Irã executou pelo menos 56 pessoas desde março, diz ONU
Alto comissário para os direitos humanos faz apelo para que governo suspenda execuções; Parte delas é ligada aos protestos de janeiro
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André de Sena, com informações da Reuters
Bandeira do Irã | Pexels
O alto comissário das Nações Unidas Nações Unidas para os direitos humanos, Volker Tuerk, afirmou nesta quarta-feira (5) que pelo menos 56 pessoas foram executadas no Irã sob acusações relacionadas à segurança nacional desde 19 de março. O governo de Teerã é acusado de perseguir violentamente aqueles que se opõem ao regime teocrático vigente no país.
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Tuerk fez um apelo para que o governo iraniano suspenda todas as execuções e avance no caminho rumo à abolição da pena de morte. “Estou alarmado com o aumento das execuções e das sentenças de morte proferidas no Irã desde março, e com o fato de que a pena de morte continua sendo usada para instigar o medo entre a população e reprimir a dissidência”, diz o comunicado divulgado pela ONU.
Volker Turk, alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos | REUTERS/Mohamed Azakir
Segundo o alto comissário, a quantidade de pessoas que ainda podem ser executadas por acusações semelhante passa de 100. Ele também demonstrou preocupação com o que descreveu como falhas na garantia de julgamentos justos e do devido processo legal. A missão diplomática do Irã em Genebra, cidade suíça onde a ONU mantém um escritório, não respondeu às declarações de Tuerk. No entanto, as autoridades iranianas vêm defendendo reiteradamente a forma como funciona o Judiciário no país, alegando que a pena de morte é necessária para preservar a segurança nacional.
27 execuções estão ligadas a protestos
De acordo com a ONU, 27 dos 56 casos confirmados desde 19 de março estão relacionados às manifestações que tomaram o país no início do ano. O movimento começou em dezembro de 2025. Os primeiros a irem às ruas foram os comerciantes, insatisfeitos com a recessão econômica e a inflação galopante.
No início de janeiro, outras parcelas da sociedade já haviam se juntado aos protestos, que se espalharam por todas as 31 províncias do país. Os principais grupos eram as mulheres, que reivindicavam maior liberdade de escolha, e apoiadores da democracia, que tentavam derrubar o regime. O governo reprimiu os manifestantes violentamente. Segundo a organização Human Rights Watch, mais de sete mil pessoas foram mortas nos confrontos entre civis e as forças de segurança. Ainda de acordo com a entidade, mais de 41 mil prisões foram efetuadas nos primeiros trinta dias do levante.
Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, dando início a uma guerra que já se estende há mais de cinco meses. O líder supremo Ali Khamenei foi morto e sucedido por seu filho Mojtaba Khamenei. Mesmo com as atenções voltadas para o conflito, o governo iraniano continuou a prender e julgar manifestantes, muitas vezes impondo pena de morte. Na semana passada, dois homens acusados de assassinar quatro membros das forças de segurança foram executados.
Irã executou pelo menos 56 pessoas desde março, diz ONUAlto comissário para os direitos humanos faz apelo para que governo suspenda execuções; Parte delas é ligada aos protestos de janeiroMundo2026-08-05T15:49:08.149ZO alto comissário das Nações Unidas Nações Unidas para os direitos humanos, Volker Tuerk, afirmou nesta quarta-feira (5) que pelo menos 56 pessoas foram executadas no Irã sob acusações relacionadas à segurança nacional desde 19 de março. O governo de Teerã é acusado de perseguir violentamente aqueles que se opõem ao regime teocrático vigente no país. Tuerk fez um apelo para que o governo iraniano suspenda todas as execuções e avance no caminho rumo à abolição da pena de morte. “Estou alarmado com o aumento das execuções e das sentenças de morte proferidas no Irã desde março, e com o fato de que a pena de morte continua sendo usada para instigar o medo entre a população e reprimir a dissidência”, diz o comunicado divulgado pela ONU. Segundo o alto comissário, a quantidade de pessoas que ainda podem ser executadas por acusações semelhante passa de 100. Ele também demonstrou preocupação com o que descreveu como falhas na garantia de julgamentos justos e do devido processo legal. A missão diplomática do Irã em Genebra, cidade suíça onde a ONU mantém um escritório, não respondeu às declarações de Tuerk. No entanto, as autoridades iranianas vêm defendendo reiteradamente a forma como funciona o Judiciário no país, alegando que a pena de morte é necessária para preservar a segurança nacional. 27 execuções estão ligadas a protestos De acordo com a ONU, 27 dos 56 casos confirmados desde 19 de março estão relacionados às manifestações que tomaram o país no início do ano. O movimento começou em dezembro de 2025. Os primeiros a irem às ruas foram os comerciantes, insatisfeitos com a recessão econômica e a inflação galopante. No início de janeiro, outras parcelas da sociedade já haviam se juntado aos protestos, que se espalharam por todas as 31 províncias do país. Os principais grupos eram as mulheres, que reivindicavam maior liberdade de escolha, e apoiadores da democracia, que tentavam derrubar o regime. O governo . Segundo a organização Human Rights Watch, mais de sete mil pessoas foram mortas nos confrontos entre civis e as forças de segurança. Ainda de acordo com a entidade, mais de 41 mil prisões foram efetuadas nos primeiros trinta dias do levante. + Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, dando início a uma guerra que já se estende há mais de cinco meses. O líder supremo Ali Khamenei foi morto e sucedido por seu filho Mojtaba Khamenei. Mesmo com as atenções voltadas para o conflito, o governo iraniano continuou a prender e julgar manifestantes, muitas vezes impondo pena de morte. Na semana passada, .São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/ira-executou-pelo-menos-56-pessoas-desde-marco-diz-onu
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