Guerra na Ucrânia: Starlink volta a funcionar sem restrições
Versão militar do sistema de satélites da companhia aeroespacial SpaceX, Starshield também opera sem limitações

Militar ucraniano prepara sistema de internet via satélite Starlink na cidade de Avdiivka | Inna Varenytsia/Reuters
A Ucrânia informou neste sábado (24) que o sistema de satélites Starlink e sua versão militar, o Starshield, voltaram a funcionar normalmente. Desde a semana passada, os militares ucranianos enfrentavam restrições nas duas ferramentas disponibilizadas pela companhia aeroespacial SpaceX, o que prejudicava suas operações com drones contra a Rússia.
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"O restabelecimento começou durante a noite e, esta manhã, as velocidades já eram suficientes para usar este sistema de comunicações. Quero agradecer a todos que nos ajudaram a restabelecer o funcionamento do Starlink e do Starshield", disse o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.
As restrições tiveram início na madrugada do dia 14 de outubro. De acordo com fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters, a ordem para limitar os sistemas utilizados pela Ucrânia partiu da Casa Branca. A informação não foi confirmada pelo governo americano.
Os problemas no sistema de satélites ocorreram poucos dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um acordo para comprar diesel exportado pela Rússia e criticar Zelensky por não ter firmado um acordo de paz para dar um fim à guerra com Moscou, que já se estende desde fevereiro de 2022.
"Sugiro que eles [os ucranianos] elejam um novo líder que possa negociar, porque ele poderia ter feito muitos acordos, e por algum motivo nunca o faz", afirmou o americano naquela ocasião.
Horas após Zelensky anunciar que o problema havia sido contornado e o sistema estava funcionando normalmente, o proprietário da Space X e homem mais rico do mundo, Elon Musk, usou as redes sociais para acusar os militares ucranianos de violar os termos do Starlink.
“Usar o Starlink, um serviço comercial civil, para ataques ofensivos com drones com o objetivo de matar pessoas nunca foi permitido, nem deveria ser", escreveu o bilionário em postagem no X.
"O Starshield, um sistema diferente, é controlado pelo governo dos EUA. O que eles decidem fazer é decisão deles", dizia outro trecho do texto publicado por Musk.
O proprietário da Space X também afirmou que a companhia fez mais para defender a Ucrânia do que qualquer outra empresa privada no mundo e disse que tem "absoluto desprezo pelos belicistas malignos que se fazem de virtuosos, defendem o massacre sem fim e não oferecem nenhuma solução realista para o conflito", sem deixar claro se estava se referindo a Zelensky.















