Houthis atacam palácio al-Maashiq, sede do governo do Iêmen
Conflito entre grupo rebelde e coalizão militar liderada pela Arábia Saudita se intensifica
A
André de Sena, com informações da Reuters
Grupo rebelde Houthis, do Iêmen | AP/Hani Mohammed
Os rebeldes houthis, do Iêmen, realizaram nesta quinta-feira (15) um ataque aéreo com mísseis e drones contra o palácio al-Maashiq, em Áden, sede do governo iemenita reconhecido pela comunidade internacional e apoiado militarmente pela Arábia Saudita.
De acordo com as autoridades do Iêmen, a ofensiva matou dois guardas. O primeiro-ministro, Dhaya Mohsen Zindani, e os membros de seu gabinete permaneceram a salvo.
O porta-voz dos houthis, Yahya Saree, confirmou que o grupo bombardeou o que ele descreveu como o quartel-general das operações militares sauditas em Áden. A ação faz parte da política adotada pelos rebeldes de atacar “reforços sauditas onde quer que estejam localizados”.
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Segundo a agência de notícias SABA, controlada pelos houthis, o quartel-general era comandado por oficiais sauditas e havia depósitos de armas no local.
Retomada do conflito
O início da guerra no Iêmen remonta a 2014, quando os houthis tomaram a capital, Sanaa, forçando o governo a se retirar para o sul. A Arábia saudita interveio militarmente no ano seguinte. Em 2022, os dois lados firmaram uma trégua. Mas o cessar-fogo foi abandonado em 2026.
Na semana passada, as forças governamentais lançaram uma campanha para recapturar áreas controladas pelos houthis, recuperando território próximo ao Estreito de Bab el-Mandeb, importante rota de escoamento da produção de petróleo do Oriente Médio.
Apesar do revés nas proximidades de Bab el-Mandeb, os houthis, que são apoiados pelo Irã, realizam um cerco a Taiz, a terceira maior cidade do país. Além disso, os rebeldes têm disparado mísseis balísticos e drones contra aeroportos, portos e instalações petrolíferas da Arábia Saudita, aliada dos Estados Unidos.
O porta-voz da coalizão militar liderada pelo governo saudita, Turki al-Maliki, informou à imprensa que, somente em outubro, os houthis realizaram ataques ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, deixando 17 mortos e 333 feridos.
Além disso, ataques houthis ao aeroporto de Abha, no sudoeste da Arábia Saudita, próximo à fronteira com o Iêmen, resultaram na morte de três pessoas e deixaram 28 feridas.
Houthis atacam palácio al-Maashiq, sede do governo do IêmenConflito entre grupo rebelde e coalizão militar liderada pela Arábia Saudita se intensificaMundo2026-10-15T20:49:29.413ZOs rebeldes houthis, do Iêmen, realizaram nesta quinta-feira (15) um ataque aéreo com mísseis e drones contra o palácio al-Maashiq, em Áden, sede do governo iemenita reconhecido pela comunidade internacional e apoiado militarmente pela Arábia Saudita. De acordo com as autoridades do Iêmen, a ofensiva matou dois guardas. O primeiro-ministro, Dhaya Mohsen Zindani, e os membros de seu gabinete permaneceram a salvo. O porta-voz dos houthis, Yahya Saree, confirmou que o grupo bombardeou o que ele descreveu como o quartel-general das operações militares sauditas em Áden. A ação faz parte da política adotada pelos rebeldes de atacar “reforços sauditas onde quer que estejam localizados”. Segundo a agência de notícias SABA, controlada pelos houthis, o quartel-general era comandado por oficiais sauditas e havia depósitos de armas no local. Retomada do conflito O início da guerra no Iêmen remonta a 2014, quando os houthis tomaram a capital, Sanaa, forçando o governo a se retirar para o sul. A Arábia saudita interveio militarmente no ano seguinte. Em 2022, os dois lados firmaram uma trégua. Mas o cessar-fogo foi abandonado em 2026. Na semana passada, as forças governamentais lançaram uma campanha para recapturar áreas controladas pelos houthis, recuperando território próximo ao Estreito de Bab el-Mandeb, importante rota de escoamento da produção de petróleo do Oriente Médio. Apesar do revés nas proximidades de Bab el-Mandeb, os houthis, que são apoiados pelo Irã, realizam um cerco a Taiz, a terceira maior cidade do país. Além disso, os rebeldes têm disparado mísseis balísticos e drones contra aeroportos, portos e instalações petrolíferas da Arábia Saudita, aliada dos Estados Unidos. O porta-voz da coalizão militar liderada pelo governo saudita, Turki al-Maliki, informou à imprensa que, somente em outubro, os houthis realizaram ataques ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, deixando 17 mortos e 333 feridos. Além disso, ataques houthis ao aeroporto de Abha, no sudoeste da Arábia Saudita, próximo à fronteira com o Iêmen, resultaram na morte de três pessoas e deixaram 28 feridas. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/houthis-atacam-palacio-al-maashiq-sede-do-governo-do-iemen