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Guerra na Ucrânia: Starlink volta a funcionar sem restrições

Versão militar do sistema de satélites da companhia aeroespacial SpaceX, Starshield também opera sem limitações

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André de Sena, com informações da Reuters
Militar ucraniano prepara sistema de internet via satélite Starlink na cidade de Avdiivka | Inna Varenytsia/Reuters

Militar ucraniano prepara sistema de internet via satélite Starlink na cidade de Avdiivka | Inna Varenytsia/Reuters

A Ucrânia informou neste sábado (24) que o sistema de satélites Starlink e sua versão militar, o Starshield, voltaram a funcionar normalmente. Desde a semana passada, os militares ucranianos enfrentavam restrições nas duas ferramentas disponibilizadas pela companhia aeroespacial SpaceX, o que prejudicava suas operações com drones contra a Rússia.

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"O restabelecimento começou durante a noite e, esta manhã, as velocidades já eram suficientes para usar este sistema de comunicações. Quero agradecer a todos que nos ajudaram a restabelecer o funcionamento do Starlink e do Starshield", disse o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.
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As restrições tiveram início na madrugada do dia 14 de outubro. De acordo com fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters, a ordem para limitar os sistemas utilizados pela Ucrânia partiu da Casa Branca. A informação não foi confirmada pelo governo americano.

Os problemas no sistema de satélites ocorreram poucos dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um acordo para comprar diesel exportado pela Rússia e criticar Zelensky por não ter firmado um acordo de paz para dar um fim à guerra com Moscou, que já se estende desde fevereiro de 2022.

"Sugiro que eles [os ucranianos] elejam um novo líder que possa negociar, porque ele poderia ter feito muitos acordos, e por algum motivo nunca o faz", afirmou o americano naquela ocasião.

Horas após Zelensky anunciar que o problema havia sido contornado e o sistema estava funcionando normalmente, o proprietário da Space X e homem mais rico do mundo, Elon Musk, usou as redes sociais para acusar os militares ucranianos de violar os termos do Starlink.

“Usar o Starlink, um serviço comercial civil, para ataques ofensivos com drones com o objetivo de matar pessoas nunca foi permitido, nem deveria ser", escreveu o bilionário em postagem no X.

"O Starshield, um sistema diferente, é controlado pelo governo dos EUA. O que eles decidem fazer é decisão deles", dizia outro trecho do texto publicado por Musk.

O proprietário da Space X também afirmou que a companhia fez mais para defender a Ucrânia do que qualquer outra empresa privada no mundo e disse que tem "absoluto desprezo pelos belicistas malignos que se fazem de virtuosos, defendem o massacre sem fim e não oferecem nenhuma solução realista para o conflito", sem deixar claro se estava se referindo a Zelensky.

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