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Irã diz ter impedido navio de guerra americano de entrar no Estreito de Ormuz

Teerã diz ter realizado disparos de advertência contra a embarcação; Exército americano nega ter sido alvo de ataque

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O Irã afirmou nesta segunda-feira (4) que realizou disparos de advertência contra um navio de guerra dos Estados Unidos que navegava em direção ao Estreito de Ormuz. Segundo fontes citadas pela estatal Fars, o alerta ocorreu após a embarcação ultrapassar a área delimitada. A fragata foi obrigada a recuar.

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Pelas redes sociais, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom, na sigla em inglês) negou qualquer ataque direto à embarcação. O órgão acrescentou que segue trabalhando no resgate de navios estrangeiros presos no Estreito, como ordenado pelo presidente Donald Trump.

Mais cedo, o chefe do comando unificado das Forças Armadas do Irã, Ali Abdollah, havia alertado os navios comerciais a evitarem contato com forças estrangeiras, sobretudo dos Estados Unidos, ameaçando possíveis ataques. Segundo ele, a passagem pelo Estreito deve ser coordenada apenas com Teerã.

“Temos repetidamente dito que a segurança do Estreito de Ormuz está em nossas mãos e que a passagem segura das embarcações precisa ser coordenada com as forças armadas. Alertamos que quaisquer forças armadas estrangeiras, especialmente o exército agressivo dos Estados Unidos, serão atacadas caso pretendam se aproximar e entrar no Estreito de Ormuz”, disse Abdollah.

Rota marítima de cerca de 20% do petróleo mundial, o Estreito de Ormuz virou alvo de conflitos em decorrência da operação coordenada entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro. O tráfego de navios foi completamente remodelado, tanto por ordens de Washington, que bloqueia portos iranianos, como de Teerã, pressionando a economia global.

O controle da região é um dos principais impasses para a retomada das negociações entre os países — atualmente em cessar-fogo. Na última semana, o Irã entregou sua última proposta para o fim da guerra, elencando a resolução do impasse do transporte marítimo como prioritário, deixando as negociações sobre o programa nuclear para depois. Agora, Teerã analisa a resposta norte-americana.

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