🔎 O Starshield é a versão militar do Starlink, serviço de inteligência via satélite da companhia SpaceX, cujo proprietário é o bilionário Elon Musk, aliado político do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
De acordo com as fontes ouvidas pela Reuters, os líderes do Departamento de Defesa dos Estados Unidos receberam uma mensagem dizendo que o sistema Starshield compartilhado com as forças ucranianas precisava ser desacelerado. Elas não especificaram de qual pessoa de dentro da Casa Branca partiu a ordem nem quem ficou responsável por implementar a ordem.
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A informação de que o Starshield havia sido limitado à Ucrânia veio a público nesta semana, quando autoridades de Kiev informaram que os receptores do sistema haviam parado de funcionar quando instalados em objetos que se movimentam rapidamente, prejudicando o desempenho de drones ucranianos que dependem dessa ferramenta para se orientar.
Na quinta-feira (15), um uma pessoa que trabalha no Ministério da Defesa da Ucrânia disse que os receptores voltaram a funcionar em movimento, mas apenas a velocidades de até 160 km/h.
Depois que ocorreu a restrição da Starshield, as autoridades ucranianas fizeram ligações na terça e quarta-feira para obter respostas de altos funcionários do governo dos Estados Unidos, inclusive do Departamento de Estado e do Pentágono. Segundo Kiev, os americanos informaram que se tratava de uma decisão da Casa Branca.
Em resposta a um pedido de comentário, um alto funcionário americano disse: "Nunca houve tal pedido por parte do presidente." Apesar disso, ele não respondeu se outros integrantes do governo poderiam ter feito o pedido.
Além de limitar o Starshield, Washington ameaçou parar de fornecer a Kiev informações de inteligência sobre os lançamentos de mísseis russos, o que prejudicaria a interceptação desse tipo de ataque. Apesar disso, na terça-feira Trump afirmou que os Estados Unidos ainda compartilhavam informações de inteligência com a Ucrânia.
A Casa Branca também pressiona Kiev a interromper os ataques contra as refinarias de petróleo russas. Desta forma, o governo americano tenta diminuir o preço do petróleo no mercado global às vésperas das eleições parlamentares de meio de mandato, que são essenciais para Trump manter a maioria republicana no Congresso.
Além disso, Washington anunciou um acordo para que a Rússia forneça diesel para os Estados Unidos e outros mercados, o que suaviza as sanções que o próprio governo americano tinha imposto contra Moscou anteriormente. Trata-se de uma tentativa de suavizar o posicionamento do Kremlin nas negociações por paz.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky criticou o acordo firmado entre Estados Unidos e Rússia.
"Agora podemos ver como o dinheiro começará a fluir de volta para a Rússia por meio do acordo de diesel”, disse em uma coletiva de imprensa à margem da cúpula da União Europeia em Bruxelas.
“Esse acordo sobre o diesel nunca será suficiente para compensar o impacto do Estreito de Ormuz nos mercados globais. Mas vai colocar mais dinheiro diretamente no bolso de Putin para financiar essa guerra”, acrescentou Zelensky.
O líder ucraniano também afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, não está interessado em negociações por paz. “Putin não quer negociações de paz no momento, sob nenhuma forma.”
Nesta semana, Zelensky foi surpreendido por um anúncio feito por Trump de que russos e ucranianos haviam concordado em suspender os ataques contra alvos da infraestrutura energética. Mesmo com a surpresa, Kiev suspendeu esse tipo de ofensiva, mas os russos seguiram atacando normalmente, o que levou a Ucrânia a voltar atrás na decisão.
No sábado (10), Trump disse que estava na hora da Ucrânia ter um novo presidente. A postura do presidente americano preocupa seus aliados europeus, que tentam manter a Rússia pressionada.
“Estamos trabalhando em um novo pacote de sanções para pressionar a Rússia e, é claro, esperamos fazer isso em conjunto com todos os nossos parceiros ao redor do mundo”, afirmou a chefe de política externa da União Europeia, Kaja Kallas.
A Europa também trabalha para fornecer à Ucrânia uma opção para substituir o Starlink. Mas hoje essa alternativa ainda não existe.
