Economia

Governo regulamenta cotas do acordo Mercosul-EFTA

Regras valem inicialmente para Islândia e Noruega; bloco também conta com Suíça e Liechtenstein

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Caio Barcellos
Chocolate | Freepik

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O governo federal regulamentou o uso das cotas de importação previstas no acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA). As regras foram publicadas nesta sexta-feira (2) no Diário Oficial da União (DOU) e valem, neste primeiro momento, para mercadorias originárias da Islândia e da Noruega.

🔎 A EFTA é um bloco econômico formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, países que não integram a União Europeia (UE). Juntos, os países possuem uma população de 15 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 1,4 trilhão, um dos maiores do mundo

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O acordo entrou em vigor entre Brasil e Islândia em 1º de outubro. Para a Noruega, as regras passam a valer em 1º de novembro. Suíça e Liechtenstein ainda precisam concluir seus procedimentos internos para que o acordo comece a valer nas relações comerciais com o Brasil.

Dentro das cotas, os produtos poderão ser importados com as preferências tarifárias previstas no acordo. Quando o volume disponível for esgotado, novas operações deixam de ter acesso à cota e passam a pagar as tarifas aplicáveis fora do limite preferencial.

Eis algumas das condições previstas para 2026:

  • Queijos: cota de 247,5 toneladas, com redução de 100% da tarifa;
  • Chocolate branco: cota de 93,85 toneladas, com preferência tarifária de 40%;
  • Outros chocolates e preparações de cacau: preferência tarifária de 40%, com cotas que variam conforme o produto;
  • Fórmulas infantis e produtos lácteos: cota de 12,5 toneladas, com redução de 100% da tarifa;
  • Vinhos em recipientes de até 2 litros: cota de 2.500 litros, com redução de 50% da tarifa.

A portaria define como as empresas brasileiras poderão disputar e usar essas cotas, por meio de pedidos de licença de importação no Portal Único Siscomex. As cotas previstas para 2026 valem de 1º de outubro a 31 de dezembro.

O acordo Mercosul-EFTA prevê uma abertura comercial mais ampla do que essas cotas. Segundo o governo, quase 99% do valor atualmente exportado pelo Brasil aos países do bloco europeu ficará sujeito ao livre comércio, considerando produtos agrícolas e industriais.

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