Lula discursa hoje na abertura da Assembleia Geral da ONU; veja o que esperar
Encontro em Nova York acontece no auge da crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos
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Camila Stucaluc
23/09/2025, 09:18 • Atualizado em 23/09/2025, 09:18
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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abre, nesta terça-feira (23), a 80ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Como prevê a tradição, desde 1955, o Brasil é o primeiro Estado-membro a discursar, seguido pelos Estados Unidos, representante do país-sede da organização.
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Esta será a décima vez que Lula assumirá o púlpito para abrir o debate geral, que, neste ano, tem como tema “paz, desenvolvimento e direitos humanos”. O discurso está previsto para às 10h (horário de Brasília), logo após as falas do secretário-geral da ONU, António Guterres, e da presidenta da 80ª Assembleia Geral, Annalena Baerbock.
Como de costume, as falas de Lula devem abordar a defesa do multilateralismo e da cooperação internacional. O líder também deve reforçar a necessidade de reformas no Conselho de Segurança da ONU, além de convocar países a se comprometer com a preservação ambiental — com destaque para a COP30, que ocorrerá em Belém, em novembro.
Outro ponto a ser citado por Lula deve ser a guerra na Faixa de Gaza. Na segunda-feira (22), o petista já se pronunciou sobre o assunto na Conferência Internacional de Alto Nível sobre a Palestina, convocada por França e Arábia Saudita. Ao discursar, defendeu a solução de dois Estados (Palestina e Israel) para acabar com a violência no Oriente Médio.
A defesa da soberania nacional também deve ser reforçada por Lula. Neste caso, a fala será uma crítica ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, em agosto. Isso porque, ao justificar a medida, o presidente Donald Trump citou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), como o então julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado.
Primeira viagem aos EUA após o tarifaço
Esta é a primeira viagem de Lula aos Estados Unidos no auge da crise com o governo Donald Trump. As divergências entre os governos, iniciadas em julho, se intensificaram com a condenação de Bolsonaro, no início de setembro. Nesta semana, a Casa Branca anunciou a revogação de vistos da esposa e dos filhos do ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator do inquérito.
Anteriormente, o governo Trump já havia mirado o próprio Moraes. Com base na Lei Magnitsky, legislação que permite punir cidadãos estrangeiros acusados de corrupção ou violações graves de direitos humanos, a gestão impôs uma série de punições financeiras contra o ministro e alertou que faria o mesmo com pessoas ou empresas que mantivessem qualquer relação com o magistrado.
Lula discursa hoje na abertura da Assembleia Geral da ONU; veja o que esperarEncontro em Nova York acontece no auge da crise diplomática entre Brasil e Estados UnidosMundo2025-09-23T09:18:00.000ZO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abre, nesta terça-feira (23), a 80ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Como prevê a tradição, desde 1955, o B, seguido pelos Estados Unidos, representante do país-sede da organização. Esta será a décima vez que Lula assumirá o púlpito para abrir o debate geral, que, neste ano, tem como tema “paz, desenvolvimento e direitos humanos”. O discurso está previsto para às 10h (horário de Brasília), logo após as falas do secretário-geral da ONU, António Guterres, e da presidenta da 80ª Assembleia Geral, Annalena Baerbock. Como de costume, as falas de Lula devem abordar a defesa do multilateralismo e da cooperação internacional. O líder também deve reforçar a necessidade de reformas no Conselho de Segurança da ONU, além de convocar países a se comprometer com a preservação ambiental — com destaque para a COP30, que ocorrerá em Belém, em novembro. Outro ponto a ser citado por Lula deve ser a guerra na Faixa de Gaza. Na segunda-feira (22), o petista já se pronunciou sobre o assunto na Conferência Internacional de Alto Nível sobre a Palestina, convocada por França e Arábia Saudita. Ao discursar, (Palestina e Israel) para acabar com a violência no Oriente Médio. A defesa da soberania nacional também deve ser reforçada por Lula. Neste caso, a fala será uma crítica ao, em agosto. Isso porque, ao justificar a medida, o presidente Donald Trump citou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), como o então julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado. Primeira viagem aos EUA após o tarifaço Esta é a primeira viagem de Lula aos Estados Unidos no auge da crise com o governo Donald Trump. As divergências entre os governos, iniciadas em julho, se intensificaram com a condenação de Bolsonaro, no início de setembro. Nesta semana, a Casa Branca anunciou a, do STF, relator do inquérito. Anteriormente, o governo Trump já havia mirado o próprio Moraes. Com base na Lei Magnitsky, legislação que permite punir cidadãos estrangeiros acusados de corrupção ou violações graves de direitos humanos, a gestão impôs uma série de punições financeiras contra o ministro e alertou que faria o mesmo com pessoas ou empresas que mantivessem qualquer relação com o magistrado.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/lula-discursa-hoje-na-abertura-da-assembleia-geral-da-onu-veja-o-que-esperar
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