Irã alerta para ataque caso forças dos EUA avancem no Estreito de Ormuz
Declaração ocorre em resposta ao presidente Donald Trump, que orientou militares a guiarem navios presos na região
Camila Stucaluc
04/05/2026, 08:01 • Atualizado em 04/05/2026, 08:01
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Major-general Ali Abdollahi Aliabadi | Reprodução
O chefe do comando unificado das Forças Armadas do Irã, Ali Abdollah, disse que responderá a qualquer ameaça no Estreito de Ormuz. Em comunicado divulgado pela mídia estatal, o militar orientou a petroleiros e demais navios comerciais a evitarem contato com forças estrangeiras.
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“Temos repetidamente dito que a segurança do Estreito de Ormuz está em nossas mãos e que a passagem segura das embarcações precisa ser coordenada com as forças armadas. Alertamos que quaisquer forças armadas estrangeiras, especialmente o exército agressivo dos Estados Unidos, serão atacadas caso pretendam se aproximar e entrar no Estreito de Ormuz”, disse.
A declaração acontece em resposta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que orientou seus militares a guiarem os navios presos no Estreito a partir desta segunda-feira (4). Pelas redes sociais, o republicano afirmou que a operação, nomeada “Projeto Liberdade”, visa libertar navios de países que não estão envolvidos, mas foram prejudicados pelo conflito.
"Países de todo o mundo, quase todos não envolvidos na disputa do Oriente Médio, pediram aos Estados Unidos que ajudassem a liberar seus navios, que estão presos no Estreito de Ormuz. [...] Para o bem do Irã, do Oriente Médio e dos Estados Unidos, informamos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas vias navegáveis restritas”, escreveu Trump.
Mais cedo, o Centro de Operações Marítimas do Reino Unido havia classificado a situação no Estreito de Ormuz como “crítica” devido às operações militares na região. Com isso, os marinheiros foram aconselhados a coordenar rotas pelas águas territoriais de Omã.
Rota marítima de cerca de 20% do petróleo mundial, o Estreito de Ormuz virou alvo de conflitos em decorrência da operação coordenada entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro. O tráfego de navios foi completamente remodelado, tanto por ordens de Washington, que bloqueia portos iranianos, como de Teerã, pressionando a economia global.
O controle da região é um dos principais impasses para a retomada das negociações entre os países — atualmente em cessar-fogo. Na última semana, o Irã entregou sua última proposta para o fim da guerra, elencando a resolução do impasse do transporte marítimo como prioritário, deixando as negociações sobre o programa nuclear para depois. Agora, Teerã analisa a resposta norte-americana.
Irã alerta para ataque caso forças dos EUA avancem no Estreito de OrmuzDeclaração ocorre em resposta ao presidente Donald Trump, que orientou militares a guiarem navios presos na regiãoMundo2026-05-04T08:01:00.000ZO chefe do comando unificado das Forças Armadas do Irã, Ali Abdollah, disse que responderá a qualquer ameaça no Estreito de Ormuz. Em comunicado divulgado pela mídia estatal, o militar orientou a petroleiros e demais navios comerciais a evitarem contato com forças estrangeiras. “Temos repetidamente dito que a segurança do Estreito de Ormuz está em nossas mãos e que a passagem segura das embarcações precisa ser coordenada com as forças armadas. Alertamos que quaisquer forças armadas estrangeiras, especialmente o exército agressivo dos Estados Unidos, serão atacadas caso pretendam se aproximar e entrar no Estreito de Ormuz”, disse. A declaração acontece em resposta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que a partir desta segunda-feira (4). Pelas redes sociais, o republicano afirmou que a operação, nomeada “Projeto Liberdade”, visa libertar navios de países que não estão envolvidos, mas foram prejudicados pelo conflito. "Países de todo o mundo, quase todos não envolvidos na disputa do Oriente Médio, pediram aos Estados Unidos que ajudassem a liberar seus navios, que estão presos no Estreito de Ormuz. [...] Para o bem do Irã, do Oriente Médio e dos Estados Unidos, informamos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas vias navegáveis restritas”, escreveu Trump. Mais cedo, o Centro de Operações Marítimas do Reino Unido havia classificado a situação no Estreito de Ormuz como “crítica” devido às operações militares na região. Com isso, os marinheiros foram aconselhados a coordenar rotas pelas águas territoriais de Omã. Rota marítima de cerca de 20% do petróleo mundial, o Estreito de Ormuz virou alvo de conflitos em decorrência da operação coordenada entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro. O tráfego de navios foi completamente remodelado, tanto por ordens de Washington, que bloqueia portos iranianos, como de Teerã, pressionando a economia global. O controle da região é um dos principais impasses para a retomada das negociações entre os países — atualmente em cessar-fogo. Na última semana, o , elencando a resolução do impasse do transporte marítimo como prioritário, deixando as negociações sobre o programa nuclear para depois. Agora, Teerã analisa a resposta norte-americana.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/ira-alerta-para-ataque-caso-forcas-dos-eua-avancem-no-estreito-de-ormuz
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