Assim, a referência recuou 1,06%, aos 204.324,26 pontos, após oscilar entre a mínima de 203.110,43 e a máxima de 206.520,28 pontos. O volume financeiro somou R$ 27,2 bilhões.
O dólar comercial, por sua vez, disparou diante do real e encerrou o dia em alta de 1,17%, a R$ 5,087. A moeda americana oscilou entre R$ 5,037 e R$ 5,099, descolada do movimento no exterior, onde o dólar perdeu força. A volatilidade se intensificou durante a tarde, em meio às preocupações dos investidores com a disputa presidencial e à expectativa pela divulgação de uma nova pesquisa Datafolha sobre o segundo turno.
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Entre as ações de maior peso no Ibovespa, os bancos recuaram em bloco. O Banco do Brasil (BBAS3) caiu 1,78%, BTG Pactual (BPAC11) recuou 1,49%, Itaú Unibanco (ITUB4) perdeu 1,29% e Bradesco (BBDC4) caiu 0,67%.
A Petrobras também fechou em baixa, apesar da alta de uma das referências internacionais do petróleo. As preferenciais (PETR4) recuaram 1,29%, enquanto as ordinárias (PETR3) caíram 1,23%. A Vale (VALE3) também perdeu 0,45%, em linha com a queda de 0,44% do minério de ferro.
Entre as maiores baixas do índice, Direcional (DIRR3) desabou 9,26%, após divulgar uma prévia operacional do terceiro trimestre considerada fraca por analistas. A MRV (MRVE3) recuou 4,94%, enquanto Vamos (VAMO3) caiu 4,27%.
Na ponta positiva, Embraer (EMBR3) liderou os ganhos, com alta de 2,70%. Yduqs (YDUQ3) avançou 2,12%, e Caixa Seguridade (CXSE3) subiu 1,73%.
Perspectiva de 2° turno mais acirrada e escala 6x1 pressionam o mercado
No cenário político, os investidores repercutiram a pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira, 14, que mostrou Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto, contra 44% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O mercado também aguarda a divulgação de uma nova rodada do Datafolha sobre a disputa presidencial.
A proximidade do segundo turno e o estreitamento da diferença entre os candidatos aumentam a incerteza sobre os rumos da política econômica. A avaliação dos investidores sobre as propostas de cada candidatura também influencia as decisões de alocação, especialmente em um momento de maior volatilidade nos mercados.
Outro fator no radar foi a aprovação, pelo Senado, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1. O texto reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial.
“A bolsa hoje responde à pesquisa eleitoral Quaest que foi divulgada ontem perto das 18h. Como o Ibovespa já estava fechado, o mercado reagiu no índice futuro e vemos o resultado no pregão de hoje”, afirma Lucas Xavier, head da mesa de renda variável e sócio da AW Capital.
O executivo também aponta preocupações com os possíveis efeitos da mudança na jornada de trabalho sobre os custos das empresas e a inflação.
“A redução da jornada de trabalho tende a aumentar os custos de mão de obra das empresas, que deverão fazer novos planejamentos em relação à mudança”, diz Xavier. Segundo o head, as companhias podem optar por repassar os custos ao consumidor ou contratar mais funcionários para manter o horário de funcionamento, o que pode pressionar os preços.
Por outro lado, setores como turismo e lazer podem se beneficiar de um eventual aumento do tempo livre dos trabalhadores, avalia o especialista.
Dólar dispara com incertezas externas e domésticas
A alta do dólar refletiu uma combinação de fatores externos e internos, segundo Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank. Entre eles estão as dúvidas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed), banco central americano, após indicadores de inflação acima do esperado nos Estados Unidos, as tensões geopolíticas e o cenário eleitoral brasileiro.
“O mercado ainda tem dúvidas sobre os próximos passos do Banco Central americano, depois de alguns dados de inflação acima do esperado lá, o PPI e o CPI”, afirma Quartaroli.
O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,6% em setembro e acumulou alta de 3,7% em 12 meses. Já o Índice de Preços ao Produtor (PPI) avançou 1,3% no mês, a maior alta mensal desde março de 2022, segundo o Escritório de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos.
A economista também destaca o efeito da disputa presidencial sobre o câmbio. “A proximidade do segundo turno, as pesquisas mostrando resultados mais apertados, refletindo uma disputa mais acirrada, traz incerteza e faz com que os investidores fiquem com o freio de mão puxado”, diz.
Quartaroli acrescenta que a aprovação do fim da escala 6x1 teve repercussão negativa entre investidores e que parte da valorização do dólar pode ser explicada por um ajuste técnico, depois da queda expressiva da moeda na semana anterior.
“Eu acho que também não menos importante, a taxa de câmbio tinha caído bastante semana passada. Eu acho que tem um comportamento técnico aí de reversão do movimento”, afirma.
