Mundo

Juiz volta a bloquear decreto de Trump que restringe direito de cidadania

Corte alegou que medida é inconstitucional, uma vez que a 14ª Emenda da Constituição garante o direito a nascidos e naturalizados no país

C
Camila Stucaluc
24/07/2025, 08:41 • Atualizado em 24/07/2025, 08:41
compartilhar
Bandeira dos Estados Unidos | Pexels

Bandeira dos Estados Unidos | Pexels

O Tribunal de Apelações de São Francisco bloqueou, na quarta-feira (23), a ordem executiva do presidente Donald Trump que busca suspender a garantia de cidadania por nascimento nos Estados Unidos. Pelo decreto, assinado em janeiro, o direito se aplicaria apenas a filhos de residentes permanentes legais no país.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Na decisão, o tribunal apontou que a medida é inconstitucional, uma vez que a 14ª Emenda da Constituição garante o direito da cidadania a nascidos e naturalizados no país. O parecer mantém a decisão do juiz distrital de Seattle, John Coughenour, de fevereiro.

"O tribunal concorda que o presidente não pode redefinir o que significa ser americano com um golpe de caneta. Ele não pode retirar os direitos, liberdades e proteções das crianças nascidas em nosso país. Tenho orgulho de que os tribunais em todos os níveis concordem conosco", disse o procurador-geral de Washington, Nick Brown.

O parecer marca a primeira vez que um tribunal de apelações avalia a legalidade da ordem de Trump desde que a Suprema Corte restringiu o poder dos juízes de instâncias inferiores de emitir liminares nacionais. Neste caso, o tribunal observou que o processo tratava-se de uma ação coletiva, já que foi movido por um grupo de estados, o que enquadra-se nas exceções descritas pela Suprema Corte.

"Concluímos que o tribunal distrital não abusou de sua discrição ao emitir uma liminar universal para dar aos Estados alívio completo", escreveram os juízes Michael Hawkins e Ronald Gould, que votaram a favor do bloqueio da medida. O magistrado Patrick Bumatay, por outro lado, justificou seu voto contrário dizendo que os estados não têm o direito legal ou posição de processar o governo federal.

A porta-voz da Casa Branca Abigail Jackson afirmou que o governo espera que uma nova apelação dê parecer favorável à medida de Trump. Em comunicado, ela afirmou que o tribunal interpretou mal a 14ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos ao tomar sua decisão. “Estamos ansiosos para ser justificados na apelação”, disse.

Entenda

Trump alterou a lei de cidadania em janeiro. No novo texto, fica determinado que uma criança nascida nos Estados Unidos não é cidadã norte-americana se a mãe estiver ilegalmente ou temporariamente no país e se o pai não for cidadão americano ou residente permanente legal. Antes, qualquer pessoa nascida no país tinha direito à cidadania.

Ao todo, 22 estados, bem como outras organizações, entraram com ações para tentar impedir a ação executiva de Trump. Os grupos justificam que, se a norma entrar em vigor, afetará centenas de milhares de pessoas nascidas nos Estados Unidos, incluindo brasileiros, podendo criar uma subclasse de residentes essencialmente apátridas.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Vini Jr. entra no top-4 da Fifa após show contra a Escócia

Vini Jr. entra no top-4 da Fifa após show contra a Escócia

Imagem da notícia: Técnico do Japão admite pedir "ajuda" a Zico

Técnico do Japão admite pedir "ajuda" a Zico

Imagem da notícia: Dívida pública atinge R$ 9 trilhões em maio, mostra Tesouro

Dívida pública atinge R$ 9 trilhões em maio, mostra Tesouro

Imagem da notícia: Novo terremoto atinge Venezuela após tragédia

Novo terremoto atinge Venezuela após tragédia

Imagem da notícia: Vini Jr. entra no top-4 da Fifa após show contra a Escócia

Vini Jr. entra no top-4 da Fifa após show contra a Escócia

Imagem da notícia: Técnico do Japão admite pedir "ajuda" a Zico

Técnico do Japão admite pedir "ajuda" a Zico

Imagem da notícia: Dívida pública atinge R$ 9 trilhões em maio, mostra Tesouro

Dívida pública atinge R$ 9 trilhões em maio, mostra Tesouro

Imagem da notícia: Novo terremoto atinge Venezuela após tragédia

Novo terremoto atinge Venezuela após tragédia

Últimas notícias

Uruguai perde para Espanha e está fora da Copa do Mundo

Uruguaios precisam vencer para garantir a classificação, enquanto espanhóis buscam se consolidar na primeira colocação

Quina de São João pode pagar R$ 260 milhões neste domingo

Prêmio especial não acumula e pode render cerca de R$ 1,7 milhão no primeiro mês se aplicado na poupança

Ida de Vorcaro à Papudinha pode ser coação e gerar nulidade

Criminalista Hugo Leonardo diz que transferência para prisão federal pode comprometer caso e defende que Mendonça cumpra o previsto em lei para evitar anulações

Flávio Bolsonaro minimiza crise com Michelle: página virada

Senador afirma que conversou com Jair Bolsonaro e tenta encerrar atrito com a ex-primeira-dama após troca pública de críticas

Governo libera FGTS como garantia no consignado CLT

Taxa será limitada a 1,99% ao mês; trabalhador poderá comprometer parte do fundo e verbas rescisórias

Escolhido para vice, França se compara a 'Neymar no banco'

Ao SBT News, o pré-candidato a vice ao governo de SP disse que a decisão seguiu a “regra do jogo” e vê cenário com definição possível já no 1º turno