Incêndios afetam mais de 200 mil na Espanha e França
Madri declarou emergência nacional, enquanto autoridades francesas retiraram moradores e turistas de áreas ameaçadas pelo avanço das chamas
Sofia Pilagallo
Incêndios florestais em Ávila, na Espanha | Foto: Ana Beltran/Reuters - 23.07.2026
Mais de 200 mil pessoas foram evacuadas ou receberam ordens de confinamento nesta sexta-feira (24) devido aos grandes incêndios florestais que atingem a Espanha e a França. Diante do avanço das chamas, Madri declarou estado de emergência nacional, enquanto autoridades francesas determinaram a retirada total de moradores e turistas de áreas ameaçadas.
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Na Espanha, mais de 63 mil pessoas foram evacuadas ou orientadas a permanecer em casa devido aos incêndios nos arredores de Madri e na província vizinha de Ávila. Dois grandes focos próximos à capital se uniram, e as autoridades alertaram para o risco de as chamas alcançarem um terceiro incêndio.
O governo regional de Madri classificou a situação como de "extrema gravidade" e reconheceu que os focos poderiam superar a capacidade disponível de combate. O primeiro-ministro Pedro Sánchez afirmou que todos os recursos do governo foram mobilizados e que a prioridade era proteger a população e auxiliar os evacuados.
No sudoeste da França, mais de 110 mil pessoas deixaram a península de Cap Ferret, na costa atlântica, após um incêndio consumir mais de 19 mil hectares de floresta. A retirada ocorreu "vila por vila" e incluiu milhares de turistas hospedados em campings e imóveis alugados.
Centenas de pessoas foram transportadas em barcos, diante do risco de o fogo bloquear a única estrada de acesso à península. Oitenta casas foram destruídas, e diversas vias da região foram interditadas, permitindo apenas a circulação de veículos dos serviços de emergência.
Cerca de 800 bombeiros e quatro aviões atuavam no combate às chamas, que começaram na quarta-feira (22) perto da vila de Saumos, a aproximadamente 40 quilômetros de Bordeaux. Apesar dos esforços, o incêndio permanecia fora de controle e era descrito pelas autoridades como intenso e altamente imprevisível.
Outro foco, próximo ao balneário de Biscarrosse, queimou mais de 2.500 hectares e provocou a retirada de cerca de 31 mil pessoas. Mais de 600 bombeiros foram mobilizados, mas o surgimento de novos focos dificultava o trabalho das equipes.
O presidente da França, Emmanuel Macron, acionou o mecanismo de proteção civil da União Europeia para solicitar reforços internacionais. Aeronaves de Portugal e da Croácia, além de helicópteros da República Checa e da Eslováquia, devem auxiliar no combate aos incêndios.
Até esta sexta-feira, a Espanha havia registrado 29 grandes incêndios florestais em 2026, mais de três vezes a média observada entre janeiro e julho na última década. A França também enfrenta uma temporada excepcional, com 32 incêndios ativos e 50 mil hectares queimados desde o início do ano.
Raquel comparou o calor seco a um "bafo que te cozinha", enquanto Ana Clara descreveu a sensação como a de estar em uma "sauna". No escritório onde trabalha, a falta de ar-condicionado — equipamento pouco comum nos imóveis britânicos — torna o ambiente ainda mais difícil de suportar.
Cientistas alertam que as mudanças climáticas favorecem ondas de calor, secas e incêndios mais intensos, enquanto a Europa aquece em um ritmo duas vezes superior à média global. O mês de junho entrou para a história como o mais quente já registrado na Europa Ocidental, com temperaturas muito acima da média, seca e grandes incêndios florestais em diferentes países.
Incêndios afetam mais de 200 mil na Espanha e FrançaMadri declarou emergência nacional, enquanto autoridades francesas retiraram moradores e turistas de áreas ameaçadas pelo avanço das chamasMundo2026-07-25T02:24:06.822ZMais de 200 mil pessoas foram evacuadas ou receberam ordens de confinamento nesta sexta-feira (24) devido aos grandes incêndios florestais que atingem a Espanha e a França. Diante do avanço das chamas, , enquanto autoridades francesas determinaram a retirada total de moradores e turistas de áreas ameaçadas. Na Espanha, mais de 63 mil pessoas foram evacuadas ou orientadas a permanecer em casa devido aos incêndios nos arredores de Madri e na província vizinha de Ávila. Dois grandes focos próximos à capital se uniram, e as autoridades alertaram para o risco de as chamas alcançarem um terceiro incêndio. O governo regional de Madri classificou a situação como de "extrema gravidade" e reconheceu que os focos poderiam superar a capacidade disponível de combate. O primeiro-ministro Pedro Sánchez afirmou que todos os recursos do governo foram mobilizados e que a prioridade era proteger a população e auxiliar os evacuados. No sudoeste da França, mais de 110 mil pessoas deixaram a península de Cap Ferret, na costa atlântica, após um incêndio consumir mais de 19 mil hectares de floresta. A retirada ocorreu "vila por vila" e incluiu milhares de turistas hospedados em campings e imóveis alugados. Centenas de pessoas foram transportadas em barcos, diante do risco de o fogo bloquear a única estrada de acesso à península. Oitenta casas foram destruídas, e diversas vias da região foram interditadas, permitindo apenas a circulação de veículos dos serviços de emergência. Cerca de 800 bombeiros e quatro aviões atuavam no combate às chamas, que começaram na quarta-feira (22) perto da vila de Saumos, a aproximadamente 40 quilômetros de Bordeaux. Apesar dos esforços, o incêndio permanecia fora de controle e era descrito pelas autoridades como intenso e altamente imprevisível. Outro foco, próximo ao balneário de Biscarrosse, queimou mais de 2.500 hectares e provocou a retirada de cerca de 31 mil pessoas. Mais de 600 bombeiros foram mobilizados, mas o surgimento de novos focos dificultava o trabalho das equipes. O presidente da França, Emmanuel Macron, acionou o mecanismo de proteção civil da União Europeia para solicitar reforços internacionais. Aeronaves de Portugal e da Croácia, além de helicópteros da República Checa e da Eslováquia, devem auxiliar no combate aos incêndios. Até esta sexta-feira, a Espanha havia registrado 29 grandes incêndios florestais em 2026, mais de três vezes a média observada entre janeiro e julho na última década. A França também enfrenta uma temporada excepcional, com 32 incêndios ativos e 50 mil hectares queimados desde o início do ano. Brasileiras na Europa Ao SBT News, . Em Almería, no sul da Espanha, a médica Raquel Pissardo deixou a própria casa por causa da proximidade das chamas e da fumaça intensa; já em Londres, a gerente de comunicação Ana Clara Rodrigues foi liberada mais cedo do trabalho em duas ocasiões por causa do calor extremo. Raquel comparou o calor seco a um "bafo que te cozinha", enquanto Ana Clara descreveu a sensação como a de estar em uma "sauna". No escritório onde trabalha, a falta de ar-condicionado — equipamento pouco comum nos imóveis britânicos — torna o ambiente ainda mais difícil de suportar. Cientistas alertam que as mudanças climáticas favorecem ondas de calor, secas e incêndios mais intensos, enquanto a Europa aquece em um ritmo duas vezes superior à média global. O mês de junho entrou para a história como o mais quente já registrado na Europa Ocidental, com temperaturas muito acima da média, seca e grandes incêndios florestais em diferentes países. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/incendios-afetam-mais-de-200-mil-na-espanha-e-franca