Petróleo fecha misto
Os contratos futuros de petróleo terminaram o dia com movimentos distintos, em meio à avaliação dos riscos de interrupção no fornecimento global após novos ataques a embarcações no Estreito de Ormuz.
O petróleo Brent para dezembro recuou 0,13%, a US$ 105,92 por barril, na ICE, em Londres. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência americana, avançou 3,03%, a US$ 97,97 por barril, na Nymex.
Além das tensões geopolíticas, as cotações reagiram à divulgação de dados sobre os estoques americanos. Segundo o Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE), os estoques de petróleo bruto caíram 8,557 milhões de barris na semana passada, para 415,577 milhões. O mercado esperava um aumento de 100 mil barris.
No cenário geopolítico, a CNN noticiou, citando fontes, que os Estados Unidos elaboraram planos para novos ataques ao Irã, incluindo a possibilidade de usar a chamada “mãe de todas as bombas”, o maior artefato explosivo não nuclear do arsenal americano. O Irã, por sua vez, declarou que está “contando os momentos” até poder começar a atacar navios de guerra dos Estados Unidos.
Também persistem as preocupações com a oferta de diesel. Em resposta à crise, a Agência Internacional de Energia (AIE) prometeu liberar mais de 20 milhões de barris do combustível o mais rápido possível. Paralelamente, o governo de Donald Trump avalia flexibilizar sanções a embarcações da chamada frota fantasma, usada para transportar petróleo e derivados de países como a Rússia, segundo a Reuters.
Bolsas de Nova York fecham em alta
Na contramão da pressão observada durante parte do pregão sobre ações de tecnologia, as principais bolsas de Nova York encerraram a quinta-feira em alta. O Dow Jones avançou 1,08%, aos 52.177,69 pontos. O S&P 500 subiu 0,33%, aos 7.744,06 pontos, enquanto o Nasdaq Composite ganhou 0,08%, aos 26.713,03 pontos.
Os investidores continuam avaliando os dados de inflação americana e seus possíveis efeitos sobre a trajetória dos juros do Fed. A persistência das pressões inflacionárias mantém a incerteza sobre o ritmo de flexibilização monetária, enquanto as tensões geopolíticas seguem no radar dos mercados globais.
Ibovespa cai pela 3ª vez com disputa eleitoral; dólar sobePerspectiva de 2° turno mais acirrado e escala 6x1 pressionam o mercado brasileiro que destoa dos EUA, onde as bolsas fecharam em altaEconomia2026-10-15T21:11:58.628ZO . O principal índice acionário da B3 foi pressionado por bancos, varejistas, construtoras e ações ligadas a commodities, em um pregão marcado pela cautela com o cenário eleitoral, aprovação do e pela aversão ao risco no exterior. Assim, a referência recuou 1,06%, aos 204.324,26 pontos, após oscilar entre a mínima de 203.110,43 e a máxima de 206.520,28 pontos. O volume financeiro somou R$ 27,2 bilhões. O dólar comercial, por sua vez, disparou diante do real e encerrou o dia em alta de 1,17%, a R$ 5,087. A moeda americana oscilou entre R$ 5,037 e R$ 5,099, descolada do movimento no exterior, onde o dólar perdeu força. A volatilidade se intensificou durante a tarde, em meio às preocupações dos investidores com a disputa presidencial e à expectativa pela divulgação de uma nova pesquisa Datafolha sobre o segundo turno. Entre as ações de maior peso no Ibovespa, os bancos recuaram em bloco. O Banco do Brasil (BBAS3) caiu 1,78%, BTG Pactual (BPAC11) recuou 1,49%, Itaú Unibanco (ITUB4) perdeu 1,29% e Bradesco (BBDC4) caiu 0,67%. A Petrobras também fechou em baixa, apesar da alta de uma das referências internacionais do petróleo. As preferenciais (PETR4) recuaram 1,29%, enquanto as ordinárias (PETR3) caíram 1,23%. A Vale (VALE3) também perdeu 0,45%, em linha com a queda de 0,44% do minério de ferro. Entre as maiores baixas do índice, Direcional (DIRR3) desabou 9,26%, após divulgar uma prévia operacional do terceiro trimestre considerada fraca por analistas. A MRV (MRVE3) recuou 4,94%, enquanto Vamos (VAMO3) caiu 4,27%. Na ponta positiva, Embraer (EMBR3) liderou os ganhos, com alta de 2,70%. Yduqs (YDUQ3) avançou 2,12%, e Caixa Seguridade (CXSE3) subiu 1,73%. Perspectiva de 2° turno mais acirrada e escala 6x1 pressionam o mercado No cenário político, os investidores repercutiram a pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira, 14, que mostrou Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto, contra 44% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O mercado também aguarda a divulgação de uma nova rodada do Datafolha sobre a disputa presidencial. A proximidade do segundo turno e o estreitamento da diferença entre os candidatos aumentam a incerteza sobre os rumos da política econômica. A avaliação dos investidores sobre as propostas de cada candidatura também influencia as decisões de alocação, especialmente em um momento de maior volatilidade nos mercados. Outro fator no radar foi a aprovação, pelo