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La Niña: fenômeno deve baixar temperaturas globais; entenda os impactos no Brasil

De acordo com o relatório da ONU, os impactos de cada episódio de La Niña serão determinados por uma série de fatores

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Antonio Souza
05/06/2024, 00:50 • Atualizado em 05/06/2024, 13:59
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A influência do La Niña no Brasil são associados a chuvas acima da média nas regiões Norte e Nordeste | Paulo Pinto / Agência Brasil

A influência do La Niña no Brasil são associados a chuvas acima da média nas regiões Norte e Nordeste | Paulo Pinto / Agência Brasil

O fenômeno metereológico "La Niña" deve trazer clima mais ameno ao planeta, após o El Niño elevar a recordes de calor em 2023. A informação é do relatório da OMM (Organização Meteorológica Mundial), órgão climático da ONU, divulgado nesta segunda-feira (3).

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Segundo a OMM, mesmo com o fim do El Niño, os registros de temperaturas da superfície do mar continuaram altas, devido aos efeitos da mudança climática global.

De acordo com o relatório, os impactos de cada episódio de La Niña serão determinados por uma série de fatores, incluindo intensidade, duração e momento em que o fenômeno se manifesta.

Em meio a esse contexto, em diversos lugares, a previsão é de que eventos naturais ocorram em um cenário de mudanças climáticas globais, com um aumento nas temperaturas médias, o que pode agravar problemas relacionados a fenômenos climáticos extremos.

“O que se pode esperar é, de fato, efeitos opostos aos ligados ao El Niño. Chuvas abundantes agora no verão, porque esta é a estação de chuvas nesta região, mas também nas Caraíbas e na América Central. E isto acaba por estar relacionado com a época dos furacões, que foi recentemente dada uma previsão que esta época seja acima do normal, em termos de atividades de tempestades tropicais. Isto está geralmente ligado com o fenômeno La Niña que, em geral, favorece que tal aconteça. Mas também na região de aquecimento da água do mar continua com valores recordes”, afirma Alvaro Silva, climatologista da OMM.

O que é La Niña?

La Niña é um fenômeno climático natural caracterizado pelo resfriamento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, próximo à América do Sul. Esse evento é parte do ciclo climático conhecido como El Niño, que alterna entre fases de aquecimento e resfriamento das águas do Pacífico.

O nome La Niña significa "A Menina" em espanhol, e foi cunhado pelos pescadores da região devido à sua associação com uma diminuição nas temperaturas da superfície do mar. Esse fenômeno, oposto ao El Niño, tem importantes implicações climáticas em escala global.

Efeitos do La Niña no Brasil

Segundo o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Desastres Naturais), o La Niña no Brasil está associado a chuvas acima da média nas regiões Norte e Nordeste e períodos mais secos no Centro-Oeste e Sul. Além disso, a temperatura deve cair, porém cada edição do fenômeno é única.

“O fenômeno deve se desenvolver na segunda metade deste ano. Então, ainda é difícil saber com precisão quais serão os impactos na temperatura e nas chuvas, porque isso vai depender de fatores como onde se localizarão as maiores anomalias de temperatura no oceano Pacífico, como será a configuração do oceano Atlântico e outros fatores”, explica Marcelo Seluchi, coordenador-geral de Operações e Modelagem do Cemaden para o site do Governo Federal.

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