Exportações do Brasil aos EUA atingem menor nível em 3 anos
De janeiro a julho, queda foi de 12,2% em relação ao mesmo período de 2025; recuo reflete o impacto de tarifas, segundo dados da Amcham
A
SBT News, Mariana Botta, Artur Maldaner
Exportação de óleos brutos de petróleo teve queda de 25,5% | Foto: Licia Rubinstein/Agência IBGE
As exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 21 bilhões entre janeiro e julho de 2026, uma queda de 12,2% em relação ao mesmo período de 2025.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Os dados são da nova edição do "Monitor do Comércio Brasil – Estados Unidos", elaborado pela Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio), com base em dados de julho do Comex Stat, sistema oficial de dados do comércio exterior brasileiro.
O recuo representa cerca de US$ 2,9 bilhões a menos em vendas ao mercado norte-americano, o menor nível em três anos.
Esse resultado foi impulsionado pelo "tarifaço" da Seção 301 da Lei de Comércio americana, que impôs tarifas cumulativas de até 37,5% sobre produtos como sebo bovino e sucos de frutas.
Também estão entre os bens mais afetados madeiras compensadas, fumo e granitos, entre outros. No total, as mercadorias com maiores tarifas atingiram exportações de US$ 3,2 bilhões neste ano, um recuo de 31,5% em comparação com o acumulado de 2025, quando foram vendidos US$ 4,6 bilhões. A queda foi de US$ 1,4 bilhão.
Isso evidencia uma correlação direta entre as sanções dos EUA e a queda nas vendas.
“Os números mostram uma importante perda de dinamismo no comércio bilateral, com impacto mais intenso sobre os produtos sujeitos às tarifas mais elevadas. Enquanto persistir o atual cenário tarifário, a tendência é que as trocas entre os dois países continuem perdendo força, com prejuízos para ambas as economias”, analisa Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.
Mesmo fora das tarifas máximas da Seção 301, os produtos mais importantes da relação bilateral também despencaram no mercado norte-americano, enquanto cresceram no resto do mundo.
Os óleos brutos de petróleo, por exemplo, tiveram queda de 25,5%, e os produtos semimanufaturados de ferro ou aço caíram 11,1% (enquadrados na Seção 232 de Segurança Nacional).
Analisando apenas o mês de julho, as exportações brasileiras aos Estados Unidos somaram US$ 3,6 bilhões, queda de 5% frente ao mesmo mês de 2025.
A única exceção de recuperação ocorreu em setores específicos da Seção 232 (como aço acabado e alumínio), que registraram alta pontual de 21,5% no mês, devido a demandas industriais dos EUA.
Em 2026, o Brasil já registrou um déficit de US$ 2,3 bilhões com os Estados Unidos, um valor 122,3% maior do que o do mesmo período de 2025.
Busca por outros mercados
Em contramão das relações com os Estados Unidos, os dados da Amcham mostram um aumento de exportações brasileiras para outros mercados. Entre janeiro e julho, o comércio cresceu em 10,5%.
Entre as principais exportações do Brasil que tiveram queda no mercado estadunidense, várias passaram a ser mais exportadas para outros países neste ano. É o caso de óleos brutos de petróleo, com queda de 25,5% nos EUA, os semimanufaturados de ferro ou aço, de 11,1%, o ferro-gusa, de 7,9%, e a celulose, de 5,3%.
Ainda assim, os Estados Unidos continuam sendo o segundo maior mercado das exportações brasileiras, apenas atrás da China.
Exportações do Brasil aos EUA atingem menor nível em 3 anosDe janeiro a julho, queda foi de 12,2% em relação ao mesmo período de 2025; recuo reflete o impacto de tarifas, segundo dados da AmchamEconomia2026-08-11T19:04:37.113ZAs exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 21 bilhões entre janeiro e julho de 2026, uma queda de 12,2% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados são da nova edição do "Monitor do Comércio Brasil – Estados Unidos", elaborado pela Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio), com base em dados de julho do Comex Stat, sistema oficial de dados do comércio exterior brasileiro. O recuo representa cerca de US$ 2,9 bilhões a menos em vendas ao mercado norte-americano, o menor nível em três anos. Esse resultado foi impulsionado pelo "tarifaço" da Seção 301 da Lei de Comércio americana, que impôs tarifas cumulativas de até 37,5% sobre produtos como sebo bovino e sucos de frutas. Também estão entre os bens mais afetados madeiras compensadas, fumo e granitos, entre outros. No total, as mercadorias com maiores tarifas atingiram exportações de US$ 3,2 bilhões neste ano, um recuo de 31,5% em comparação com o acumulado de 2025, quando foram vendidos US$ 4,6 bilhões. A queda foi de US$ 1,4 bilhão. Isso evidencia uma correlação direta entre as sanções dos EUA e a queda nas vendas. “Os números mostram uma importante perda de dinamismo no comércio bilateral, com impacto mais intenso sobre os produtos sujeitos às tarifas mais elevadas. Enquanto persistir o atual cenário tarifário, a tendência é que as trocas entre os dois países continuem perdendo força, com prejuízos para ambas as economias”, analisa Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil. Mesmo fora das tarifas máximas da Seção 301, os produtos mais importantes da relação bilateral também despencaram no mercado norte-americano, enquanto cresceram no resto do mundo. Os óleos brutos de petróleo, por exemplo, tiveram queda de 25,5%, e os produtos semimanufaturados de ferro ou aço caíram 11,1% (enquadrados na Seção 232 de Segurança Nacional). Analisando apenas o mês de julho, as exportações brasileiras aos Estados Unidos somaram US$ 3,6 bilhões, queda de 5% frente ao mesmo mês de 2025. A única exceção de recuperação ocorreu em setores específicos da Seção 232 (como aço acabado e alumínio), que registraram alta pontual de 21,5% no mês, devido a demandas industriais dos EUA. Em 2026, o Brasil já registrou um déficit de US$ 2,3 bilhões com os Estados Unidos, um valor 122,3% maior do que o do mesmo período de 2025. Busca por outros mercados Em contramão das relações com os Estados Unidos, os dados da Amcham mostram um aumento de exportações brasileiras para outros mercados. Entre janeiro e julho, o comércio cresceu em 10,5%. Entre as principais exportações do Brasil que tiveram queda no mercado estadunidense, várias passaram a ser mais exportadas para outros países neste ano. É o caso de óleos brutos de petróleo, com queda de 25,5% nos EUA, os semimanufaturados de ferro ou aço, de 11,1%, o ferro-gusa, de 7,9%, e a celulose, de 5,3%. Ainda assim, os Estados Unidos continuam sendo o segundo maior mercado das exportações brasileiras, apenas atrás da China.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/exportacoes-do-brasil-aos-eua-atingem-menor-nivel-em-3-anos
Michelle diz ter colocado “uma pedra” em crise com Flávio
Após reencontro desde a crise, Michelle afirmou que os desentendimentos ficaram para trás, mas expôs incômodos com o PL Mulher e disse não ter sido respeitada