Japão: ordem de chefe levou funcionários à morte em shopping
Empresa admitiu que orientou funcionários a retornarem ao prédio para guardar dinheiro; eles morreram na explosão que atingiu centro de compras após terremoto
Caroline Vale
Shopping Aeon Mall, em Kumamoto, foi completamente destruído após uma explosão causada pelo terremoto | Reprodução/Reuters
A empresa responsável por uma loja localizada no shopping Aeon Mall Kumamoto, no Japão, informou que dois funcionários que morreram na explosão registrada após o terremoto foram orientados a retornar ao prédio depois de uma evacuação inicial. A companhia reconheceu que a decisão foi inadequada, pediu desculpas às famílias das vítimas e afirmou que investiga as circunstâncias do caso.
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Entre as vítimas está Kurumi Otake, de 22 anos. Segundo a empresa, ela e um colega deixaram o edifício após o terremoto, mas receberam a orientação para voltar à loja e guardar no cofre o dinheiro arrecadado com as vendas. Logo depois que eles voltaram, houve uma explosão no local e os dois morreram.
De acordo com a empresa, cerca de 50 minutos após o terremoto, um gerente de vendas da Habita transmitiu a instrução por meio do gerente da loja. A companhia afirmou que havia solicitado autorização para o retorno ao shopping, mas disse não saber se essa permissão foi concedida.
Em nota, o diretor de vendas da operadora da loja afirmou que a orientação dada aos funcionários foi inadequada e lamentou o ocorrido. A empresa informou ainda que explicou o caso às famílias das vítimas e apresentou um pedido formal de desculpas.
A administradora do Aeon Mall declarou que ainda apura as circunstâncias do episódio. Segundo a empresa, o protocolo de segurança determina que, após a evacuação, ninguém deve retornar ao prédio até que a segurança da estrutura seja confirmada. A administradora afirmou que, no dia do terremoto, não autorizou o retorno de pessoas ao edifício.
Ao todo, sete pessoas morreram na explosão que atingiu o shopping. O funeral de Kurumi Otake foi realizado nesta segunda-feira (3), na cidade de Kumamoto, com a presença de familiares e amigos.
Também nesta segunda, o Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão realizou uma inspeção no local, em conjunto com a polícia, o Corpo de Bombeiros e a empresa fornecedora de gás liquefeito de petróleo (GLP). A investigação busca esclarecer as causas da explosão, incluindo a verificação da tubulação de gás utilizada pelos restaurantes do shopping.
O que aconteceu no Japão
Um terremoto de magnitude 7,1atingiu a cidade de Kashima, na província de Kumamoto, no dia 28 de julho. Oitenta minutos depois, a explosão atingiu o shopping.
No total, 34 pessoas morreram após o forte tremor. Além disso, o abalo sísmico destruiu casas e fez chaminés desabarem na fábrica da Nippon Paper Industries, na cidade de Yatsushiro.
Mais de 9 mil moradores precisaram deixar suas casas e buscar abrigo em 406 pontos de evacuação. Nos abrigos, a situação é crítica devido às altas temperaturas.
Terremotos são historicamente comuns no Japão por diversos motivos, entre os quais um se destaca: a localização geológica do país.
A nação está numa área sísmica muito ativa, conhecida como "Anel de Fogo" do Pacífico, onde ocorre a maior parte dos terremotos e erupções vulcânicas do mundo. Filipinas, Indonésia e Tailândia também compartilham a região.
Japão: ordem de chefe levou funcionários à morte em shoppingEmpresa admitiu que orientou funcionários a retornarem ao prédio para guardar dinheiro; eles morreram na explosão que atingiu centro de compras após terremotoMundo2026-08-03T13:20:12.690ZA empresa responsável por uma loja localizada no shopping Aeon Mall Kumamoto, no Japão, informou que dois funcionários que morreram na foram orientados a retornar ao prédio depois de uma evacuação inicial. A companhia reconheceu que a decisão foi inadequada, pediu desculpas às famílias das vítimas e afirmou que investiga as circunstâncias do caso. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Entre as vítimas está Kurumi Otake, de 22 anos. Segundo a empresa, ela e um colega deixaram o edifício após o terremoto, mas receberam a orientação para voltar à loja e guardar no cofre o dinheiro arrecadado com as vendas. Logo depois que eles voltaram, houve uma explosão no local e os dois morreram. De acordo com a empresa, cerca de 50 minutos após o terremoto, um gerente de vendas da Habita transmitiu a instrução por meio do gerente da loja. A companhia afirmou que havia solicitado autorização para o retorno ao shopping, mas disse não saber se essa permissão foi concedida. Em nota, o diretor de vendas da operadora da loja afirmou que a orientação dada aos funcionários foi inadequada e lamentou o ocorrido. A empresa informou ainda que explicou o caso às famílias das vítimas e apresentou um pedido formal de desculpas. A administradora do Aeon Mall declarou que ainda apura as circunstâncias do episódio. Segundo a empresa, o protocolo de segurança determina que, após a evacuação, ninguém deve retornar ao prédio até que a segurança da estrutura seja confirmada. A administradora afirmou que, no dia do terremoto, não autorizou o retorno de pessoas ao edifício. Ao todo, sete pessoas morreram na explosão que atingiu o shopping. O funeral de Kurumi Otake foi realizado nesta segunda-feira (3), na cidade de Kumamoto, com a presença de familiares e amigos. Também nesta segunda, o Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão realizou uma inspeção no local, em conjunto com a polícia, o Corpo de Bombeiros e a empresa fornecedora de gás liquefeito de petróleo (GLP). A investigação busca esclarecer as causas da explosão, incluindo a verificação da tubulação de gás utilizada pelos restaurantes do shopping. O que aconteceu no Japão Um atingiu a cidade de Kashima, na província de Kumamoto, no dia 28 de julho. Oitenta minutos depois, a explosão atingiu o shopping. No total, 34 pessoas morreram após o forte tremor. Além disso, o abalo sísmico destruiu casas e fez chaminés desabarem na , na cidade de Yatsushiro. Mais de 9 mil moradores precisaram deixar suas casas e buscar abrigo em 406 pontos de evacuação. Nos abrigos, a situação é crítica devido às altas temperaturas. Terremotos são historicamente comuns no Japão por diversos motivos, entre os quais um se destaca: a localização geológica do país. A nação está numa área sísmica muito ativa, conhecida como "Anel de Fogo" do Pacífico, onde ocorre a maior parte dos terremotos e erupções vulcânicas do mundo. Filipinas, Indonésia e Tailândia também compartilham a região.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/japao-ordem-de-chefe-levou-funcionarios-a-morte-em-shopping
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