Irã executa dois homens condenados por envolvimento nos protestos de janeiro
Mohammadamin Biglari e Shahin Vahedparast supostamente tentaram invadir uma instalação militar e acessar um arsenal durante as manifestações

Sofia Pilagallo
O Irã executou, neste domingo (5), dois homens condenados por tentar invadir uma instalação militar e acessar um arsenal durante os protestos antigovernamentais ocorridos em janeiro. A informação foi divulgada pelo portal de notícias "Mizan", ligado ao judiciário iraniano.
Os homens executados são Mohammadamin Biglari, de 19 anos, e Shahin Vahedparast, de 30 anos. Eles estavam entre um grupo de quatro pessoas que enfrentavam pena de morte no mesmo caso, de acordo com a organização de direitos humanos Anistia Internacional.
"Mohamad-Amin Biglari e Shahin Vahedparast (...) foram enforcados depois que o caso foi revisado e o veredicto final, confirmado pela Suprema Corte", informou a Mizan, agência de informação do Judiciário.
O Supremo Tribunal do Irã manteve as sentenças dos dois réus que estavam entre os "manifestantes que tentaram cometer assassinatos em massa" ao tentar roubar armas e equipamentos militares, acrescentou o veículo de comunicação.
Na semana passada, o Irã executou um jovem de 18 anos condenado no mesmo caso decorrente dos protestos de janeiro. Em um relatório recente, a Anistia Internacional afirmou que 11 homens corriam o risco de execução iminente por participação nas manifestações.
Os protestos de janeiro foram contidos após uma repressão brutal. Balanço oficial aponta que 3.117 pessoas morreram em meio às manifestações, mas organizações de direitos humanos, como a Ativistas de direitos humanos no Irã (HRANA), estimam o número em mais de 7 mil.
Os confrontos durante os protestos alimentaram as justificativas dos Estados Unidos para desencadear uma guerra contra o Irã. À época, Washington pressionou Teerã para reverter a pena de morte em casos relacionados aos protestos e mais de 800 execuções chegaram a ser suspensas.