Ordem para limitar Starshield à Ucrânia veio da Casa BrancaAfirmação foi feita por fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters; funcionário norte-americano diz que pedido não veio de Donald TrumpMundo2026-10-16T17:58:02.630Z A informação foi compartilhada por dois funcionários norte-americanos e um funcionário ocidental que falaram com a agência de notícias Reuters sob condição de anonimato. 🔎 O Starshield é a versão militar do Starlink, serviço de inteligência via satélite da companhia SpaceX, cujo proprietário é o bilionário Elon Musk, aliado político do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump De acordo com as fontes ouvidas pela Reuters, os líderes do Departamento de Defesa dos Estados Unidos receberam uma mensagem dizendo que o sistema Starshield compartilhado com as forças ucranianas precisava ser desacelerado. Elas não especificaram de qual pessoa de dentro da Casa Branca partiu a ordem nem quem ficou responsável por implementar a ordem. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! A informação de que o Starshield havia sido limitado à Ucrânia veio a público nesta semana, quando autoridades de Kiev informaram que os receptores do sistema haviam parado de funcionar quando instalados em objetos que se movimentam rapidamente, prejudicando o desempenho de drones ucranianos que dependem dessa ferramenta para se orientar. Na quinta-feira (15), um uma pessoa que trabalha no Ministério da Defesa da Ucrânia disse que os receptores voltaram a funcionar em movimento, mas apenas a velocidades de até 160 km/h. Resposta da Casa Branca Depois que ocorreu a restrição da Starshield, as autoridades ucranianas fizeram ligações na terça e quarta-feira para obter respostas de altos funcionários do governo dos Estados Unidos, inclusive do Departamento de Estado e do Pentágono. Segundo Kiev, os americanos informaram que se tratava de uma decisão da Casa Branca. Em resposta a um pedido de comentário, um alto funcionário americano disse: "Nunca houve tal pedido por parte do presidente." Apesar disso, ele não respondeu se outros integrantes do governo poderiam ter feito o pedido. Além de limitar o Starshield, Washington ameaçou parar de fornecer a Kiev informações de inteligência sobre os lançamentos de mísseis russos, o que prejudicaria a interceptação desse tipo de ataque. Apesar disso, na terça-feira Trump afirmou que os Estados Unidos ainda compartilhavam informações de inteligência com a Ucrânia. A Casa Branca também pressiona Kiev a interromper os ataques contra as refinarias de petróleo russas. Desta forma, o governo americano tenta diminuir o preço do petróleo no mercado global às vésperas das eleições parlamentares de meio de mandato, que são essenciais para Trump manter a maioria republicana no Congresso. Além disso, Washington anunciou um acordo para que a Rússia forneça diesel para os Estados Unidos e outros mercados, o que suaviza as sanções que o próprio governo americano tinha imposto contra Moscou anteriormente. Trata-se de uma tentativa de suavizar o posicionamento do Kremlin nas negociações por paz. Críticas de Zelensky O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky criticou o acordo firmado entre Estados Unidos e Rússia. "Agora podemos ver como o dinheiro começará a fluir de volta para a Rússia por meio do acordo de diesel”, disse em uma coletiva de imprensa à margem da cúpula da União Europeia em Bruxelas. “Esse acordo sobre o diesel nunca será suficiente para compensar o impacto do Estreito de Ormuz nos mercados globais. Mas vai colocar mais dinheiro diretamente no bolso de Putin para financiar essa guerra”, acrescentou Zelensky. O líder ucraniano também afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, não está interessado em negociações por paz. “Putin não quer negociações de paz no momento, sob nenhuma forma.” Nesta semana, Zelensky foi surpreendido por um anúncio feito por Trump de que russos e ucranianos haviam concordado em suspender os ataques contra alvos da infraestrutura energética. Mesmo com a surpresa, Kiev suspendeu esse tipo de ofensiva, mas os russos seguiram atacando normalmente, o que levou a Ucrânia a voltar atrás na decisão. No sábado (10), Trump disse que estava na hora da Ucrânia ter um novo presidente. A postura do presidente americano preocupa seus aliados europeus, que tentam manter a Rússia pressionada. “Estamos trabalhando em um novo pacote de sanções para pressionar a Rússia e, é claro, esperamos fazer isso em conjunto com todos os nossos parceiros ao redor do mundo”, afirmou a chefe de política externa da União Europeia, Kaja Kallas. A Europa também trabalha para fornecer à Ucrânia uma opção para substituir o Starlink. Mas hoje essa alternativa ainda não existe. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/ordem-para-limitar-starshield-a-ucrania-veio-da-casa-branca
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