Senado, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1. O texto reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial. “A bolsa hoje responde à pesquisa eleitoral Quaest que foi divulgada ontem perto das 18h. Como o Ibovespa já estava fechado, o mercado reagiu no índice futuro e vemos o resultado no pregão de hoje”, afirma Lucas Xavier, head da mesa de renda variável e sócio da AW Capital. O executivo também aponta preocupações com os possíveis efeitos da mudança na jornada de trabalho sobre os custos das empresas e a inflação. “A redução da jornada de trabalho tende a aumentar os custos de mão de obra das empresas, que deverão fazer novos planejamentos em relação à mudança”, diz Xavier. Segundo o head, as companhias podem optar por repassar os custos ao consumidor ou contratar mais funcionários para manter o horário de funcionamento, o que pode pressionar os preços. Por outro lado, setores como turismo e lazer podem se beneficiar de um eventual aumento do tempo livre dos trabalhadores, avalia o especialista. Dólar dispara com incertezas externas e domésticas A alta do dólar refletiu uma combinação de fatores externos e internos, segundo Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank. Entre eles estão as dúvidas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed), banco central americano, após indicadores de inflação acima do esperado nos Estados Unidos, as tensões geopolíticas e o cenário eleitoral brasileiro. “O mercado ainda tem dúvidas sobre os próximos passos do Banco Central americano, depois de alguns dados de inflação acima do esperado lá, o PPI e o CPI”, afirma Quartaroli. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,6% em setembro e acumulou alta de 3,7% em 12 meses. Já o Índice de Preços ao Produtor (PPI) avançou 1,3% no mês, a maior alta mensal desde março de 2022, segundo o Escritório de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos. A economista também destaca o efeito da disputa presidencial sobre o câmbio. “A proximidade do segundo turno, as pesquisas mostrando resultados mais apertados, refletindo uma disputa mais acirrada, traz incerteza e faz com que os investidores fiquem com o freio de mão puxado”, diz. Quartaroli acrescenta que a aprovação do fim da escala 6x1 teve repercussão negativa entre investidores e que parte da valorização do dólar pode ser explicada por um ajuste técnico, depois da queda expressiva da moeda na semana anterior. “Eu acho que também não menos importante, a taxa de câmbio tinha caído bastante semana passada. Eu acho que tem um comportamento técnico aí de reversão do movimento”, afirma. Petróleo fecha misto Os contratos futuros de petróleo terminaram o dia com movimentos distintos, em meio à avaliação dos riscos de interrupção no fornecimento global após novos ataques a embarcações no Estreito de Ormuz. O petróleo Brent para dezembro recuou 0,13%, a US$ 105,92 por barril, na ICE, em Londres. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência americana, avançou 3,03%, a US$ 97,97 por barril, na Nymex. Além das tensões geopolíticas, as cotações reagiram à divulgação de dados sobre os estoques americanos. Segundo o Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE), os estoques de petróleo bruto caíram 8,557 milhões de barris na semana passada, para 415,577 milhões. O mercado esperava um aumento de 100 mil barris. No cenário geopolítico, a CNN noticiou, citando fontes, que os Estados Unidos elaboraram planos para novos ataques ao Irã, incluindo a possibilidade de usar a chamada “mãe de todas as bombas”, o maior artefato explosivo não nuclear do arsenal americano. O Irã, por sua vez, declarou que está “contando os momentos” até poder começar a atacar navios de guerra dos Estados Unidos. Também persistem as preocupações com a oferta de diesel. Em resposta à crise, a Agência Internacional de Energia (AIE) prometeu liberar mais de 20 milhões de barris do combustível o mais rápido possível. Paralelamente, o governo de Donald Trump avalia flexibilizar sanções a embarcações da chamada frota fantasma, usada para transportar petróleo e derivados de países como a Rússia, segundo a Reuters. Bolsas de Nova York fecham em alta Na contramão da pressão observada durante parte do pregão sobre ações de tecnologia, as principais bolsas de Nova York encerraram a quinta-feira em alta. O Dow Jones avançou 1,08%, aos 52.177,69 pontos. O S&P 500 subiu 0,33%, aos 7.744,06 pontos, enquanto o Nasdaq Composite ganhou 0,08%, aos 26.713,03 pontos. Os investidores continuam avaliando os dados de inflação americana e seus possíveis efeitos sobre a trajetória dos juros do Fed. A persistência das pressões inflacionárias mantém a incerteza sobre o ritmo de flexibilização monetária, enquanto as tensões geopolíticas seguem no radar dos mercados globais.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/ibovespa-cai-pela-3-vez-com-disputa-eleitoral-dolar-sobe