteira e turismo entre os dois países. Em janeiro, os presidentes discutiram rotas de integração sul-americana e alternativas para assegurar à Bolívia acesso a portos e ao escoamento de sua produção, já que o país não tem acesso ao mar.

Na ocasião, também abordaram a retomada do diálogo na área de energia e a possibilidade de iniciativas conjuntas de combate ao crime organizado na Amazônia. As principais exportações da Bolívia incluem gás natural, zinco, prata e estanho, além de produtos agrícolas como soja e carne.

Nos últimos anos, porém, a queda na produção e nas exportações de gás tem pressionado as contas externas e reduzido as reservas internacionais, levando o país a buscar diversificar sua economia. As apostas são em mineração, agricultura e na industrialização do lítio, um mineral tido como fundamental para a fabricação de baterias e do qual a Bolívia detém a maior reserva do mundo, mas ainda com exploração comercial majoritariamente ligada à extração.

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